30 de dez de 2008

Médium Divaldo Pereira Franco vem a Macapá falar sobre a "Constelação Familiar"

Estará em Macapá, no dia 2 de janeiro de 2009 o médium, orador e educador espírita de renome internacional Divaldo Pereira Franco, que ministrará o seminário Constelação Familiar, cuja proposta tem atraído grande público em todo o Brasil. O seminário resulta da obra do Espírito Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Franco, que aborda a temática família.

As relações entre pais, filhos, avós, tios, vizinhos, a educação doméstica, a mediunidade na família, os conflitos e as tragédias no lar serão alguns dos assuntos abordados no seminário. O evento será realizado no Teatro das Bacabeiras, dia 2 de janeiro, das 19 às 22 horas, com entrada franca. Quem quiser poderá colaborar com as obras assistencias da Casa Chico Xavier, doando 1 kg de alimento não perecível (arroz, feijão, açúcar e leite).

(Federação Espírita do Amapá - Fone: 3224-1730)


Segundo a literatura espírita, em sua última encarnação na Terra, Joanna de Ângelis teria sido a Sóror Joana Angélica de Jesus, nascida em 1761, filha de uma abastada família. Aos 21 anos de idade ingressa como franciscana no Convento da Lapa, com o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus, fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Foi irmã, escrivã e vigária, sendo que em 1815, tornou-se Abadessa.
No dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.

(Fonte: www.joannadeangelis.org.br)

28 de dez de 2008

"O casulo exposto", novo livro de Ray Cunha

“O casulo exposto”, novo livro de contos do jornalista e escritor Ray Cunha, é uma coletânea de 17 histórias curtas que rasgam o ventre de Brasília e expõem suas vísceras. O escritor e crítico Maurício Melo Júnior diz: "Os contos de Ray Cunha nos põem diante desses seres nascidos da junção plena de todos os brasileiros".

BRASÍLIA – Novo livro (LGE Editora, Brasília, 153 páginas), chegará às livrarias de todo o Brasil em janeiro. O autor dos romances "A Casa Amarela" (2005) e "O Lugar Errado" (1996), ambos com selo da Editora Cejup, de Belém do Pará, e de Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos (2000), nasceu na Amazônia Caribenha, em Macapá, a capital do estado do Amapá, situada na esquina do rio Amazonas com a Linha Imaginária do Equador, e trabalha como jornalista, em Brasília, desde 1987, cobrindo amplamente a cidade e o Congresso Nacional.

“Seus romances e contos são, geralmente, ambientados na Amazônia, mas, como o escritor acaba envolvido ao meio onde vive, surgiu, assim, "O casulo exposto", feixe de histórias curtas ambientadas nos meios políticos e nas ruas de Brasília. Tipos fracassados, bandidos disfarçados de políticos, depravação, assassinato, são as labaredas que lambem o ventre, exposto, do casulo, a crisálida dos exilados” – diz o texto da quarta-cara do livro.

A capa do livro é de André Cerino, artista plástico e cartunista premiado nacionalmente; e a apresentação, do escritor e crítico literário Maurício Melo Júnior, autor de Andarilhos (Edições Bagaço, Recife, 2007, 100 páginas). Segue-se texto de Maurício Melo Júnior.

Candangos

“O escritor Jorge Amado costumava se queixar de algumas ausências da literatura brasileira. E dizia que a mais gritante delas era a falta de romances sobre o ciclo do café, como os que foram escritos sobre os ciclos da cana-de-açúcar e do cacau. Também podemos dizer que ainda não surgiram os escritores que tomaram o desafio de contar as sagas da busca da borracha na Amazônia e da construção de Brasília em pleno cerrado goiano.

“Neste seu novo livro de contos e novelas, "O casulo exposto", o escritor Ray Cunha, nascido no Amapá e vivente em Brasília, passa longe da narrativa de homens perdidos na solidão da floresta ou na poeira das construções incansáveis. O que interessa ao escritor são os resultados daquelas experiências, são os personagens que ficaram depois das epopéias.

"Homens e mulheres que saltam destas páginas são bastante curiosos. Têm a política no sangue, embora apenas transitem em torno dela. Vêem o poder bem de perto, mas não participam de suas benesses. Também calejados pelas dores impostas pela opressão da floresta, já nada os surpreendem e a violência pode ser uma forma de defesa ou sobrevivência. Sim, os escrúpulos são poucos.

"Ou, citando o acreano de Xapuri, Jarbas Passarinho, que fez carreira política no Pará: “Às favas com o escrúpulo”. Em compensação, a sensualidade aflora na pele dessa gente. O perigo é que também este poder de encantar e seduzir é instrumento de dominação.

Fonte: Agência Amazônia de Notícias)

Inscrições abertas para as pautas dos teatros de Belém

Estão abertas as inscrições para o edital de pauta dos teatros do Sistema Integrado de Teatros (SIT), da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). O edital é para as pautas de 2 de março a 30 de junho de 2009, nos teatros Maria Sylvia Nunes, Theatro da Paz, Waldemar Henrique, Margarida Schivasappa e Estação Gasômetro. A íntegra do edital pode ser encontrada no site da Secult. As inscrições seguem até o dia 2 de fevereiro de 2009. O resultado da seleção sairá no dia 11 de fevereiro.

Entre as novidades para o ano de 2009 está a determinação dos artistas selecionados destinarem 10% da lotação da casa para gratuidade aos estudantes (com comprovação), sem interferência na meia-entrada, para a formação de platéias entre os jovens. Esse critério vale para todos os projetos de todos os teatros. "A idéia é fazer com que o estudante vá ao teatro ver shows, peças e espetáculos. Basta apresentar a carteira da escola ou faculdade, de instituições públicas ou privadas, e uma identificação, e ele pode conseguir o ingresso, dentro dessa faixa de 10% da lotação de cada casa de espetáculo, e dentro, obviamente, dos projetos do edital", explica Ailson Braga, diretor do SIT.

Todas as pautas têm isenção de taxas. Mesmo o Theatro da Paz, que cobrava uma taxa de R$ 300 por diária, não cobra mais nada do artista para este participar do projeto O Theatro é Popular. A outra novidade é a inclusão do teatro Maria Sylvia Nunes no edital. Antes, o projeto Palco Livre era lançado em um edital à parte, que era lançado no mês de novembro, em uma parceria estabelecida entre a OS Pará2000 e a Secult. Nesta edição do Edital de Pautas Unificado, a terceira desde que começou a ser elaborado, o projeto passa a integrar o edital.

Inscrição - Toda pessoa física ou jurídica promotora de eventos artísticos e culturais, devidamente documentada, que satisfaça as condições estabelecidas no presente edital, poderá apresentar carta proposta de uso dos espaços, dos teatros ligados ao Sistema Integrado de Teatros (SIT/Secult), e à Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN), para o período de 2 de março a 30 de junho de 2009, com as inscrições abertas até o dia 2 de fevereiro de 2009.

O edital está disponível na sede da Secretaria de Cultura do Pará (Av. Magalhães Barata, 830, São Brás. Fone: 4009 8712), na Fundação Cultural Tancredo Neves (Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré. Fone: 3202 4315) e nos sites www.secult.pa.gov.br e www.fcptn.pa.gov.br. As propostas deverão ser protocoladas na administração de cada teatro do presente edital. As propostas serão analisadas pela Secretaria de Estado de Cultura e selecionadas por Comissão de Pauta, designada pelo secretário de Estado de Cultura, composta por técnicos da secretaria e/ou representantes da sociedade civil de reconhecido saber na área artística. O resultado da seleção será publicado no Diário Oficial do Estado em até trinta dias após o encerramento das inscrições, afixado na portaria da Secult e disponível nos sites do Governo do Estado e da Secretaria de Cultura.

Confira os projetos dos teatros para as pautas
a) Projeto "O Theatro é Popular" (Theatro da Paz). Nas seguintes datas: dias 06, 07 e 08 de março de 2009, dias 03, 04 e 05 de abril de 2009, dias 27, 28 e 29 de junho de 2009, com isenção de taxa.
b) Projeto "Boca da Noite" (Teatro Experimental Waldemar Henrique), com isenção de taxa.
c) Projeto "Terceira Campa" (Teatro Margarida Schivasappa), com isenção de taxa.
d) Projeto "Uma Quarta de Música" (Teatro Margarida Schivasappa), com isenção de taxa.
e) Projeto "Temporada Experimental" (Teatro Margarida Schivasappa), com isenção de taxa.
f) Projeto "Palco Livre" (Teatro Maria Sylvia Nunes), com isenção de taxa e em edital próprio. g) Projeto "Uma Terça no Teatro" (Teatro Estação Gasômetro), com isenção de taxa.
O projeto Palco Livre para o ano de 2009 terá lançamento em edital próprio, em uma parceria entre a OS Pará 2000 e a Secult.

