14 de dez de 2011

Meias de seda

Não haveria nada de leve naquela narrativa. Iniciava-se diante do homem impassível, sentado na cadeira escura da sala que cheirava a mogno lustrado. Sobre os ombros dela, a echarpe cor de rosa pendia zelosamente por cima da gola do casaco azul de sarja. Enquanto ele esperava por suas respostas, ela pensava no sabor das bananas amassadas com leite e açúcar que comera antes de sair de casa.
Sempre que lhe era exigido compor pensamentos mais sólidos sobre si mesma, trazendo à tona reflexões elaboradas a respeito de sua própria trajetória de vida, algo de infantil a reconfortava, como a lembrança do sabor das bananas. Sentia-se fragmentada, e reunir seus pedaços para expressar algo mais consistente se fazia um esforço cognitivo imensurável. Daí a decisão de estar ali, semanalmente, diante daquele homem confidente.
Paradoxalmente sentia-se velha, mais velha que sua própria existência presente. Gostava de pensar que sua alma cheirava a talco perfumado com fragrância de flores, enquanto havia um continente deserto de segredos em seu coração. As gavetas da alma velha estavam abarrotadas de mágoas disfarçadas por meias de seda. E após a meia-noite, sempre após, elas doíam por toda a extensão do peito, num silêncio moribundo de solidão.

8 de nov de 2011

O Evangelho Segundo São Mateus, no Palco Giratório

Um grupo de padeiros/artistas, enquanto fazem pão e ensinam a receita para o público, conversam sobre o Evangelho de São Mateus e, de forma descontraída, engraçada e sincera, buscam compreender o significado da expressão “ama a teu próximo como a ti mesmo”, à luz de filósofos e poetas, como Nietzsche, Pasolini, Dostoiévski, Clarice Lispector e Fernando Pessoa. Paralelamente à ação de fazer o pão, um menino e sua mãe interpretam o 8º. Poema do Guardador de Rebanhos de Fernando Pessoa, que conta de um tal Menino Jesus que fugiu do céu e fez-se novamente menino e livre. Um espetáculo que reúne humanismo e celebra o amor e a liberdade. Com a feitura do pão, um suave manifesto contra os preconceitos, as guerras, a violência e o desamor.

Dia 10 de novembro
No Teatro das Bacabeiras
Às 21 horas
Classificação etária: 14 ANOS
Ingressos: R$ 5,00

Ficha técnica:
Texto/concepção – Edson Bueno
Adaptação e Direção: Edson Bueno
Trilha sonora: Marco Novack
Iluminação: Beto Bruel
Cenografia: Gelson Amaral
Figurinos: Áldice Lopes

Grupo Delírio Cia de Teatro / PR
Elenco
Regina Bastos – Guilherme Fernandes – Gustavo Saulle – Janja – Edson Bueno

Técnicos:
Operação de Luz – Fernando Albuquerque
Operação de Som – Tiago Luz

3 de nov de 2011

Um dia refinado

O quintal da casa de minha mãe tem a largura da tranquilidade. Por ele circulam vários ventos, tão conscientes de sua função de alegrar, que lembram uma fanfarra colorida a tocar dobrados no alto do coreto da pracinha de interior. A plateia barulhenta é formada por famílias inteiras de periquitos fanfarrões, abancados em duas enormes e frondosas mangueiras velhas, lindas, majestosas.
Meu rosto, marcado por compenetradas linhas de tensão, costuma tirar férias por tempo indeterminado quando está por lá. Faço cruzeiro no mar da quietude, pois que o dia é sempre lindo, sob a luz intensa do sol ou sob o acolhimento da chuva. Não há desassossego, uma vez que anjos escolheram o quintal de minha mãe para fazer pousada, entre uma missão e outra no socorro aos homens da Terra.
Nesse dia, por ser Finados, o rádio toca lindas composições feitas por artistas que deixaram no planeta a marca do bem-dizer as coisas da alma da gente. E os que se foram - nossos entes queridos ou nem tanto, nada tem de objeto do passado. São agora assunto do futuro, das próximas encarnações, quando com eles estaremos novamente ajustando as sintonias que ficaram por ajustar.
A caminhada é contínua, ininterrupta e os reencontros inevitáveis. Como vovô Gepeto, Deus nos cria “bonecos de madeira” e nos sopra a vida, agregando a ela o presente do livre arbítrio. Feito Pinóchios, saímos pelas vidas – incontáveis, correndo atrás de ilusões até que as quedas e decepções moldem nossos valores e nos transformem em gente de verdade.
Entre uma existência e outra a passagem, que chamamos vulgarmente de morte. Sendo assim, mais prudente do que chorar o que passou, é planejar com amor e pensamento reto o futuro.
Há meio quarteirão do cemitério, o quintal de minha mãe nada tem de mórbido. Ao contrário, é síntese de vida, onde a saudade entra sem jeito e sai de fininho. Quando eu me for para as cidades espirituais aprender, trabalhar e lapidar meu retorno, por favor, não acendam velas nem percam tempo com buquês de flores arrancadas covardemente de suas hastes na terra.

Façam preces num quintal ventilado, balançando uma cadeira de macarrão colorido e ouvindo boa música. Plantem jardins, e cada flor que deles brotar vai alegrar meu coração onde estiver.

23 de out de 2011

Fotografia em sepia

De onde vem a verdade da gente? A pergunta deslizava do olhar castanho da mulher, em direção a vidraça da porta larga, através da qual se via um jardim sem flores. Do lado de fora do hotel fazia um tempo confuso, antecipando chuvas de inverno em plena estação do equinócio. Será que essa confusão do tempo se estende pra dentro da gente? Pergunta fugidia que ela se faz quando não consegue alcançar a sabedoria das coisas.
Ainda assim o fim de tarde era belo. Havia uma cor dourada de sol rastreado solvendo o ar. Pudesse parar o tempo ali, naquele tom mais sepia entre as 17h30 e uns dez minutos depois, tudo estaria resolvido. Era assim que ela encontrava pausa para as controvérsias instaladas em seu coração, na beleza das cores do dia, na lindeza dos recortes tridimensionais do cotidiano transformados em telas na sua fotografia mental.
Quisera ter instaladas nas retinas minúsculas câmeras fotográficas. Costumava brincar de fazer fotos ao piscar os olhos quando enquadrava as cenas num relance. Como na cena onde o velho homem pisa devagar a faixa de pedestres, olha para o outro lado da rua como quem mede o impossível e fixa seus olhos cansados na mão de luz verde e nervosa do sinal. O velho num canto, a sinaleira implacável no outro e a aba cor de areia do chapéu dela feito moldura antiga.
Onde está a verdade das coisas? Se mesmo a beleza, nascida para ser eterna, se perde em fragmentos? Onde está a conexão entre um belo quadro e outro da vida da gente? Espalhando perguntas ébrias ela permanecia sentada no banco alto de madeira nobre, diante do balcão que circunda palmeiras reais. Queria apenas que o telefone celular não tocasse, que ninguém a cumprimentasse querendo assunto, que nada a tirasse do torpor do fim de tarde.

17 de set de 2011

Primavera de Museus inicia segunda-feira (19) em todo o Brasil

No período de 19 a 25 de setembro, em todo o Brasil, acontecerá a 5ª edição da Primavera de Museus, esse ano com o tema "Mulheres, Museus e Memórias". Coordenado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o evento visa a abordagem do tema pelos museus e a comunidade em seus diferentes aspectos.

No Amapá, o Museu Joaquim Caetano da Silva, Museu da Imagem e do Som (MIS) e Museu Fortaleza de São José de Macapá promoverão palestras, exibições de filmes, debates, apresentações teatrais e mesas redondas.

O Museu Joaquim Caetano da Silva terá boa parte da programação desenvolvida dentro do Abrigo São José e do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

A Fortaleza de São José de Macapá e o Museu da Imagem e do Som voltarão suas atividades para o público em geral com a abordagem de temas, como "Mulher Negra: desafios da atualidade", "Vida de mulheres" e "Do Casulo ao Espaço Público: Memória, gênero e representação da força feminina nos movimentos políticos no Amapá".

Karla Marques

14 de set de 2011

Dia do Amapá no Senado

Sobre o Dia do Amapá no Senado, promovido pelo mandato do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) no dia 13 de setembro de 2011, muito foi dito. A data marca o desmembramento do Amapá do território paraense em 1943. Especialmente no momento histórico em que vivemos, evento como esse se faz um divisor de águas no resgate, ou construção, da auto-estima do povo amapaense. Artistas populares no sisudo plenário do Senado cantando e dançando o ritmo ancestral do marabaixo. Diálogo necessário entre a voz do povo e sua cultura e os que o representam. Faço minhas as palavras do historiador Elias de Paula Araújo, abaixo:

"Parabéns! O mandato certamente já fez e fará ações surpreendente e importantes para o Amapá e nossos povos e tribos, mas a ação de ontem é um daqueles fatos marcantes, definitivos e memoráveis desses oito anos. Valeu a pena a fé, a determinação, o empenho e, sobretudo, a ousadia de fazer bem feito, com arte, alegria, criatividade e inovação que marcará para sempre a História do Senado da República.

Nestes 52 anos de Brasília, e do Congresso, aquela abóbada vetusta sempre resistiu às manifestações mais autênticas, culturais e alegres do nosso povo, sempre contida pelo protocolo, pelas convenções. Ontem rendeu-se ante a inciativa do não apenas mais jovem senador, mas também do mais ousado e determinado, e que acredita ser necessário promover o orgulho de ser amapaense, como instrumento de transformação.

O que foi feito, não foi mais um dos eventos soporíferos de sessão solene, mas algo vital para a recuperação da auto-estima, da valorização de nossa amazonidade, de nossa caboclicidade, de modo de ser único dessa civilização única, entre o Caribe e o Brasil. Sei que nesse exato momento, ainda tem gente pensando (entre os que tiveram ou tem mandados): "por que não pensei nisto?", "por que não fizemos isto antes?!". Essa é a diferença, este mandado define-se por "ousar pensar e sonhar e ousar fazer, com determinação, arte, criatividade e fé!"

Sonora Brasil traz a Banda de Congo Panela de Barro a Macapá

No dia 19 de Setembro o SESC trará a Macapá a Banda de Congo Panela de Barro, do Espirito Santo, pelo projeto Sonora Brasil, que está em sua 14º edição, com o tema Sagrados Mistérios: Vozes do Brasil. O grupo, composto por seis integrantes, mostrará ao público amapaense os festejos de São Benedito no litoral brasileiro através dos cânticos tradicionais da festa e interação com a plateia.

As bandas de congo estão presentes em várias cidades do litoral do Espírito Santo, sendo a principal manifestação da tradição oral nesse estado. Estão relacionadas às festividades religiosas de devoção a São Benedito, e em alguns locais também a São Sebastião, São Pedro e Nossa Senhora da Penha. 

A cerimônia profano-religiosa pode apresentar características próprias em cada local, mas está sempre associada a um naufrágio ocorrido no litoral capixaba, quando um grupo de escravos se salvou agarrado a um mastro que tinha uma imagem de São Benedito. Reza a lenda que, a partir de então, as comunidades de negros do litoral do estado passaram a “fincar o mastro” todos os anos em agradecimento ao milagre.

Serviço:
Sonora Brasil
Dia 19 de setembro
No auditório da Escola SESC Amapá
(Rua Jovino Dinoá N/4311)
Às 20h

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Thainá Rodrigues
Assessoria de Comunicação e Marketing - ASCOM
SESC Amapá
0xx96 - 3241-4440, ramal 235


11 de set de 2011

Cante pra mim de novo...