(Por Fábio Nóvoa - Secult)

25 de dez de 2008

Jovens talentos no I Fest Video Tucuju

Aconteceu na segunda-feira (22), no Centro de Conveções João Batista de Azevedo Picanço, a mostra de filmes do I Fest Vídeo Tucuju, uma realização da Confraria Tucuju com o apoio da ABDeC Amapá, Sesc, Senac, Seama e Prefeitura de Macapá. O festival apresentou o tema "Macapá 250 anos - Um novo olhar..."

Vencedores na categoria câmera Amadora (12 a 16 anos)
1º lugar - Macapá em 3 minutos, de Reginaldo Costa e Estevam Eliel
2º lugar - Macapá X Aquecimento Global, de Adriano Coelho Almeida
3º lugar - Desafio Contemporâneo, de Luis Ótavio de Jesus Feilx

Vencedores na categoria Câmera Amadora (17 a 21 anos)
1º lugar - Dilema Tucuju, de Lucas Penafort
2ª lugar - Memórias de Macapá, de Nídia jackeline Pereira
3º lugar - Uma visita aos principais pontos turisticos da cidade de Macapá, de janaina da Silva Luz

Vencedores na categoria Cãmera de celular (12 a 16 anos)
1º lugar - Macapá das Ressacas, de flávia Barbosa
2º lugar - Macapá, terra boa de viver, de Jaster Sullivan e Jamerson Sullivan
3º lugar - Macapá, minha cidade, de Tainá Alves.

Todos os classificados em 1º lugar ganharam um Not book; os segundos colocaodos ganharam uma câmera fotógrafica digital e os classofocados em 3º lugar levaram pra casa um aparelho celular com Câmera.

(Ana Vidigal - Pres. ABDeC/AP)

20 de dez de 2008

Sugestões de filmes para o recesso natalino

Outro dia uma amiga ligou da locadora de filmes para pedir sugestão. Fim de ano, recesso, férias e vem aquela vontade de ver boas produções do cinema, em casa, no maior conforto. Bem, não sou assim uma cinéfila propriamente, daquelas que conhecem diretores, linguagem, fotografia, etc. Mas, gosto muito de cinema e fiz uma pequena lista de filmes que recomendo, para compartilhar com os leitores do Papel de Seda. Se puderem, vejam e comentem aqui pra gente trocar impressões.

A Vida Secreta das Palavras

Elenco - Sara Polley (Hanna), Tim Robbins (Josef), Javier Cámara (Simon), Eddie Marsan (Victor), Steven Mackintosh (Dr. Sullitzer), Julie Christie (Inge), Danny Cunningham (Scott), Dean Lennox Kelly (Liam), Daniel Mays (Martin), Sverre Anker Ousdal (Dimitri).

Ficha Técnica
Título Original: La Vida Secreta de las Palabras
Gênero: Drama
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Isabel Coixet

Sinopse - Hannah (Sarah Polley) tem 30 anos, é introvertida, solitária, misteriosa e trabalha numa indústria têxtil. Ela vai passar as férias num pequeno povoado costeiro, em frente a uma plataforma petrolífera. Um incidente faz com que ela permaneça alguns dias na plataforma cuidando de Josef (Tim Robbins), que sofreu uma série de queimaduras que o deixaram cego temporariamente. Com ele trabalham vários outros homens, cada um com uma personalidade marcante.

Minhas impressões - Delicado e profundamente comovente, o filme revela as cicatrizes jamais fechadas de uma mulher que sofreu os horrores da guerra e que luta, com uma alma corajosa, para manter vivos seus sentimentos. Uma história de amor, mas, sobretudo um mergulho da dor humana e na sua imensa força de superação.

Coisas que Perdemos pelo Caminho

Elenco - Halle Barry (Audrey Burke), Benicio Del Toro (Jerry Sunborne), David Duchovny, (Brian Burke), Alexis Llewellyn (Harper Burke), Micah Berry (Dory Burke), John Carroll Lynch (Howard Glassman), Alison Lohman (Kelly), Robin Weigert (Brenda), Omar Benson Miller (Neal), Paula Newsome (Diane), Sarah Dubrovsky (Spring), Maureen Thomas (Ginnie Burke), Caroline Field (Teresa Haddock), James Lafazanos (Arnie), Liam James (Primo Dave), Quinn Lord (Primo Joel), Patricia Harras (Esposa de Howard).

Ficha Técina
Título Original: Things We Lost in the Fire
Gênero: Drama
Direção: Susanne Bier
Roteiro: Allan Loeb

Sinopse - Audrey Burke (Halle Berry) está em choque com a notícia que acaba de receber: Brian (David Duchovny), seu marido, foi morto em um ato de violência o qual ele não tinha qualquer ligação. Audrey agora sente-se perdida e, por impulso, recorre a Jerry Sunborne (Benicio Del Toro), um amigo de infância do marido que é também viciado em drogas. Desesperada para preencher o vazio em sua vida que existe desde a morte de Brian, Audrey convida Jerry para morar no quarto anexo à garagem da família. Jerry atualmente está lutando para evitar as drogas e vê nesta oportunidade a chance de se recuperar de vez, já que passa a agir como se fosse o substituo de Brian na vida de Audrey e seus filhos.

Minhas impressões - Benício Del Toro é sempre um espetáculo como ator, nesse filme ele consegue transmitir o drama de um advogado viciado em drogas, que perdeu tudo e só tem um amigo de infância que ainda o auxilia e compreende. Quando o amigo morre sua luta para vencer o vício e a solidão encontra apoio na esposa do amigo, que antes de conhecê-lo se comportava como a maioria das pessoas diante de um drogado, com medo e preconceito. O filme comove e faz pensar sobre o drama do vício, do ponto de vista do usuário.

Balzac e a Costureirinha Chinesa

Elenco - Zhou Xun (Costureirinha), Chen Kun (Luo), Liu Ye (Ma), Wang Shuangbao (Chefe da vila), Chung Zhijun (Velho alfaiate), Wang Hongwei (Quatro Olhos), Xiao Xiong (Mãe de Quatro Olhos), Chen Wei (Mulher do chefe da vila).

Ficha Técnica
Título Original: Balzac et la Petite Tailleuse Chinoise
Gênero: Drama
Direção: Dai Sijie
Roteiro: Dai Sijie e Nadine Perront, baseado em livro escrito por Dai Sijie

Sinopse - Luo (Chen Kun) e Ma (Liu Ye) são dois jovens de 17 anos que, em plenos anos 70, vivem na China comandada por Mao Tsé-Tung. Os dois são encarados como sendo inimigos do povo por seus pais serem médicos e dentistas, considerados burgueses reacionários. Luo e Ma são então presos e encaminhados a um "campo de reeducação", em uma vila isolada no Tibet. Todos os livros de Luo são queimados, mas Ma consegue manter seu violino ao alegar que Mozart compunha para o Presidente Mao. No campo eles apenas encontram alívio nas músicas tocadas por Ma e nas histórias narradas por Luo, até que conhecem uma costureirinha (Zhou Xun) por quem ambos se apaixonam. Ela então lhes revela um precioso tesouro: livros considerados subversivos e de autoria de Flaubert, Tolstói, Victor Hugo e Balzac, que estão de posse de Quatro Olhos (Wang Hongwei), outro jovem que está sendo reeducado e está prestes a retornar à cidade. O trio então decide por roubá-los.

Minhas impressões - O filme mostra a brutalidade material e espiritual que um regime ditatorial, seja ele de direita ou de esquerda, pode promover contra a humanidade. Mostra também os fascinantes cenários das montanhas chinesas e a vida simples de um povo iletrado e esquecido no trabalho castigante do campo. Com a chegada dos jovens universitários, o encontro do conhecimento com a simplicidade promove transformações impressionantes nos personagens. A costureirinha analfabeta aprende a ler nas obras clássicas da literatura mundial e passa a enxergar um mundo completamente obscurecido até então para ela.

(As sinopses são do site Adoro Cinema)

16 de dez de 2008

Três dicas de presentes de Natal

Ainda não escolheu o presente especial para aquela pessoa mais que especial? Posso dar uma ajudinha? Na loja virtual Lado de Dentro, link na coluna à esquerda, você encontra as três obras relacionadas abaixo. Dá pra comprar sem sair de casa e mandar entregar no endereço que você quiser. Chega rapidinho e o frete conta a partir de Belém.

CD Mulheres de Hollanda ao Vivo

Mulheres de Hollanda é um conjunto vocal formado por Ana Cuba, Eliza Lacerda, Karla Boechat, Malu Von Kruger e Marcela Mangabeira. As cinco cantoras gravaram seu primeiro CD este ano com obras compostas por Chico Buarque. O repertório do CD traz: Las Muchachas de Copacabana - Baioque - Mulheres de Atenas - Todo o Sentimento - Ela Desatinou - Mil Perdões - Com Açucar, com Afeto - Suburbano Coração - A Rita - Samba e Amor - Mar e Lua - Não Sonho Mais - O Meu Guri - João e Maria.