De volta ao Acre, mais fundo na história de sua gente, fui reencontrar na memória a conversa preciosa com dona Vicência, na pensão onde ela serve a melhor galinha caipira de Xapuri. Aos 82 anos, mulher franzina e forte ao mesmo tempo, transpira saudade. Partiu menina, aos 14 anos, de um lugar chamado Alto Santo no Ceará, para se embrenhar na floresta Amazônica como soldada da borracha.
Veio com os pais e mais nove irmãos para o seringal São Francisco do Iracema, a 12 horas de barco partindo de Xapuri, mais quatro horas caminhando pelo varadouro. Uma família inteira entre os quase 60 mil brasileiros recrutados pelo governo de Getúlio Vargas para a produção da borracha na Amazônia, que servira para atender aos países aliados na II Guerra Mundial.
E dona Vicência ainda se move pelo sentimento patriótico que a propaganda getulista lhe plantou no coração. Comove ver sua ingênua pujança ao cantar, inteiro, com a sofrida voz rouca e baixa, o longo Hino do Soldado da Borracha: “Soldados feridos, mas sempre invencíveis. Crentes caminhando rumo ao céu. Rostos flamejantes, como a própria luz, estes são soldados de Jesus”, diz a letra. Cerca de 31 mil morreram de malária ou vitimados pela jornada de trabalho desumana.
Descreve a despedida dos parentes no Ceará, lencinhos brancos acenando do convés do navio do Lloyd Brasileiro, peito inflado de amor à pátria e a cabeça cheinha de ilusões. Ganhar meio dólar por dia e viver longe da seca, essa era a promessa. Dona Vicência ainda canta a canção da saudade de quem ficou no porto. Saudade que também sente do marido, acreano Raimundo Girão, com quem teve cinco filhos na colocação Belo Monte. Saudade até da vida no seringal.
Passei por sua vida, baú de riqueza humana, como tantos jornalistas passaram, curiosos das histórias brasileiras e encantados com os personagens que a povoam. “Soube que apareci na TV do mundo todo”, conta ela sem nunca ter assistido às entrevistas que concede aos documentaristas internacionais. Mas, foi uma conversa que tivemos, e conversa é coisa de vizinho. Tanto que ela foi me levar à porta, segurando meu braço com gentileza pra contar ainda uma última passagem, a dos lencinhos brancos.
Atravessei a floresta, de volta pra casa, com dona Vicência no coração. Será que ainda a verei naquela pensão? Eita vizinhança marcada pela lonjura, que se não fosse tanta mata e tanto rio ia ali agorinha esticar mais um dedo de prosa com ela. Dona Vicência, como era mesmo a canção da despedida? Acabei por não anotar a letra, tanto que fiquei emocionada com o sentimento que nela resistia. Cante pra mim de novo...

No rumo do céu

A porta entreaberta da sala de aula da Casa de Amor me permite ver parte do cenário do pátio, onde crescem alegres as duas sibipirunas plantadas por meu amigo Augusto. As vi quando chegaram, bem pequenininhas, em forma de mudas, envoltas em sacolas plásticas escuras. Nesse setembro elas estão especialmente alvissareiras.

A menorzinha, de caule fino ainda, explode em folhas verde-claras na direção das janelas brancas. A maior e mais robusta escolheu o verde-escuro para tingir suas folhas, que já passam do telhado.
Fico em pé debaixo delas, isso mede o tempo que a natureza leva para fazer crescer suas esperanças. De um tiquinho de nada formado por uma pequena haste marrom com algumas miúdas folhas penduradas, hoje duas lindas meninas árvores encorpando suas copas no rumo do céu.

Abraço uma depois a outra, e elas sabem que há amor, cuidado e troca de energias boas nesses encontros. Planejo construir um banco em forma de meia lua, coberto com cacos de cerâmicas coloridas reaproveitadas, sob a mais frondosa... Meditar, cantar, isso tudo dá.

9 de set de 2011

Tire seu livro da gaveta



As inscrições do Prêmio SESC de Literatura foram prorrogadas até o dia 30 de setembro. Serão premiados textos inéditos nas categorias conto e romance, escritos em língua portuguesa de autores brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil.

As obras inscritas serão julgadas por escritores, especialista em literatura, jornalistas e críticos literários. Cada autor poderá inscrever uma obra em cada categoria. As inscrições deveram ser realizadas separadamente e com pseudônimos distintos.

O edital está disponível no site (www.sesc.com.br/premiosesc) onde também podem ser preenchidas as fichas de inscrição online. O resultado do Prêmio SESC de Literatura será divulgado em março de 2012, os vencedores de cada categoria terão sua obra publicada pela editora Record com tiragem inicial de dois mil exemplares, tendo direito a 10% do valor da comercialização da obra em livrarias. Participe do Prêmio SESC de Literatura e conquiste seu espaço no mercado editorial.

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Thainá Rodrigues
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Manoel Cordeiro leva guitarrada e marabaixo no instrumental Concertos de Verão


Músico, compositor, arranjador e pesquisador musical, o paraense radicado no Amapá Manoel Cordeiro será atração do Concerto de Verão da Confraria Tucuju, nesta sexta-feira (09). Sua carreira começou em Macapá há mais de 40 anos, tocando em bandas como “Embalo Sete”, “Os inimitáveis” e “Os Cometas”. No Pará tocou em várias bandas e gravou seu primeiro trabalho, um vinil de carimbó feito no formato de banda elétrica.

Participou, com Nilson Chaves e Vital Lima, do show “Luz de Lampião”, no Teatro Waldemar Henrique. Produziu e tocou em trabalhos memoráveis de artistas como Alcyr Guimarães, Franck Aguiar, Fernando Mendes, Carlos Santos, Beto Barbosa, Roberta Miranda, Trio Los Angeles, Roberto Leal e outros. Na pesquisa musical realizou trabalho reconhecido internacionalmente com a banda Carrapicho, em toada de boi.

Ainda na pesquisa musical destaca-se seu trabalho com marabaixo no grupo Pilão e com marambiré, com Beto Paixão. Mas, a maior vitrine de sua alquimia de ritmos amazônicos se deu na banda Warilou, fundada por ele, onde experimentou a fusão que chamou de vertentes. A banda tocava lambada, guitarrada, zouk, carimbo, toada, marabaixo e batuque. E é essa mistura dançante que Manoel Cordeiro trará para o Largo dos Inocentes com o show “Vertentes do mesmo rio”.

O Concerto de verão é um projeto da Confraria Tucuju, que nasceu há quatro anos para formar platéia para música instrumental. Tem patrocínio do Ministério da Cultura, através de emenda parlamentar da ex-deputada Lucenira Pimentel. Ocorre toda sexta-feira, de agosto a novembro, no Largo dos Inocentes, às 20 horas.

Mulheres pela paz

Senzalas: Show de lançamento do CD Tambores do Meio do Mundo

8 de set de 2011

Juliele e Mini Box Lunar no show Baile Livre, Leve e Solto

Na 4ª edição do Show Baile Livre, Leve e Solto a cantora amapaense Juliele recebe a banda Mini Box Lunar, representante da recente geração de músicos do Amapá. No palco da Choperia da Lagoa, a artista volta com o show dançante mostrando músicas de seu repertório com canções de autores variados. Ela chama a atenção do público na parceria com a Mini Box Lunar, fazendo releituras da tropicália e sucessos autorais. O baile vai acontecer sábado (10) na Choperia da Lagoa.


Juliele segue a proposta de embalar a noite com músicas que levam o público para o meio do salão. Nas edições anteriores a cantora recebeu Evaldo Gouveia  e os consagrados amapaenses Manoel Sobral, Oneide e Patrícia Bastos. Para o segundo Baile o convidado foi o ídolo dos anos 70 Odair José, que cantou com Juliele e Cleverson Baia. Nos últimos shows as atrações vieram do Rio de Janeiro e do Pará, a Choperia lotou com Luiz Melodia e com a banda Astros do Século e Felipe Cordeiro. 

A banda Mini Box Lunar é formada por jovens amapaenses há dois anos. Aposta na diversidade musical. Rock, psicodélico, tropicália, brega e carimbó fazem parte do repertório sem preconceito, mas com conceito bem definido. O produtor musical Carlos Eduardo Miranda, que lançou Os Raimundos e produziu discos do Skank, Rappa e Cordel do Fogo Encantado é responsável pelo primeiro CD da Mini Box, em fase de produção.

SERVIÇO:

SHOW BAILE LIVRE,LEVE E SOLTO

DATA: 10 de setembro

HORA: 22:00

MESA: R$ 120,00

INGRESSO:R$ 30,00

POSTOS DE VENDA: Doctor Feet (Macapá Shopping), Banca do Ceará e Sorveteria Jesus de Nazaré. 


Com informações de Mariléia Maciel

31 de ago de 2011

O sorriso de Gisela



O sorriso de Gisela era assim tão real pra mim, muito antes de vê-lo com meus próprios olhos. Naquele dia conheci a alegria bem de pertinho. Estava lá, descendo os caminhos de dona Peregrina na direção da rua esbranquiçada ao sol do Alto Santo, quando se deu conta da minha presença. Abriu o riso que se ria com todo o rosto, com toda a generosidade dos braços acolhedores. Alto Santo não é um lugar de vir embora.
Velha nova amiga nada virtual, conheci Gisela há uns seis anos através das caixinhas de comentários do blog O Espírito da Coisa, publicado pelo jornalista, escritor e sobretudo pensador acreano Toinho Alves. Havia uma atmosfera de construção de afetos no ar, que fluía em torno da vida na Amazônia em suas nuances mais profundas.

O ser, o fazer, o reconhecer-se, o sentir da gente que habita a fronteira da cidade com a floresta, na luta pela sobrevivência da alma amazônica. Resumir o Espírito da Coisa assim é por demais imprudente, mas essa percepção entra aqui apenas para situar as longas e saborosas conversas com gente que jamais imaginei ver de tão perto. Gisela sorria nas entrelinhas de suas falas escritas e eu a imaginava assim mesmo, do jeitinho que ela é, explosão de alegria.

Abracei Gisela como se abraça alguém que o tempo, de forma inconsequente, mandou pra longe por vidas. Fato é que o tempo é senhor de muitas incompreendidas artimanhas. E como pouco se sabe das linhas tortas de Deus, creio eu que o Alto Santo está agora tão pertinho que nem mais cabe num sonho. Bem ali, com suas casas simples, sua gente solidária em busca do encontro vital com o espírito das coisas. Tem Gisela, dona Peregrina, Toinho, Altino, Elson, Irizete... Nossa! Acho que até eu fiquei por lá.

Foto: Elson Martins

5 de ago de 2011

I Mostra Amazônia das Artes com espetáculos de dança, música e teatro no Estado do Amapá


O SESC Amapá realizará a - l mostra Amazônia das Artes - no período de 10 a 12 e 16 a 20 de agosto, serão espetáculos de teatro, dança e shows musicais. A programação acontecerá no teatro das bacabeiras, SESC Centro e salão de eventos do SESC Araxá.

A I Mostra Amazônia das Artes é um projeto que promove a circulação de produtos culturais, revelando a diversidade que existe nos Estados da Amazônia Legal. Em sua quarta edição, esta é a primeira vez que o projeto é realizado como mostra, fortalecendo as ações e o fazer cultural de cada Estado participante.

Durante onze dias serão dez apresentações e um dia voltado para uma noite poética, com a participação de escritores Amapaenses e o movimento poesia na boca da noite. As apresentações nos espaços do SESC Araxá e SESC Centro serão gratuitas e para programação que acontecerá no Teatro das Bacabeiras será cobrada taxa de R$ 5,00.

A abertura da I Mostra SESC Amazônia das Artes será realizada dia 10 de agosto no Teatro das Bacabeiras às 20h com show da cantora Euterpe, de Roraima. No dia 11 terá espetáculo de dança no salão de eventos do SESC Araxá, às 20h e dia 12 o espetáculo teatral – Cordel do Amor Sem Fim – se apresentará no Teatro das bacabeiras às 20h.
  • Terça-feira, 16 de agosto:
Espetáculos de teatro e música com a encenação da peça – Desertos – de São Luís do Maranhão, às 20h no Teatro das Bacabeiras e show Doces Bárbaros do grupo 4 Cantus (MT) às 21h no SESC Centro.
Quarta-feira. 17 de agosto:
Exibição da Companhia de dança Waldete Brito (PA) com o espetáculo (Des)-vestidos no Teatro das Bacabeiras às 20h.
Para os três últimos dias da I Mostra Amazônia das Artes serão realizadas programações no Salão de eventos do SESC Araxá, Praça Lugar Bonito e SESC Centro.
  • Quinta-feira, 18 de agosto:
Noite poética (poesia e música) às 20h no SESC Centro.
  • Sexta-feira, 19 de agosto:
Espetáculo teatral - Catolé e Caraminguás (PA) - às 16h no Salão de eventos do SESC Araxá.
  • Sábado, 20 de agosto:
Comédia Del Acre (AC) na Praça Lugar Bonito às 17h.
Encerramento: Show Trilhos e Sons do Quarteto Madeira (RO) às 21h no SESC Centro.
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Thainá Rodrigues
Assessoria de Comunicação e Marketing - ASCOM
SESC Amapá
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4 de ago de 2011