CD Canções para Maria – Salomão Habib

Salomão Habib é músico autodidata, concertista e compositor paraense celebrado em palcos nacionais e internacionais. Canções para Maria é um CD instrumental que tem o violão pungente de Salomão homenageando a Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira dos paraenses. O repertório do CD traz: Vós Sois o Lirio Mimoso - Caminhando com Maria - Maria - Nossa Senhora do Caminho - Mãezinha do Céu - Treze de Maio - Prelúdio - Maria de Nazaré - Virgem de Nazaré - Nossa Senhora da Berlinda.

CD Luhli

Luhli e letrista, compositora, cantora, violonista e percussionista. Faz arranjos para coral, trilhas sonoras, direção musical de shows e discos, presentes musicais por encomenda. Aplica oficinas de criatividade musical em universidades e centros culturais. No CD Luhli, apresenta canções que a consagraram como autora. O Vira e Fala, sucessos que celebrizaram o grupo Secos & Molhados na década de 70, e Bandoleiro, grande sucesso de Ney Matogrosso. Luhli gravou suas canções com voz e violão, “de forma descontraída e intimista, reforçou a voz com alguns vocais e tocou seus tambores em algumas faixas”. O repertório do CD traz: Fala - Na Face da Terra - Jeito Gris - O Vira – Taiwan – Antiga – Bandolero - E se Você - Chore-me um Rio – Lê - Vida Manera - Quase Festa – Banquete – Karma - As Horas.

Sombra e precipício

Não há laços possíveis
Entre o coração e a vontade
Enquanto o desejo feito vício
Arqueia os ombros sentado
Á sombra do precipício

Entre a névoa da madrugada
E o vacilante sol invernal
Residem temporais no olhar
Inundando de vazio e sal
Pálpebras acolhidas de mar

Quando vem de vez a manhã
Cerrando as cortinas da noite
No palco bêbado e sombrio
Resta solitária a dor de alguém
Diante da platéia de ninguém


Márcia Corrêa

(Tela September Morn, de Paul Chabas)

Pé de silêncio

Há um pé de silêncio
Plantado em único vaso
No batente da janela
Do meu pensamento

É noite e a sombra pesa
Sobre a única e rara flor
Bem no alto do fino caule
Do pequeno pé de silêncio

É branca a flor do silêncio
E sua alva serenidade
Mergulha feito um farol
Na emergente madrugada

No pátio vazio e sem vento
O tronco demasiado antigo
Da árvore dos sentimentos
Recolhe o calor da enxurrada

Frestas lanhadas de chuva
Retorno ao inverno do tempo
Regando tristeza frondosa
Ao sabor do pé de silêncio

Márcia Corrêa

(Tela: Afternoon Dreams, de Consuelo Gamboa)

Gênese da palavra

quando escrevo
minha alma descansa
aquieta o ar na garganta
liberta as palavras e canta
as energias invisíveis

quando aperto a caneta azul
entre os dedos da mão direita
até doer as falanges precisas
sobre a imaculada folha branca
respiro o alívio de saber só de mim

enquanto escrevo pensamentos
permito que a maciez do cobertor
acaricie meu corpo exausto
isentando a matéria densa
dos tributos da existência

quando acendo o cordão de prata
conduzo meu espírito aprendiz
à infinitude primordial da palavra
que subscreve o sopro do universo
há milhões de anos-luz de mim

então escrevo como quem ama
sob um firmamento amparado
por estrelas vivas e distantes
esquecidas no céu por um viajante
guiado pelo vigor da saudade

escrevo no ardor de meus músculos
na dor compungida de meus ossos
rogando às palavras que transpirem
arfando sentidos em cada poro
curando a alma da extinção


Márcia Corrêa
(Tela: Mulher Escrevendo, de Henri Lebasque)

Orquestra Primavera realiza concerto de final de ano com entrada franca em Macapá

A primeira orquestra do Amapá preparou um grande concerto de final de ano para a comunidade amapaense, Concerto Macapá 250 primaveras. Na próxima quinta-feira, 18, a Orquestra Filarmônica Primavera, realizará seu 11º concerto de final de ano, desta vez com uma especial homenagem aos 250 anos da capital Macapá.
O evento acontecerá às 19h no Centro de Convenções Azevedo Picanço, com entrada gratuita. O repertório para o concerto foi preparado com base nos 250 anos de Macapá homenageando muitos artistas amapaenses além das esperadas canções natalinas. A orquestra reserva surpresas para quem comparecer.

"A orquestra Filarmônica Primavera é mais que uma orquestra, é uma forma de popularizar a música, de levar a sociedade amapaense independente de classe social. Ecoamos o som de instrumentos como a flauta, o violino, harpa, piano, entre outros", expressa o regente Carmelo Marino. O concerto de fim contará com o cantor e compositor Nivito Guedes como convidado.

A Orquestra Filarmônica Primavera nasceu em 1998 concretizando os sonhos e o trabalho de três professores que na época trabalhavam na Escola de Música Walkíria Lima: Jurandy Poty Maurício, professor de violino, Orley Gordo, professor de violoncelo e Carmelo Marino, professor de piano.

Serviço:

Orquestra Filarmônica Primavera

Concerto Macapá 250 primaveras

Data: 18 de dezembro de 2008

Local: Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço

Hora: 19 horas

(Informações de Joicilene Santos e Kaio Bruno)

Trio Manari faz aniversário com solidariedade

O Trio Manarí realiza o show "Braços que Abraçam" em comemoração ao seu 7º aniversário e convida você para fazer parte desta festa. Troque 1 kg de alimento não perecível por um ingresso na bilheteria do Teatro Waldenar Henrique no dia do evento. Os alimentos arrecadados serão encaminhados para as vítimas das enchentes em Santa Catarina. O show contará com participações especiais de Ney Conceição; Luiz Pardal; Adelbert Carneiro; Edgar Matos; Esdras de Souza; Fábio Alves; Daniel Araújo e Sulene Oliveira.

Serviço:


Show do Trio Manari
Local: Teatro Waldemar Henrique
Data: 29 de dezembro de 2008
Hora: 20hs
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível

(Fabrício Lobinho - Produtor Executivo)

15 de dez de 2008

Lírica amazônica no Teatro da Paz nesta segunda

Em 1793, a ópera Ézio em Roma, com música de Niccoló Jommelli (1714-1774), era apresentada no “Theatro do Pará”, em Belém. O espetáculo musical foi documentado na peça teatral Drama recitado, de José Eugênio Aragão e Lima. Graças a um projeto de pesquisa sobre a trajetória operística na Amazônia, parte dessas apresentações históricas poderá ser apreciada novamente nesta segunda-feira (15/12), no Teatro da Paz, em Belém.

“O que vamos fazer é reproduzir uma versão hipotética do que teria sido aquela apresentação”, disse à Agência FAPESP o pesquisador Márcio Leonel Farias Reis Páscoa, professor do curso de música da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que dirige o projeto intitulado “Pesquisa e Restauração do Patrimônio Musical do Brasil Colonial: lírica na Amazônia e seu âmbito de diálogo cultural, durante o século 18”.

Diante de um tema considerado insólito para a região – a música erudita na região amazônica no período colonial –, Páscoa encontrou um objeto de pesquisa inédito e criou, na UEA, um grupo de pesquisa com participação de 23 bolsistas, envolvendo professores e alunos do curso de música. O objetivo era mapear as obras musicais executadas no século 18, digitalizar as partituras, restaurar o patrimônio sonoro esquecido e, finalmente, selecionar peças musicais para a reprodução.

As investigações levaram à comprovação de que houve apresentações líricas em Belém, no Pará, e em Cuiabá, no Mato Grosso, no século 18. O fato foi documentado na peça teatral de Aragão e Lima, que relata a apresentação não apenas de Ézio em Roma, mas de um outro espetáculo intitulado Zenobia, além de textos anônimos, com depoimentos extensos sobre esses eventos.

Ézio em Roma, segundo o autor da pesquisa, foi exibida em muitas cidades da Amazônia com participação dos chamados “artistas viajantes” e, principalmente, de artistas locais. “No século 18, os espetáculos teatrais musicais ocorriam principalmente por ocasião das festas, que envolviam solenidades do calendário religioso, recepção ou despedida de um governante, além de nascimentos de herdeiros. De modo geral, ocasiões que propiciavam festivais nos quais esses espetáculos eram realizados”, explicou Páscoa.

O texto original da ópera foi localizado na Fundação Calouste Gulbenkian, enquanto a música do compositor italiano Niccoló Jommelli foi encontrada na Biblioteca da Ajuda, ambos em Lisboa. A pesquisa possibilitou a reconstituição de Ézio em Roma, uma ópera de cordel – um gênero comum na época –, cujo texto em italiano foi trazido e adaptado para o mundo luso-brasileiro do século 18.

A reconstituição desse patrimônio sonoro se deu exclusivamente com artistas locais, com a Orquestra de Câmara da UEA, alunos e professores, entre eles os solistas, do curso de música da mesma instituição e da Universidade Federal do Pará (UFPA). “As pessoas não imaginam a riqueza musical brasileira daquela época. A intenção é que, ao final da pesquisa propriamente dita, possamos realizar apresentações das óperas selecionadas e estudadas, executando-as em instrumentos mais próximos possíveis ao que aqui se usou no século 18, a fim de preservar a mesma estética e técnica utilizadas", afirmou o pesquisador.