Grupo Imbuaça de Sergipe será atração do Palco Giratório em agosto


A maior referencia de teatro de rua no Brasil, o Grupo Imbuaça, do estado de Sergipe, estará no Amapá para duas apresentações dos espetáculos O MUNDO TÁ VIRADO, no dia 9/8 na praça Parque do Forte e TEATRO CHAMADO CORDEL, 10/8, na praça Raimundo Cavalcante em Porto Grande. O grupo ainda ministrará uma oficina de TEATRO DE RUA, no dia 11/8 no SESC Araxá. As inscrições estão abertas, com um valor simbólico de R$ 5,00.

O espetáculo O MUNDO TÁ VIRADO une três histórias curtas que refletem com humor a condição ingênua do ser humano e seu antônimo: a esperteza. Elementos convencionais da ação teatral aliam-se a novos procedimentos estéticos. Através de rimas, imagens, música e dança, o grupo construiu a poética do espetáculo.

O espetáculo TEATRO CHAMADO CORDEL apresenta três textos da Literatura de Cordel: “O Matuto com o balaio de maxixi”, de José Pacheco; “A Moça que bateu e virou cachorra”, de Rodolfo Coelho Cavalcante e “O Malandro e Graxeira no chumbrego da orgia” de vários cordelistas. Os textos são intercalados por danças e músicas folclóricas. Em clima de muito humor o espetáculo apresenta o universo fantástico da Literatura Popular. A cena é invadida por personagens do cotidiano que discutem questões universais.

O Grupo Imbuaça (nome que homenageia o embolador Mane Imbuaça), foi fundado na cidade de Aracaju/SE, em 28 de agosto de 1977 com o objetivo de montar espetáculos de Rua inspirados na Cultura Popular. Ao longo dos seus 33 anos de atividades, montou 24 espetáculos, viajou por quase todo o Brasil e pelos países Portugal, Equador, Cuba e México. Participou dos mais importantes Festivais de Teatro do país. Mantem uma sede no Bairro Antonio (Aracaju/SE), onde desenvolve uma série de ações, dentre elas: Projeto Mane Preto – Ação Cidadania, Oficinas de Teatro, Ponto de Cultura Digital, Apresentações de espetáculos.

Serviço:
Espetáculo O MUNDO TÁ VIRADO
Dia: 9/8/11
Local; praça Parque do Forte
Hora; 17
Espetáculo TEATRO CHAMADO CORDEL
Dia 10/8/11
Local: praça Raimundo Cavalcante – Porto Grande
Hora: 17
Oficina TEATRO DE RUA
Dia 11/8/11
Local: Teatro Porão/Sesc Araxá
Período: das 8 as 12 e das 14 as 18 horas
INSCRIÇÕES: Central de Atendimentos Sesc Araxá.
Valor 5,00

Genário Dunas
Educador Cultural

Concertos de Verão voltam nesta sexta-feira ao Largo dos Inocentes

A Confraria Tucuju reinicia sua programação de eventos culturais nessa sexta-feira (05), com o projeto Concertos de Verão, que completa quatro anos em 2011. “Nossos concertos vieram pra ficar. O objetivo inicial, de forma plateia para a música instrumental, foi atingido. Isso nos deixa muito felizes”, festeja Tema Duarte, presidente da instituição. Os concertos de música instrumental revelaram inúmeros talentos e incentivaram a criação de grupos e bandas de jazz e outros estilos. O patrocínio é do Ministério da Cultura.
Para o primeiro show da versão 2011 dos Concertos de Verão foi convidado o Amapasax Quartet, quarteto de sopro formado por músicos da Banda do Corpo de Bombeiros do Amapá e do Centro Educacional e Profissionalizante de Música Walkíria Lima. A proposta do quarteto é divulgar a música brasileira e regional amazônica na forma instrumental. Além da música brasileira, o Amapasax Quartet faz incursões pelas baladas, blues e jazz internacionais.
O grupo utiliza quatro de uma variedade de oito, que compõem a família dos saxofones. Seus integrantes são músicos profissionais que trazem no currículo apresentações em festivais nacionais e internacionais de música instrumental. Fábio Wilker Cardoso é o sax soprano, atualmente integra a Banda do Corpo de Bombeiros; Aritiene Sonandra Dias é sax alto e integra as Orquestra Primavera e Equinócio das Águas; Marcelo da Rocha Cardoso é sax tenor e professor do Centro Eduacional Walkíria Lima; Marivaldo Cardoso Palheta é sax barítono e também integra a Banda do Corpo de Bombeiros.
Na abertura e no encerramento do concerto haverá participação especial da Companhia de Dança Princesa Izabel, fundada em maio de 1999 na escola estadual que tem o mesmo nome, para formar crianças e adolescentes na arte da dança. Desde 2003 a companhia participa do Festival Internacional de Dança da Amazônia – FIDA e de festivais locais, obtendo a cada premiações mais importantes. Em 2010 foi campeã da categoria moderno contemporâneo no FIDA, em Belém – PA.
Companhia de Dança Princesa Izabel já produziu sete espetáculos de sucesso. Em 2004 abordou o tema “Apocalipse segundo São João”; em 2005 voltou à antiguidade para dançar “O mundo místico dos gregos”; em 2007 homenageou “Moisés e a saga da liberdade”; em 2008 levou “Amazônia, o verde da esperança” para o palco; em 2009 o tema foi “Só uma vez” e em 2010 a companhia realizou o auto de Natal “Alucinação”.
Serviço:
Confraria Tucuju
Concertos de Verão
Largo dos Inocentes
Sexta-feira (06)
20 horas

1 de ago de 2011

Curso intensivo de teatro no SESC com inscrições abertas

Abertas as inscrições para o Curso de Teatro Intensivo no SESC - AP. Terá duração de quatro meses e começa no dia 08 de agosto, estendendo-se até Dezembro. Serão trabalhados os seguintes conteúdos: história do teatro, as tendências do teatro, as principais vertentes do teatro contemporâneo, improvisação, partitura física, leituras interpretativas, técnica vocal, entre outros.  As aulas acontecerão no Teatro Porão, localizado nas dependências do Sesc Araxá, das 19 as 21 horas, nos dias de segunda, quartas e sextas-feiras. A mensalidade para usuários é de R$ 40,00, para comerciários R$ 30,00, para dependentes e conveniados o valor é R$ 35,00.

Mais informações com Genário Dunas: 8127-4065 e 9173-4093

18 de jul de 2011

Sonora Brasil do SESC traz ao Amapá os festejos de São Benedito

O SESC Amapá receberá nos dias 21 e 22 de julho a segunda etapa do Sonora Brasil, que este ano entra em sua 14° edição. Trata-se de um projeto temático que tem por objetivo provocar o desenvolvimento histórico da música no país.
 
O tema abordado para segunda apresentação do Sonora Brasil será – Sagrados Mistérios: Vozes do Brasil – representado pelo grupo Comitiva São Benedito da Marujada, de Bragança (PA).

As exibições de danças e músicas feitas pela comitiva sempre se referem aos louvores a São Benedito. Após a exposição de seu trabalho o grupo conversará com o público a respeito da tradicional festa de São Benedito, na qual eles são responsáveis por grande parte do ritual.

A primeira apresentação acontecerá no dia 21 de julho em Macapá, às 20h no auditório da Escola SESC. A segunda será realizada dia 22 no município de Amapá, às 19h na unidade do SESC Ler.
 
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Thainá Rodrigues
Assessoria de Comunicação e Marketing - ASCOM
SESC Amapá
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16 de jul de 2011

Verão, amor e saudade


A vida é mesmo uma teia de sintonias finas, filetes de energia pensante, sentimentos que saem da alma da gente e se encontram com a alma dos outros. Sábado pela manhã ouvia a Diário FM, programa Conexão Brasília, do amigo Cléber Barbosa, quando ele passou a entrevistar integrantes da banda Milionários R-5, que fez muito sucesso em bailes de Macapá nos anos 70. Criança crescida, atenta sempre às coisas da música, ouvia muito falar no "conjunto", assim que eram chamadas as bandas na ápoca.

Pois bem, ao ouvi-los pelo rádio hoje de manhã, liguei para participar do progranma e perguntar como era feita a seleção de repertório numa ápoca sem internet, com telefonia fixa cara e para poucos, TV com programação e canais limitados? Rodolfo Santos, Bebeto e Washington Caldas, os entrevistados, voltaram aos anos 70 lembrando que tudo passava mesmo pelo rádio. As novidades da música vinham de longe pelos bolachões (discos de vinil) trazidos por privilegiados que viajavam para outros estados.

Foi quando a sintonia se fez. Um deles resolveu tocar ao vivo, como exemplo de repertório da época em que a música popular era dançada com rostos coladinhos, a canção "Meu mundo e nada mais", sucesso de Guilherme Arantes no início de sua carreira. A resposta musical à minha pergunta veio exatamente com a canção que não me sai da cabeça há uns três dias, versos que venho cantarolando inadvertidamente e a melodia que faz o coração depor as armas. Putz! Como eles adivinharam? Sintonia fina é isso aí.

Os Milionários R-5 estão de volta e farão show no próximo dia 24 de julho, durante um lual na praia de Fazendinha. Verão, amor e saudade.

11 de jul de 2011

Ecos do passado na calçada

Perto do sol do meio-dia as pessoas se tornam efêmeras. Passam impessoais pelo trânsito confuso da calçada suja e irregular do Hospital de Especialidades. O ex-prefeito cabisbaixo caminha lento e talvez nem lembre de quando sua propaganda dizia: “Macapá vai brilhar”. Idos anos 80 e, desde então, o brilho mesmo tem sido das poças de lama no inverno e dos sacos plásticos e latinhas de alumínio reluzentes à intensa luz do dia.
Uma mulher magra e de expressão desesperançosa carrega o bebê miúdo que quase se perde em seus braços. Há doença e ausência de cuidado estampados no rosto do povo. Taxistas tagarelam alegremente para passar o tempo, esperando passageiros rareados em tempos de economia ressentida. O carro-baú corta a avenida larga quebrando os galhos das mangueiras que alguém esqueceu de podar.
Hei Macapá, que a gente conhece como a palma da mão e até mais! O que amamos em uma cidade não são as suas contradições, mas o fato de conhece-las, e até o fato de inserirmos nosso caos individual no caos coletivo. O que não amamos é o relógio letárgicos das mudanças. Por aqui parece ter sido jogado o feitiço da bruxa má que adormeceu por cem anos o castelo da Bela Adormecida.
E enquanto a vida remanescente transita pelas calçadas, repito sujas e irregulares, nos resta outra contradição, dessa vez convivendo em permanente diálogo no intimo da alma de cada um. Se por um lado a sensação de impotência desacelera a esperança e estimula o desamor, por outro, o sentimento de poder fazer algo, ainda que em recortes restritos, liberta a mesma esperança e alimenta o amor.
Mesmo porque o amor é assim mesmo, caudal de contradições com uma única certeza, o porvir será sempre ensolarado. Por isso, seguimos com o peito arfando ao sol do Equador, habitando a cidade e quem sabe um dia o slogan do ex-prefeito, hoje transeunte quase irreconhecível, possa surgir como um eco do passado, daquilo que um dia foi sonhado. Macapá ainda há de brilhar.