A pesquisa com fontes na Europa foi facilitada pela própria trajetória do pesquisador. Páscoa realizou seu doutorado em Ciências Musicais, na área de Letras, na Universidade de Coimbra. O professor foi recentemente homenageado pela instituição durante a comemoração dos 200 anos da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil – evento realizado em 27 e 28 de novembro em Coimbra.

A apresentação de Ézio em Roma no Teatro da Paz ocorre a partir das 20h, com entrada franca. O evento contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas (Sect), da UEA, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará (Fapespa) e da Associação de Amigos do Teatro da Paz.

(Por Michelle Portela, de Manaus)

14 de dez de 2008

Cantata de Natal da Confraria Tucujú terá Patrícia Bastos

Na próxima terça-feira (16), será realizada no Largo dos Inocentes, atrás da igreja de São José, a Cantata de Natal da Confraria Tucujú. A entidade prepara um grande musical natalino com a participação do tenor Mauro Luiz e da cantora Patrícia Bastos (foto).

A programação inclui ainda a apresentação de dois corais, um adulto e um infantil, montados especialmente para o evento. Outra atração será a apresentação da Orquestra Primavera, presidida pelo músico Odair Mendes e regida pelo maestro Carmelo Marino. O musical terá ainda intervenções teatrais com textos da atriz Patrícia Andrade. O musical terá inicio às 19hs com a chegada do Papai Noel e distribuição de bombons para as crianças. Toda a programação será aberta ao público

Na última quarta-feira, dia 10, foi inaugurada a decoração natalina do Largo dos Inocentes, com destaque para uma árvore de Natal de 7m de altura, toda confeccionada com produtos regionais, assinada pelo artista plástico Wagner Ribeiro.

A Cantata de Natal da Confraria está sendo realizada em parceira com a Prefeitura de Macapá.

(Telma Duarte - presidente da Confraria Tucuju)

Apoio à produção audiovisual - inscrições abertas

Empréstimo de equipamentos
Edição
Transcrição de som
Mixagem
Transfer 35mm

Se você tem um projeto de curta ou média-metragem precisando de um dos serviços relacionados acima, inscreva-se no Portal do CTAv: www.ctav.gov.br. As inscrições também estão abertas aos longas-metragens não comerciais, mas o atendimento é prioritário aos curtas e médias. Os serviços são gratuitos e oferecidos de acordo com critérios estipulados no Regulamento para utilização de serviços do CTAv.

O Centro Técnico Audiovisual faz parte da estrutura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. O órgão passou em 2008 por uma reestruturação interna e limpeza dos estúdios. As inscrições foram reabertas no dia 1º/12/08 e agora serão permanentes. Para concorrer à utilização dos serviços basta entrar no Portal do CTAv www.ctav.gov.br e fazer sua solicitação.

O ano de 2009 foi dividido em seis períodos de execução de serviços. O primeiro (Período 1/09) começa em 19/01/09. Projetos inscritos até 31/12/08 entram nesta primeira seleção, a lista dos contemplados será divulgada no mesmo portal no dia 12 de janeiro. Os projetos inscritos de 1º/01/09 a 31/01/09 concorrem ao período 2/09, que começa no dia 02/03, com resultados divulgados em 16/02. As datas seguintes serão divulgadas no mesmo Portal, bem como a agenda de serviços. Fique atento. Não perca tempo, inscreva seu projeto: www.ctav.gov.br

(Fonte: Assessoria do CTAv)

Blocos de carnaval apresentam temas para 2009

Blocos de carnaval filiados à Liga dos Blocos do Amapá - LIBA, já apresentaram tema e música para o Carnaval de 2009. O desfile oficial acontecerá no dia 23 de fevereiro, segunda-feira, a partir das 19 horas no Sambódromo.

O Regulamento do Carnaval de 2009, contém as seguintes alterações: sai o quesito Conjunto e entra o quesito Comissão de Harmonia. Será incorpora o quesito Porta Estandarte. Outra mudança foi o retorno de Alegoria para o desfile dos blocos.

O Bloco Saci Pererê não apresentou tema e o Bloco Rolará, campeão de 2008, deixou de ganhar bonificação de 0,5 (meio ponto) por não ter cumprido o inciso 3º do artigo 14 do Regulamento do Carnaval 2009, que diz: "A entrega do tema e mediante ofício dirigido à LIBA no dia 09.12.08 até as 20 horas." O representante do Rolará entregou o documento às 20h30.

A proposta do presidente Pereirinha, da LIBA, é fazer um espetáculo de brilho, luz e público. Para isso, ele está se empenhando em buscar recursos para que o desfile dos blocos seja tão grandioso e espetacular quanto o das escolas de samba.

Ordem de apresentação do desfile oficial da LIBA:

1º - Bloco Pica Pau Boleiro
Tema – Da bola pra avenida um chef no jogo da vida

2º - Bloco Bafo da Onça
Tema – Lendários em lendários, Amapá Amazônico no seu cenário

3º - Bloco Kubalança
Tema – Kubalança em quadrinhos: O Capitão Roxão na terra do açaí vira morcego para salvar a população ribeirinha

4º Bloco Filhos da Mãe Luzia
Tema – Respeite a vida, se beber não dirija, vem brincar com a mãe Luzia

5º Bloco Rolará
Tema - Savino: Lenda viva na história do Amapá

6º Bloco Metidos na Xexênia
Tema - Professor, com muito orgulho

7º Bloco Mancha Negra
Tema – Semba ou samba: Não importa a gênesis tudo já virou carnaval

8º Bloco Unidos do Cabralzinho
Tema – é alegria é carnaval, abram alas o Cabralzinho é a banda fenomenal

9º Bloco Filhos da Fruta
Tema: Super-heróis

10º Bloco Blocanal
Tema – Dos palcos às praças, Ney Macapá folião do Blocanal

11º Bloco Unidos do Pau Grande
Tema - Nena Leão o rei da noite, do Corujão ao La Bohéme 40 anos de tradição

(Informações Tica Lemos - Assessoria LIBA)

Associação Hanne Capiberibe realiza brechó beneficente

Familiares e amigos da jornalista Hanne Capiberibe, falecida em 3 de junho deste ano, estão organizando um brechó em parceria com a Associação dos Autistas do Amapá, para arrecadar fundos para trabalhos de apoio a portadores de câncer e portadores de autismo. O nome da jornalista será dado a uma nova associação, que está sendo criada para apoiar pacientes de câncer que não têm condições de arcar com os custos do tratamento.

Faça suas compras de fim de ano e contribua com a Associação Hanne Capiberibe e Associação dos Pais de Autistas do Amapá. No brechó você vai encontrar jóias, roupas, acessórios, bolsas e calçados, e ainda artigos para decoração e utensílios domésticos. O funcionamento será a partir de sábado (13) em horário comercial, na av. Clodovil Coelho, 1716, bairro Buritizal, entre as ruas Hildemar Maia e Santos Dumont – antigo Spot Bar).
(Gilvana Santos)

13 de dez de 2008

Humberto Moreira: Esquina do Tempo

Mais Cultura Audiovisual – Circuito Brasil

No encerramento do Seminário "80 Anos de Cineclubismo no Brasil", realizado dentro da programação oficial do 3º FAIA (Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual) em 2008, a SAv (Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura), por meio da Programadora Brasil, assinou um termo de parceria com o CNC (Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros) no intuito de contribuir para a implementação de ações que visam a democratização e a regionalização da difusão de obras audiovisuais brasileiras.

Os princípios que norteiam este acordo vieram ao encontro do Circuito Brasil – Pontos de Exibição Audiovisual, decorrência do intenso trabalho e expansão naturais da Programadora Brasil e se caracteriza, sobretudo, por atender aos propósitos do Programa Mais Cultura.

Assim, o Circuito Brasil vem para integrar, ampliar e intensificar a utilização do audiovisual nas soluções para os desafios impostos na Nova Política Social para o Brasil: Eixo Cultura, inclusive trazendo mais corpo aos temas sinalizados – destacam-se a ação conjunta para a integração sócio-cultural das regiões do país e fortalecimento da difusão audiovisual; a formação e o aprimoramento sustentável dos cineclubes e exibidores não-comerciais em geral, em especial daqueles que atuam fora dos grandes centros urbanos; a promoção da organização social da exibição sem fins-lucrativos e esta junto às instituições públicas e representantes da sociedade civil organizada.

Quando entrar em ação o Circuito Brasil será responsável pela implantação, organização e capacitação de um circuito de 1.200 Pontos de Exibição Audiovisual até dezembro de 2010, de maneira que persigam a sustentabilidade da rede formada.

As oficinas de capacitação com 5 (cinco) dias de duração – acontecerão neste início dos trabalhos em estados signatários do acordo de cooperação no âmbito do Programa Mais Cultura (14 estados) – levadas aos 300 exibidores (600 pessoas) acontecerão por meio de parceria entre o Mais Cultura Audiovisual – Circuito Brasil e o CNC, conduzidas por associações ou federações estaduais de cineclubes e/ou cineclubes filiados ao Conselho e direcionadas a pelo menos 01 (uma) pessoa da sociedade civil por PEA. O objetivo é fortalecer os circuitos estaduais e mantê-los em diálogo permanente, possibilitando o funcionamento em rede.

Desta forma, 300 Pontos de Exibição Audiovisual – que deverão estar localizados em municípios integrantes dos Territórios da Cidadania, em periferias de grandes centros urbanos, áreas indicadas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) e municípios prioritários do Programa Mais Cultura – estarão em pleno funcionamento e articulados à partir dessa ação.

No biênio 2009-10, outros 450 Pontos de Exibição Audiovisual serão implantados por ano, com disponibilização integral de conteúdo da Programadora Brasil e oficinas de capacitação, conforme os parâmetros definidos para os primeiros 300.

(Frederico Cardoso - Coordenador Executivo do Mais Cultura Audiovisual – Circuito Brasil)

11 de dez de 2008

Luthier Hugo Martinez no Sesc Centro nesta sexta

Nesta sexta-feira, 12, o Sesc apresentará Hugo Martinez (escultor de som) no Sesc Centro, a partir das 19h. A proposta é fazer a apresentação de Martinez, um dos mais conhecidos artesãos de violão do país, para a sociedade, músicos, intelectuais, artistas e imprensa, já que a partir de 2009 o Sesc irá montar a Escola Lutheriana do Amapá. A técnica luthieria é a arte artesanal e de fabricar instrumentos musicais de madeira como violão, violino, cavaquinho, bandolim, entre outros.

O trabalho vai desde a construção à acústica dos instrumentos. Preocupado com o futuro dos luthieres, Martinez quer despertar nas pessoas o mundo mágico dessa arte, repassando as técnicas e conhecimentos de seu trabalho. Os alunos aprendem noções de marcenaria, história da luteria, antes de chegarem a fabricar violões. O luthier Hugo Martinez já trabalhou em outros estados brasileiros e até fora do País. Recentemente, ele abriu uma escola de luteria em Santarém, oeste do Pará. Músicos renomados têm seus instrumentos confeccionados por ele: Sebastião Tapajós, Carlinhos Vergueiro, José Xavier de Menezes (Zé Menezes).

HUGO MARTINEZ FABREU, tem 59 anos e mais de 40 dedicados a música e a fabricação de instrumentos musicais, sempre teve um sonho: construir de forma artesanal uma série de instrumentos de corda, utilizando apenas madeiras genuinamente brasileiras. Sonhando ainda mais alto, Hugo imaginou para esses instrumentos, estéticas sonoridades perfeitas, a ponto de serem reconhecidos em países como a Áustria, a Alemanha e a Rússia, berços da música clássica.

De seis meses para cá, o desejo do luthier vem ficando cada vez mais próximo da realidade. Em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o uruguaio de coração brasileiro - ele mora em Pedra de Guaratiba há 18 anos - está estudando madeiras como o ipê, cedro, imbuia e outras, ainda desconhecidas, para a construção dos violões, bandolins e cavaquinhos ideais.

(Juliana Coutinho - SESC/AP)

10 de dez de 2008

Inscrições para dois programas culturais da Caixa encerram nesta sexta

A Caixa Econômica Federal informa que se encerram nesta sexta-feira, dia 12, as inscrições para os Programas CAIXA de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro e Adoção de Entidades Culturais. Os regulamentos dos dois Programas podem ser acessados no site da CAIXA Cultural (www.caixa.gov.br/caixacultural) ou na página de downloads do site da Caixa Econômica Federal, seção cultura (www.caixa.gov.br/download). As propostas devem ser enviadas via Correio até sexta-feira, dia 12.

O Programa CAIXA de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro é voltado para projetos que visem à restauração, adaptação e modernização arquitetônica do patrimônio cultural brasileiro. Serão destinados, ao todo, R$ 3.360.000,00 para os 30 projetos selecionados. Os projetos devem estar previamente inscritos no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), do Ministério da Cultura.

Já o Programa CAIXA de Adoção de Entidades Culturais patrocina, por no máximo 18 meses, projetos que deverão ser iniciados em 2009 e visem à promoção, a preservação e a divulgação de acervos. A CAIXA destinará, ao todo, R$ 4 milhões a 26 projetos aprovados. Os resultados das seleções serão publicados no site da CAIXA Cultural até 30 de janeiro de 2009.
(Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal)

9 de dez de 2008

Cadernos

adoro cadernos
tão limpos e eternos
gavetas de papel
a guardar pensamentos

palavras vizinhas
arrumadas no tempo
desenhos no espaço
arrimo de sentimentos

pedaços do meu céu
sobre nuvens de chumbo
ponte invisível
entre a alma e a canção


Márcia Corrêa
(Tela: Blue girl reading, de Auguste Macke)

Festival de Teatro nos palcos de Macapá

A partir desta terça-feira (09), até sábado (13) acontece o 3º Festival de Teatro do Meio do Mundo em Macapá, com entrada gratuita. São 15 espetáculos apresentados por 14 companhias. O Festival é uma realização da Federação Amapaense de Teatro Amador (Fata), patrocinado pelo Governo do Estado, com incentivo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae-AP) e Serviço Social do Comércio no Amapá (Sesc-AP).

O 3º Festival de Teatro do Meio do Mundo terá início às 20h desta terça-feira no Teatro Porão do Sesc-Araxá com o show “Um dia daqueles”, da dupla Os Cabuçus. Nas quarta, quinta e sexta-feiras os espetáculos serão pela manhã, à tarde e à noite. No sábado, as encenações ocorrerão à tarde e à noite.

O evento será classificatório para o 2º Festival Nacional de Teatro do Meio do Mundo, marcado para junho de 2009, que ocorrerá em Macapá, Santana e Laranjal do Jari. A cidade do Oiapoque poderá desta vez entrar no circuito do festival. Cinco das peças apresentadas no evento que começa hoje serão escolhidas por jurados para participação do evento nacional que trará ao Amapá representações teatrais de 20 estados e do Distrito Federal.

A programação prosseguirá na quarta-feira (10) no Centro Cultural João Batista de Azevedo Picanço, às 9h, com a peça “Castelinho Misterioso”, espetáculo infantil do grupo Pirlimpimpim. À tarde será a vez de “Córtex cerebral”, do Teatro Arena, às 15h, também no Centro Cultural João Batista de Azevedo Picanço, local onde à noite ainda será encenada "Sacrafolia", do grupo Teatração.

A programação de quinta-feira (11) começará às 9h no Teatro Porão do Sesc-Araxá com “Boto tucuxi, o senhor das águas”, responsabilidade do grupo Piracuí. Depois, às 15h, ainda no Teatro Porão, “Bent”, do grupo Os Desclassificáveis. À noite serão feitas duas encenações, uma em frente e outra dentro do Teatro Porão – às 19h o espetáculo de rua “Um velório”, do Grupo de Cena; às 21h, “Pecado”, do grupo Língua de Trapo.

A sexta-feira (12) terá o Museu Sacaca como palco de três espetáculos: às 9h “Que palhaçada é essa?”, da Companhia de Arte Sem Censura; às 15h “Açaigol”, do festejado Bando do Teatro; e “Sentindo na pele”, do Grupo Ribaltas, às 19h. Também na sexta-feira será apresentada a peça “Alucinada noite de Artaud”, do Boca de Cena, no Teatro Porão, às 21h.

No sábado, dia do encerramento, toda a movimentação do festival será no Teatro Porão do Sesc, começando às 15h com “Boi tira-teima”, da Companhia Viva de Teatro, seguindo às 19h com o Grupo Língua de Trapo apresentando ”O triângulo” e finalmente às 21h “Retratos de uma atriz”, peça do Grupo Teatral Ruarte.

(Informações de Douglas Lima)

5 de dez de 2008

Tarde de inverno

Habitava aquela casa antiga e cheia de cômodos, situada no centro do quarteirão de uma rua movimentada e crua. Nos primeiros dias do inverno, seus passos tornavam-se mais lentos enquanto transitavam entre um cômodo e outro, como se arrastassem um manto pesado e muito velho de pensamentos.

Na quase ausência de calor, ela prestava atenção nas luzes e nos matizes de cores diversas, que encantavam as paredes e portas da velha casa de seu pai. Naqueles finais de tarde, a chuva se fazia soberana do tempo e comovia o céu sem vento.

A larga janela branca permanecia aberta desde cedo, para que os raios do sol trouxessem vida aos crisântemos pálidos, plantados num pequeno vaso bem no alto da estante de livros. Por entre suas grades penetrava uma luz amarela, que tingia de quase laranja o fundo da pequena biblioteca, no contato com o rosa flamingo desbotado da pintura.