5 de jul de 2011

Teu jardim

Não há mais deserto e a água desce formando película brilhante para o tempo do inverno prolongado. Beija-flores miúdos fazem do jardim um recorte lúdico no início do dia. Foi-se com o tempo a ausência de encantamento e a vida ressurge nas folhas finas da grama bem diante do meu despertar. É assim que um foco de luz, vindo de muito longe, de um não lugar, suave e sem pressa, se instala bem no plexo solar. Traz a calma, o frescor, o acolhimento e restaura o ser com o cuidado de Deus.
Uma vez assim, em sintonia com as primeiras luzes do dia, é possível ver as coisas com outros olhos, mergulhando a alma na dimensão do amor. É quando os pássaros ganham asas brancas e azuis de um tom fluorescente que se alegra com a chuva. As borboletas fazem a metamorfose das formas e os desenhos de suas asas dançam harmonias delicadas no ar. É quando a quietude do bem querer invade a casa, que tem alma, cheiros, memórias, porvires e música. Ah! A música é o varal dessa poesia.

Para novos poetas

1º Concurso Nacional Novos Poetas
Prêmio Augusto dos Anjos
Inscrições Gratuitas
Até 12 de Julho
Pelo site:
www.concursonovospoetas.com.br
Realização Videira Editora

Recomendo: Chegou o "astrollabio" na blogosfera

Mais um blog lindo e cheio de informações sobre cultura. A atirz, produtora e jornalista Patrícia Andrade colocou no ar o "astrollabio", com charmoso visual retrô e muita criatividade. Vai lá ver:

http://www.astrollabio.blogspot.com/

Encontro com leitores na Transa Amazônica Livros

“A Cidade das Palavras – As histórias que contamos para saber quem somos” de Alberto Manguel ­-­­­ Companhia das Letras
No próximo dia 15 de julho de 2011 no horário de 18 e 30 as 20h a Transa Amazônica Livros realiza seu
I Encontro de Leitores. O livro a ser comentado será:
“A Cidade das Palavras – As histórias que contamos para saber quem somos” de Alberto Manguel ­-­­­ Companhia das Letras.
Para inscrever-se e participar do Encontro é necessário a aquisição do Livro na Transa Amazônica Livros, de preferência alguns dias antes.
O valor do livro até o dia 15 de julho é R$ 38,00
A Livraria está funcionando diariamente das 8 às 13 horas.
Para fazer sua reserva encaminhe e-mail para canatransalivros@uol.com.br

Angela de Carvalho
Transa Amazônica Livros
(96) 3223 17 21
canaltransalivros@uol.com.br

4 de jul de 2011

Temporada de Amazônica Elegância aquece a chegada do verão

Julho vem chegando com o sol, as férias e a música de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes, trazendo convidados de grande qualidade para o verão de Macapá. A temporada de shows vai acontecer no bar Armazém Beer, todas as terças-feiras com o repertório do premiado Amazônica Elegância. Na abertura de cada terça a elegante presença de um artista paraense, com show completo. Estão confirmados como convidados Eudes Fraga (05), Adilson Alcântara (12), Maria Lídia (19) e Mário Moraes (26).

“Vamos começar cedo, a partir das 20 horas, para assegurar a presença das pessoas, porque mesmo sendo um período de férias muitas delas continuam com seus compromissos de trabalho. É uma forma de valorizar o verão e prestigiar o público. São dois shows completos por dia que vão agitar as terças de julho”, explica Clícia Di Miceli, da Bacabeira Produções, responsável pelo projeto.

Amazônica Elegância
Amazônica Elegância é um dos trabalhos mais festejados da Música Popular Amapaense. O CD, que deu origem ao show, foi premiado pelo Projeto Pixinguinha do Ministério da Cultura, lançado em 2009 com show de portas abertas no Teatro das Bacabeiras. Resulta do trabalho autoral do poeta Joãozinho Gomes em parceria com o compositor Enrico Di Miceli. Rico em ritmos amazônicos, com forte influência dos tambores do marabaixo, o repertório é de uma sensualidade sutil e reveladora do jeito de amar amazônico.

A canção que dá nome ao CD e ao show pode ser considerada uma daquelas que se tornam hinos do cancioneiro regional. Propositalmente, suas imagens poéticas homenageiam as mulheres e as cidades dessa imensa parte do Brasil tão peculiar em sua cultura, descrevendo força, sensualidade e história. A paixão é cantada em ritmos quentes e dançantes como o lundu e o zouk. Um show pra cima e envolvente que mexe com nossas raízes culturais e com nossos sentidos essenciais.

Os convidados
A primeira terça-feira de julho (05) trará Eudes Fraga no show de abertura, um dos mais respeitados compositores entre o Norte e o Nordeste do Brasil. Sua carreira é consolidada com mais de 180 prêmios em festivais de música e suas canções já foram gravadas por artistas como Jane Duboc, Nilson Chaves, Flávio Venturini, Selma Reis, Quinteto Agreste, entre outros, em 33 trabalhos. A discografia autoral do artista conta com “Por todos os Cantos" (1995); "Tudo Que Me Nordestes" (2002); “Do Espinho da Flor do Mandacaru”(2005) e “Santa Paisagem” (2009). Como produtor musical atuou em 15 trabalhos.

Na segunda semana, dia 12, o convidado será Adilson Alcântara, cantor, compositor, violinista, intérprete e produtor cultural natural de Vigia (PA). O CD “Tributo à Cidade em Romaria”, lançado em 1998, é seu primeiro registro fonográfico. O segundo CD do artista, “Cantar”, foi produzido por Nilson Chaves e tem participações de Pinduca, Almirzinho Gabriel, Daniel Benites e do próprio Nilson. Adilson tem composições gravadas por Lucinnha Bastos, Olivar Barreto, Tadeu Pantoja, Fabrício dos Anjos, Marhco Monteiro e María Lídia. Espirituoso no palco, Adilson garante um show de ritmos, poesia e bom humor.

Dia 19 de julho será a vez da bela voz de Maria Lídia. Vem de Santarém essa compositora e intérprete da música popular que lota as casas de shows, bares e teatros por onde se apresenta. Estudou piano clássico e é autoditada em violão popular. Com toda essa bagagem, os anos 80 viram surgir no Pará uma das mais queridas artistas da música. Suas composições foram gravadas por diversos artistas, inclusive no Japão. Na discografia autoral conta com “Carnaval 84” (1984), “Por Tudo e Tanto” (1990), “Coração Leviano” (1993), “Maria Lidia” (1995), “Projeto Uirapuru V.7 – Maria Lidia” (2000), “Canções de Maria Lidia” (2003) e “Ícones” (2005).