Era o seu pequeno e profundo mundo de enredos pueris. Olhou para os lados, como fazia habitualmente quando procurava sentidos, e parou com os olhos sobre um volume pardo deitado sobre a segunda prateleira da estante, bem em baixo dos crisântemos agora refestelados na sombra. “Ética”, um conjunto de ensaios com diferentes olhares sobre essa busca inata do homem, viajante e experimentador do plano dos valores morais.

Sentiu uma inquietação, como se aquele livro a chamasse de dentro dela mesma, e dissesse que as peças de seu mosaico estavam incompletas. Posicionou os braços para trás massageando as costas doloridas, estendeu-os devagar para o alto, tencionando os músculos preguiçosos e abraçou por trás o encosto alto da cadeira.

Ali parada, com os olhos fechados, ouvindo apenas o farfalhar das palhetas cansadas do ventilador de teto, deixou que os pensamentos a levassem por caminhos e labirintos em busca das peças perdidas de seu espírito inquieto. Abriu os olhos, espiou novamente o livro pardo e lembrou. Numa atitude de recompor-se, levantou e partiu para o seu quarto, na direção certa dos dois volumes que completariam aquele recorte de autoconsciência.

Há muitos anos, vira os três tomos numa livraria recheada de novidades. “Ética”, “O Desejo” e “Os sentidos da paixão”. Volumosos e de leitura densa, preenchiam naquele momento o seu mosaico existencial. Era um tempo como esse, vizinho do Natal. Comprou de cara o primeiro; o segundo inscreveu na lista de pedidos do amigo fraterno e o terceiro pediu de presente ao pai.

Pronto, estavam ali suas respostas. Inquietações de uma vida, quiçá de muitas existências. Estava ali o bálsamo para suas dores mais intensas e caladas, a solução milagrosa, pelo conhecimento, para o entrelace emaranhado dos sentimentos. E com zelo ela desembrulhou cada volume, com a mesma satisfação de quem recebe uma chave mágica destinada a abrir as portas dos mistérios da alma.

De volta à tarde de inverno de sua quase meia idade, arrumou os três volumes, há anos dispersos, na estante de madeira escura. Voltou a sentar-se na cadeira de encosto alto e aquietou-se. Olhou longamente para os livros, lembrando de quando os abria sôfrega e lia trechos enormes, como aqueles filmes que assistia na expectativa de que algo acontecesse e nada acontecia. Apenas lia.

Ah! Os livros, que sem a vida vivida nada seriam. A ética, o desejo e a paixão não transbordam das páginas em vão. Ela compreendia naquele instante, e ria, que era com as quedas e as marcas que aprendia. Cada olhar num desvão, cada sentido da paixão, cada desejo vertido em imprecisão, cada desvio da ética na contramão, eram essas as peças do mosaico da sinergia possível com seu espírito presente.

Agora o laranja ouro desaparecera da parede, e a luz fraquinha deixava réstias de branco fosco no piso amarelado pelo tempo. Nem era noite ainda, mas a tarde consciente de seus últimos minutos, suspirava e recolhia resignada as cores do dia. Fazia indefinidamente essa alquimia, misturando as luzes do sol com as tonalidades da estação, recriando matizes impressionantes só pelo prazer de ser tarde.


Márcia Corrêa

(Tela: Reading woman circa, de Pierre-Auguste Ronoir)

Primeiro inverno

passos que não posso dar
portas que não posso abrir
pés suspensos no ar
vento cansado de ouvir

cegas janelas abertas
chuva de vez na estação
alma torcida de véspera
roupa lavada à mão

Márcia Corrêa
(Tela: The artists wife, de Egon Schiele)

4 de dez de 2008

Poema falso

em preciosa caixa de louça
guardo a paz que meu espírito alcança
nas prateleiras antigas de cedro
arrumo com cuidado as lembranças

já não sinto a dor da saudade
meu coração é cômodo em festa
tenho o olhar na paisagem do dia
nenhuma dor de alma resta

enquanto o sol invade a matéria
transformo cada espaço em frescor
sentimentos não se perdem da calma
deságuam em meus dias ondas de amor

a ternura faz sombra de pássaro
sobre as pálpebras do meu horizonte
colho flores de tempo no asfalto
alegria em mim se faz fonte

Márcia Corrêa
(Tela: Evening lounge, de Brent Lynch)

Aroldo Pedrosa: agitador cultural sem trégua

O produtor cultural, poeta, compositor e escritor Aroldo Pedrosa (foto) é daquelas pessoas imprescindíveis para a agitação da cena cultural de uma cidade. No final de 2002 teve a idéia de lançar uma revista especializada em cultura, com reportagens sobre a movimentação artística, entrevistas e ensaios, A Vanguarda Cultural.
A qualidade editorial e a beleza gráfica do projeto chamam atenção, sobretudo quando emergem dos bastidores as imensas dificuldades que Aroldo e sua equipe de colaboradores enfrentam para realizá-lo. Esse ano, a Vanguarda Cultural foi convidada a fazer parte do projeto Pontos de Cultura do Ministério da Cultura, em reconhecimento à sua qualidade e à perseverança do produtor. Aroldo Pedrosa conversou com o Papel de Seda sobre a experiência da Vanguarda Cultural.

Papel de Seda - Quando e como surgiu a revista Vanguarda Cultural?

Aroldo Pedrosa - Eu trabalhava no Governo Capiberibe - no último mês do segundo mandato - como assessor de comunicação e, ao terminar o governo, fiquei desempregado. Por ter me empenhado, sobretudo na divulgação da inauguração do Museu Sacaca do Desenvolvimento Sustentável - a obra que o Capi escolheu para entregar à sociedade na saída -, fiquei marcado por isso e encontrei muitas dificuldades em manter minhas atividades como jornalista. Aí procurei dar meu grito de independência e ser autônomo: no dia 1º de maio de 2003 (dia do trabalhador), lancei o primeiro número da Vanguarda Cultural. Teve gente que disse que não passaríamos da primeira edição e, no entanto, chegamos a cinco anos com 13 edições - muito mais que a Pif-Paf do Millôr Fernandes, que teve só um número.

Papel de Seda - Completando cinco anos de existência, sem conseguir manter uma periodicidade regular, quais os principais percalços para produzir uma publicação voltada para a cultura?

Aroldo Pedrosa - Os principais percalços?... Esses caras que detém o poder não terem a menor identidade com o que há de mais expressivo e rico num povo, que é a sua cultura.

Papel de Seda - A Vanguarda Cultural está prestes a se tornar um ponto de cultura do Ministério da Cultura. Como você conseguiu dar esse salto?

Aroldo Pedrosa - Levando para os mais longínquos pontos do país a minha arte, que é - isso eu tenho consciência - a minha maior expressão. A minha atuação no projeto Navegar Amazônia, como agente cultural e assessor de comunicação, também serviu pra que as pessoas soubessem da minha relação com a cultura. A participação do Jorge Mautner - que, além de grande artista influenciador e intelectual, é meu amigo - em uma expedição do Naegar Amazônia, foi fundamental. E, por fim, a vinda do Gil a Macapá, que estive o tempo todo com ele e está toda a conversa que tivemos na entrevista publicada nesta edição especial de aniversário.

O convite que o MinC me enviou para que eu participasse da TEIA - A Rede de Ccutura do Brasil, realizada no perído de 12 a 16 de novembro passados, onde lancei a minha revista lá, também teve uma importância enorme para que o Célio turino - secretário de Programas e Projetos do MinC, me reconhecesse como um produtor cultural e, conseqüentemente, como um Ponto de Cultura. Claro que quando cito o meu nome estou me referindo a toda trupe que me ajuda a fazer a Vanguarda Cultural, que são esses nomes que estão no expediente da revista.

Papel de Seda - O que falta para que a arte chegue onde o povo está em Macapá?

Aroldo Pedrosa - Incentivos! Incentivos! E de todos os lados, tanto do governo quanto da iniciativa privada.

Papel de Seda - Na sua opinião o que deveria ser prioridade em termos de políticas culturais para o novo prefeito de Macapá?

Aroldo Pedrosa - Chamar a classe para discutir com ela a elaboração de um grande programa cultural de governo. A criação de uma Fundação e de um fundo para a Cultura seriam também prioridades.

3 de dez de 2008

Sob o signo da noite

enquanto dormias
volitei meu corpo etéreo
por espaços e levezas
preenchidas de brisa e vento
naveguei noites insones
pelas vagas do pensamento
flutuei à deriva sobre as águas
enegrecidas do firmamento

enquanto dormias
percorri infinitos transparentes
cravejados de estrelas azuis
luzes do Universo consciente
ouvi murmúrios de anjos
que se amavam ao relento
soprando canções de amor
na origem dos sentimentos

enquanto dormias
planejei mil encarnações
todas elas imprudentes
nasci e morri simplesmente
diáfana sombra a voar
escrevi versos vacilantes
inseguros e sem melodia
nas páginas do teu despertar

Márcia Corrêa
(Tela While Adam Slept, de Laverne Ross)

2 de dez de 2008

Arqueólogo tenta resgatar história da Ilha do Avião no Amapá

Moradores encontraram, há muitos anos, em Gurupora, no município de Cutias do Araguarí, a 140 km de Macapá, um cemitério de aviões da 2ª Guerra Mundial. Os nativos batizaram o local de “Ilha do Avião”. O arqueólogo Edinaldo Nunes registrou o achado em 2005, constatando sua autenticidade. Desde então ele estuda os mistérios dos destroços. Segundo ele, o desafio é evitar que a história seja enterrada.-

"O terreno é muito encharcado no inverno, e as peças bastante pesadas sempre afundam cada vez mais no solo a cada ano, temos que lutar para não deixar que este registro vire apenas uma lembrança", afirmou o arqueólogo. Edinaldo Nunes nunca encontrou os corpos, mas admite a possibilidade deles terem sido enterrados por moradores no próprio local do acidente. O pesquisador afirma que é mais difícil organizar a pesquisa por causa de saques constantes na região.

O Local - Pesquisas comprovam que no local funcionou uma base dos Estados Unidos da América (EUA). O estudo constata que na época, ao longo do conflito, ocorreram vários desastres aéreos na então desconhecida Floresta Amazônica.- É preciso percorrer um campo, pantanoso no inverno, de terra seca e dura no verão, para chegar até a o local. Após 01h40 de caminhada, é possível encontrar peças de aviões, pedaços de portas, motores e hélices enormes, informou o morador da localidade, Reinaldo Barbosa.

(Fonte: TV Amapá)

Caixa prorroga período de inscrições de programas culturais

A Caixa Econômica Federal comunica que, por força de problemas técnicos causados pela reformulação do site da CAIXA Cultural, o período de inscrições do Programa CAIXA de Adoção de Entidades Culturais e do Programa CAIXA de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro foi prorrogado para o próximo dia 12 de dezembro (sexta-feira).

A CAIXA estendeu o período de inscrições por mais uma semana em respeito às pessoas que desejam participar da seleção. Os Regulamentos dos Programas podem ser acessados no site da CAIXA Cultural (
www.caixa.gov.br/caixacultural) ou na página de downloads do site da Caixa Econômica Federal, seção cultura (www.caixa.gov.br/download).

O Programa CAIXA de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro é voltado para projetos que visem à restauração, adaptação e modernização arquitetônica do patrimônio cultural brasileiro. Serão destinados, ao todo, R$ 3.360.000,00 para os 30 projetos selecionados. Já o Programa CAIXA de Adoção de Entidades Culturais patrocina, por no máximo 18 meses, projetos que deverão ser iniciados em 2009 e visem à promoção, a preservação e a divulgação de acervos. Ao todo, o programa destinará R$ 4 milhões a 26 projetos aprovados.

Os resultados das seleções dos dois programas serão publicados no site da CAIXA Cultural até 30 de janeiro de 2009.
(Fonte: Caixa Econômica / Assessoria de Comunicação)

1 de dez de 2008

Escultor mato-grossense expõe no Sesc Araxá

As obras premiadas no 7º Salão de Artes do Sesc Amapá estarão expostas na Galeria de Artes Antonio Munhoz Lopes até o dia 14 de dezembro. Simultaneamente, o projeto Sesc Amazônia das Artes apresenta a exposição Sentinelas do Cerrado, do escultor Ronei Ferraz, de Mato Grosso.

A vida - e persistência - do cerrado move Ronei em sua produção artística. Através da milenar manipulação do barro o artista se expressa, controla com sensibilidade os elementos naturais que constituem o ritual da arte Cerâmica: terra, fogo, água e ar, que se rendem e se fundem para materializar a sua intenção poética.

O escultor também ministrará a oficina “Escultura dos cerrados” na Unifap, laboratório de artes visuais – bloco M. Inscrições limitadas (20) na Central de Atendimentos do Sesc, ao preço de R$ 3,00 para comerciário e estudante e R$ 6,00 para usuários.

(Fonte: Sesc Amapá - Juliana Coutinho)

Sesc comemora Dia Nacional do Samba

Em comemoração ao Dia Nacional do Samba, 02 de dezembro, o Sesc Amapá vai sacudir a sexta-feira (05), a partir das 21h, com o cantor e compositor Jorginho do Cavaco cantando as músicas de João Nogueira. Haverá participações especiais de Francisco Lino da Silva, Sebastião Mont’Alverne, Lolito do Bandolim, Meio dia da Imperatriz Leopoldinense, Meia Noite e a bateria da Escola de Samba Império do Povo, de Santana. A entrada é franca e o show vai rolar no Sesc Araxá.

30 de nov de 2008

A nova face de Macapá

Macapá, a capital solar do estado do Amapá, tem hoje mais de 300 mil habitantes. Sua expansão atraiu recentemente o mercado imobiliário e a cidade, que se estendia a perder de vista, invadindo ressacas e estreitando áreas quilombolas, assiste agora à verticalização de suas construções. Altos prédios residenciais e comerciais surgem em cada esquina, brigando com a falta de estrutura básica – saneamento, sobretudo – para concentrar a moradia nas regiões mais próximas do centro.

A face de Macapá está mudando a olhos vistos e com pressa. Quem viu a pequena cidade horizontal, de ruas largas e traçado reto, vai ficar com ela na memória. A partir de agora surge a Macapá dos espigões. E para conversar sobre a nova face da cidade, o Papel de Seda acionou o arquiteto e urbanista José Alberto Tostes (foto), que teve grande influência na construção do Plano Diretor da capital do meio do mundo.

Papel de Seda - Existe uma arquitetura amazônica?


Tostes - Existe uma arquitetura que respeita as condições climáticas e culturais da região. Não há especificamente uma arquitetura amazônica, mas sim uma arquitetura que respeita a cultura local.

Papel de Seda - Há uma estética regional que possa diferenciar nossas construções, aliando funcionalidade e beleza?

Tostes - Há sim, existe uma estética que prioriza a proteção adequada do vento, do sol, da chuva que cria uma plasticidade para o telhado e tudo isso associado a funcionalidade da edificação.

Papel de Seda - A verticalização de Macapá tem observado uma preocupação arquitetônica diferenciada?

Tostes - Sim, porque não se pode pensar somente no prédio, mas em toda a integração em relação ao entorno, para não ocasionar impacto de vizinhança e ambiental.

Papel de Seda - De que forma o curso de Arquitetura da Universidade Federal do Amapá pode contribuir para uma estética nova?

Tostes - Não creio que o curso de arquitetura possa contribuir com uma estética nova, mas sim com uma concepção de arquitetura que respeite as peculiaridades do lugar e isso pode ser associado à composição plástica que possa unir as concepções do novo e do antigo ao mesmo tempo.

Papel de Seda - Os elementos da cultura regional têm sido incorporados à formação dos novos arquitetos?

Tostes - A base do curso de Arquitetura da federal foi pensada exatamente neste sentido de incorporar todos os elementos que estão implícitos na cultura local amazônida.

José Alberto Tostes é Arquiteto e Urbanista; Mestre e Doutor em Ciências Sobre Arte na área de História e Teoria da Arquitetura; Professor Adjunto I da Universidade Federal do Amapá nos Cursos de Graduação em Arquitetura e Urbanismo; Especialista em Gestão Urbana; docente do Mestrado em Desenvolvimento Regional, atuando na linha de Planejamento Urbano Regional e Coordenador do Grupo de Pesquisa Arquitetura e Urbanismo na Amazônia.

Um paraense com asas

"Bem sei que a noite tem a propriedade de confundir as sombras com as realidades, seja ela a noite que resulta da ocultação do sol ou a que provém da ocultação da verdade, mas sei que a verdade, como o sol, acaba sempre, por distinguir as realidades das sombras."

Júlio Cezar Ribeiro de Souza

O paraense Júlio Cezar foi o homem que criou as bases para a eronáutica moderna, transformando balões em dirigíveis. Ele descobriu os princípios que tornaram possível navegar pelo ar, abrindo caminho para Santos Dumont chegar ao avião.

Júlio Cezar nasceu em 13 de junho de 1843, no município do Acará. Sua família era extremamente pobre, mas a inteligência fora do comum do menino foi notada pelo bispo Macedo Costa, que o tomou sob sua proteção e o levou para o seminário diocesano, onde ele fez seus estudos preparatórios.

A seguir foi matriculado na Escola Militar do Rio de Janeiro, que cursou durante quatro anos. Seu vigor intelectual expressava-se em seis línguas, que falava fluentemente, e legou, ainda, para a posteridade, uma gramática da língua portuguesa.

Em 1864, publicpu seus primeiros trabalhos literários, iniciando uma atividade pública que perduraria durante dez anos. Deflagrada a guerra do Paraguai, alistou-se como voluntário no Exército e ficou em Montevidéu durante três anos retornando em 1868.