Fechando o projeto da Bacabeira Produções, dia 26, a voz incomparável de Mário Moraes. Compositor e intérprete que desde os 16 anos se apresenta na noite de Belém. Seu timbre arrebatador é responsável por inúmeros prêmios como melhor intérprete de importantes festivais de música em várias regiões do Brasil. Canções como “Tocaia”, Tirano Tirano”, “Coura” e “Aos Filhos da Nossa Aldeia”, revelam um artista que vai além do apurado senso estético e mergulha na realidade e nas lutas de sua gente.

Serviço
Amazônica Elegância e convidados
No Armazém Beer
Av. Presidente Vargas, 1702 – Centro
Todas as terças-feiras de julho
Às 20 horas
Ingressos: R$ 20,00

1 de jul de 2011

Ainda há vagas para colônia de férias do SESC

Belém: Artistas do CONEXÃO VIVO encerram cortejo do Arraial do Pavulagem



Arraial do Boi Pavulagem se despede da quadra junina neste domingo, 3 de julho, em show de encerramento cheio de participações especiais

Lia Sophia, Felipe Cordeiro, Nilson Chaves e Iva Rothe são algumas das atrações do show de encerramento da quadra junina do Arraial do Pavulagem. Neste domingo, 3 de julho, o Arraial sai pelas ruas de Belém com o último Arrastão do Boi Pavulagem de 2011, em que são esperadas 40 mil pessoas. O cortejo celebra os 25 anos de atividades culturais do grupo na Amazônia. O evento começa às 9 horas com uma roda cantada, na concentração do folguedo realizada na Praça dos Estivadores, na rua Boulevard Castilhos França, esquina com a avenida Presidente Vargas.

Os artistas convidados, assim como o Arraial do Pavulagem, integram o programa CONEXÃO VIVO, que reúne centenas de projetos musicais de todo o Brasil. São shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas. Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, e outros festivais independentes.

“Essa conexão aproxima o músico um do outro, isso é muito produtivo, acho que só fortalece a nossa cultura. Fiquei emocionada com o convite. O Arrastão é uma grande festa que marca a nossa cultura. Já acompanhei enquanto público, agora eu vou estar junto e com outros artistas. É maravilhoso. E já me disseram que o público estimado é de 30 mil pessoas. Eu não sei nem o que é isso. Penso que vai ser algo bem forte. O Arraial já está acostumado com as multidões. Eu não. Pelo menos eu vou poder soltar um ‘égu’a, porque estarei em casa, apesar de ser o público do Arraial. Eu vou tentar agradar”, diz a cantora Lia Sophia.

A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultural da Vivo, patrocinadora oficial do Arrastão do Pavulagem, através de Lei Semear, da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Secretaria de Estado de Cultura e Governo do Pará.  Neste domingo, os mastros de São João, erguidos no último dia 12 de junho na Praça da República, serão derrubados, simbolizando o enceramento da quadra junina do Pavulagem, que este ano conta ainda com o apoio da Prefeitura de Belém e a Musikart Produções.
“Os mastros expressam e demarcam o lugar da tradição oral, a força da fé que se renova. É homenagem, respeito, partilha. O mastro é levantado na Praça da República, como um marco simbólico de resistência e perseverança em defesa da cultura popular, fica hasteado até o final dos cortejos, quando ocorre a derrubada desse totem  com a perspectiva de renovação e a vinda de dias melhores”, explica Walter Figueiredo, pesquisador e produtor da ONG criada e 2003 pelos músicos do Arraial, o Instituto Arraial do Pavulagem.
Cerca de 15 mil pessoas tem acompanhado todos os domingos o Arrastão do Pavulagem, que reverencia a cultura popular brasileira, reinterpretando e ressignificando os elementos das festas juninas. O crescimento de público no evento tem ocasionado uma preocupação cada vez maior por parte dos organizadores da brincadeira. A estimativa para o último Arrastão gira em torno de 30 mil pessoas, o que significa a consolidação de parcerias  com os poderes público e privado, e com a própria sociedade civil para manter a qualidade do folguedo e a alegria dos participantes.

“Mantemos uma interlocução formal com instituições governamentais e civis para o êxito do processo, bem como, a busca de recursos oriundos do poder público e de empresas particulares, como a VIVO,  para a efetivação da brincadeira de acordo com a sua concepção e formato, sem comprometer a autonomia do Instituto. Precisamos de uma organização e de suporte financeiro para dar conta de uma estrutura significativa que consiga acolher, envolver, refletir, responsabilizar e alegrar a multidão que se tornou o público do Arraial do Pavulagem”, afirma Walter.

Símbolos tradicionais ganham as ruas da capital paraense para manter viva a lembrança das culturas da nossa região e do jeito caboclo do povo do norte do país. Elementos como o boi, as bandeiras de santos, os mastros ornamentados com oferendas, bonecos cabeçudos, cavalinhos, chapéus de palha e o Batalhão, que guarnecem a brincadeira e o santo. O sol, a lua e as estrelas também estão presentes no imaginário do cortejo, como um elo que dialoga com a divindade e com o  campo astral superior. É uma forma de retirar a cultura tradicional do confinamento histórico em que foi colocada ao longo tempo, da espetacularização onde o público se torna um mero espectador, e que no Arrastão do Pavulagem ele participa do processo e vira protagonista de uma grande festa popular.

SERVIÇO
Último Arrastão do Pavulagem
Data: 3 de julho de 2011
Hora: A partir das 9h
Concentração: Praça dos Estivadores, rua Boulevard Castilhos França, esquina com a avenida Presidente Vargas.
Contato: Yorranna Oliveira – Assessoria de Imprensa Instituto Arraial do Pavulagem: 091-8401-8286 / Marcelo Damaso – Assessoria de Imprensa da Conexão Vivo Pará – 091-8338-1555
FOTOS:
www.flickr.com/photos/pavulagem