No retorno a Belém do Pará, engajou-se na imprensa. Além dos folhetins e poemas que escreveu, tornou-se notável como polemista e crítico, uma das grandes expressões da imprensa da época. Sendo diretor de A Constituição e a Província do Grão Pará e da Biblioteca Pública.

Mas, a partir de 1874, Júlio Cezar dedicou-se integralmente a decifrar a dinâmica do vôo e foi, sem dúvida, um inovador no campo da aerodinâmica de apoio no ar, a concepção fusiforme dissimétrica dos balões, a forma e posição da cauda dos dirigíveis, a composição de forças para a sustentação, que constituem exemplos do estudo que realizou.

Em 1880, publicou sua teoria que estabelece um sistema aerodinâmico para dirigíveis, de forma que estes pudessem resistir ao vento. Ele explica o que chamou de forma dissimétrica: "O meu aeróstato é, por bem dizer, uma ave invertida e, admitindo que ele seja mais leve que o ar, dou-lhe superfície de resistência para que sejam para leveza ou força ascensional do sistema o que as asas e a cauda do pássaro são para o seu peso.

Assim como na ave, o peso é sempre proporcional às dimensões de superfícies do ponto de apoio, e tanto este quanto o peso são proporcionais à mobilidade do ar, da mesma maneira a força ascensional e as dimensões da superfície de resistência do balão do meu sistema são proporcionais entre si e a mobilidade do ar.”

Essa descoberta estabeleceu para sempre a forma dos dirigíveis - um charuto mais grosso na proa - e, mais tarde, dos aviões. Júlio Cezar submeteu sua teoria aos meios científicos, que a aprovaram, primeiro através do Instituto Politécnico Brasileiro, então o maior instituto científico na América do Sul, que considerou o sistema desenvolvido pelo inventor paraense o único aceitável para a navegação aérea e, mais tarde, expondo-a em Paris, na Academia de Ciências.

O acerto do parecer seria testado na prática mais tarde, quando, em 1881, subia ao ar o "Victória", primeiro dirigível do mundo em formato de charuto, provido de asas e leme, desenvolvido por Júlio Cezar nas oficinas de Hilaire Lachambre, em Paris. Com o apoio do governo provincial do Pará, Júlio Cezar patenteou sua invenção em dez países: França, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Bélgica, Espanha, Itália, Áustria, Antiga União Soviética e Estados Unidos.

Se somarmos a isso os atributos de idealismo e altruísmo que também o caracterizaram, teremos formado o perfil de um homem que, como tantos outros, sacrificou sua experiência a serviço do progresso da humanidade.

Em outubro de 1881, a Sociedade Francesa de Navegação Aérea (SFNA) o convidou a expor a sua teoria de navegação aérea, o que de fato aconteceu no dia 27 desse mesmo mês, tão logo ele obteve a concessão da patente francesa para seu invento. A repercussão foi tão positiva que o nomearam membro da instituição em 10 de novembro de 1881, dois dias após a realização das primeiras de suas experiências práticas na Cidade Luz. E o capitão francês, Charles Renard, que presidira a SFNA até junho de 1881, comentou: "Como eu lamento que o inventor não seja um francês!"

Durante quase cem anos, o silêncio caiu sobre o inventor e sua obra. Somente em 1987 começou a reabilitação do inventor, através de pesquisa desenvolvida por Fernando Medina do Amaral e o PHD em física e professor da UFPA Luís Carlos Bassallo Crispino. A partir de documentos recolhidos em vários pontos do Brasil, da França e de Portugal, restabeleceu-se os fatos e a importância devida de Júlio Cezar no desenvolvimento da aviação, como o homem que conseguiu explicar quais os princípios da navegação aérea.

Falta, entretanto, a reabilitação integral do inventor paraense, de forma que lhe seja dado o espaço que merece, ao lado de Bartolomeu de Gusmão, Augusto Maranhão e Santos Dumont. Nada dizem de Júlio Cezar nas publicações, oficiais ou oficiosas, sobre o nascimento da aviação no Brasil e até hoje não houve ato que dignificasse a memória desse homem, cuja genialidade ultrapassou os seus contemporâneos para garantir-lhe um lugar na história.

Somente o instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (Incaer), instituição que tem por finalidade principal preservar e divulgar as contribuições brasileiras para a aeronáutica, fundado em 1986, criou a Cadeira número 17, cujo patrono é Júlio Cezar Ribeiro de Souza. Neste contexto e cenário, apareceram claramente as razões pelas quais a denominação do Aeroporto Internacional de Belém como Júlio Cezar Ribeiro de Souza é, incomparavelmente, mais apropriada.
Eurico Bentes Costa
(Bisneto de Julio Cezar)

29 de nov de 2008

Festival Quebra Mar de Música Independente

O Festival Quebra Mar estréia esse ano sua primeira edição e tem o objetivo de reunir música, arte e cultura num evento dedicado à cena independente nacional. “A proposta é realizarmos o maior festival independente de todos os tempos no Estado”, dizem os organizadores do evento em nota oficial, enfatizando o caráter ambicioso do Quebra Mar. E não é à toa: o festival traz uma programação recheada de shows e atividades paralelas. 28 bandas, 3 mesas redondas, 7 workshops e uma série de atividades como exposição de fotografias, artes plásticas e audiovisuais.

O Festival vai acontecer no Campus Marco Zero da UNIFAP. As mesas debatem os temas “O poder público e privado e o fomento da cultura” (dia 05), “Produção de Feiras e Festivais” (dia 06) e “Mídia, Comunicação e Jornalismo Cultural” (dia 06). Entre os participantes estão Eloiva S. Távora (SESC-AP), Ney Hugo (Comunicação do Festival Calango-MT), João Milhomem (Secretário de Estado da Cultura do Amapá) e Heluana Quintas (Coletivo Palafita e Associação de Cultura Independente do Amapá), entre outros.

Programação de shows

Dia 05/12/2008

MOPHO (AL); MINI BOX LUNAR (AP); FILOMEDUSA (AC); MARTTYRIUM (AP); AEROPLANO (PA); TETRIS (AM); Klethus (RR); GODZILLA (AP); 12v (AP); DEZOITO 21 (AP)

Dia 06/12/2008

MACACO BONG (MT); JORGE MAUTNER (RJ); STEREOVITROLA (AP); TURBO (PA); CLUBE DE VANGUARDA CELESTIAL (PA); Jolly Joker (PA); SPS 12 (AP); SAMSARA MAYA (AP); RONI MORAES (AP)

Palco Laboratório

Dia 05/12/2008

JC7, HELOIM, CERIMONIAL SOMBRIO, PROFÉTICA

Dia 06/12/2008

RELLES, AMATRIBO, NOVA ORDEM, NDA, DESTROYED EMPIRE05

Shows a partir das 18h00

Informações: festivalquebramar.com.br

Mostra de corais de servidores públicos do Pará

A Escola de Governo do Estado do Pará (EGPA) está promovendo a II Mostra de Corais dos Servidores Públicos. A mostra reúne corais formados exclusivamente por servidores públicos e se estende durante todo o mês de novembro em vários espaços culturais de Belém-PA.
O encerramento da mostra será no Teatro da Paz, no dia 1º de dezembro, às 19h30 e vai reunir todos os corais.
O Madrigal da UEPA, regido pelo maestro Milton Monte, é convidado especial da mostra, que tem entrada franca.
As II Mostra segue nos dias 29 de novembro, no São José Liberto, às 17h, com a apresentação dos corais da Santa Casa, do Detran e do Ministério Público. No domingo (30), se apresentam os corais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), do Hospital de Clínicas e da Secretaria de Justiça.

Dia do Samba em Macapá

Na Foto: Guto, Cardoso, Francisco Lino, Zezinho Macapá e Sucuriju, o Rei Momo do Carnaval Amapaense.

O Movimento Cultural Perfil do Samba, de Macapá-AP, se prepara para comemora o Dia do Samba, 2 de dezembro, com programação educativa e muita festa.

Dia 02, às 10:00 - Roda de samba ao vivo, através da Rádio Difusora de Macapá (630 AM) com músicos amapaenses que fazem parte do Movimento.

Dia 02, às 14:00 – Palestras com os temas “A História do Samba”, com o historiador Célio Alicio; “O Samba Como Fator da Economia”, com o professor José Paixão; “A Inclusão Social Através do Samba”, com Vicente Cruz, e “O Samba Aglutinador de Todas as Artes”, com o carnavalesco Rodrigo Siqueira para alunos da Escola Estadual Azevedo Costa, localizada no bairro do Laguinho.

Dia 06, às 14:00 – Festa na quadra da Escola de Samba Solidariedade. Samba, pagode, partido alto e outras variações do gênero interpretadas por músicos como Robson do Cavaco; Paulo Kabeça, de Manaus; Nego Dito, do Pará; Grupo Gente da Gente e Sensasamba, além de outros convidados.

Para o último evento estarão sendo vendidos 300 ingressos a R$ 20,00, com direito a uma camiseta, feijoada, churrasco e cerveja a R$ 1,00.