26 de fev de 2010

"Nabaixada" - O que você não vê nas baladas


Daqui a alguns dias estaremos colocando neste espaço aberto da internet o www.portalnabaixada.com.br, unindo cultura, lazer e comunidade. Nossa proposta é mostrar para o mundo inteiro um pouco de nossas festas e manifestações culturais vividas por nosso povo, em qualquer canto do Amapá. Ninguém estará excluído, independente de classe, faixa etária, opção ou qualquer outra divisão de nossa sociedade, queremos mostrar que longe da alta sociedade também tem festa freqüentada por pessoas bonitas, bem relacionadas, que são profissionais, estudam, trabalham, têm família, produzem, são cultas e sabem ser felizes com o que temos de melhor.

Marabaixo, batuque, samba, carnaval ou qualquer encontro onde haja gente e seja embalada por nossas tradições serão destaque no www.portalnabaixada.com.br. Rico em cultura, o Amapá tem como principal característica o seu povo acolhedor, alegre e festeiro, que tem orgulho de vestir sua saia de marabaixo, colocar a flor no cabelo, tocar seu tambor e também se orgulha de dançar o brega, melody, pagode, zouk love ou samba. É a parcela da sociedade que trabalha muito, que não desanima e guarda com zelo o dinheiro que vai gastar no fim de semana, que se divertem com o que é nosso, de nossas raízes. E isso é cultura.

O www.portalnabaixada.com.br não será um site de baixarias e sim de cultura e entretenimento popular, faremos cobertura de festejos como o Ciclo do Marabaixo, Encontro dos Tambores, Festa de São Joaquim, Festa de Nossa Senhora da Conceição, lançamento de livros e cd’s que falem e/ou sejam feitos por nossa gente, além de eventos que não são registrados por nenhum outro site. O nosso conteúdo vai destacar fotos, agenda cultural, artigos e entrevistas para que todos saibam um pouco de nossa história, conheçam nossas personalidades e acabem com o preconceito que ainda assombra os que não têm acesso ao conhecimento e por este motivo deixam de participar de nossas manifestações culturais.

Aguardem, muito em breve estará no ar o site que fala da nossa gente:
www.nabaixada.com.br - O QUE VOCÊ NÃO VÊ NAS BALADAS

Mariléia Maciel e Gilvana Santos
Coordenadoras

24 de fev de 2010

Portal Nagulha surge para mostrar a Nova Música Brasileira

Na história da música pop, as publicações sempre tiveram um papel fundamental na consolidação de nomes e tendências. Mas a crise da indústria fonográfica e o avanço da internet mudaram drasticamente o cenário na última década. As publicações em papel (incluindo os cadernos culturais dos grandes jornais e revistas) sofrem com a perda de anunciantes, ao mesmo tempo em que seu cada vez menor espaço editorial não consegue dar conta de um cenário progressivamente mais horizontalizado, acelerado e diverso. Ou seja, um momento de crise comercial mas, principalmente, de grande exuberância cultural.

É essa riqueza de produção - o surgimento de bandas e artistas muito promissores vindos de todas as localidades, mesmo (ou principalmente) de regiões sem muita tradição na música e na cultura pop, como o norte e o centro oeste - que só uma revista eletrônica como o Nagulha pode abordar com consistência.

O editor executivo do Nagulha, Anderson Foca, aproveita sua experiência à frente do site Do Sol, ligado ao festival e à casa noturna do mesmo nome, para desenvolver ferramentas como a ágil cobertura audiovisual dos shows e festivais mais empolgantes, gravações exclusivas em áudio e outras novidades, otimizando na cobertura os recursos tecnológicos disponíveis.

Foca recrutou em Natal o webmaster e jornalista Marlos Ápyus para desenvolver o site. Na frente editorial, foram escolhidos dois nomes expressivos: os jornalistas de música Alex Antunes e Bruno Nogueira. O paulista Alex é veterano de publicações musicais e culturais, tendo passado como editor ou crítico pela Bizz, Rolling Stone, General, Folha Ilustrada, Veja e outras. O pernambucano Bruno é da nova geração, doutorando na área de música e redes sociais, e vem escrevendo para veículos importantes do Nordeste e acompanhando de perto a produção independente.

Financiador inicial da iniciativa, o circuito Fora do Eixo espera do Nagulha uma interface entre a enorme movimentação da cena independente, com seus festivais, coletivos e bandas de crescente reconhecimento, e um enorme público novo a ser conquistado no país. “Essa é a nova música brasileira”, diz Pablo Capilé, do Espaço Cubo de Cuiabá e da direção nacional do circuito. “Já passamos a fase de consolidação da rede independente. Agora o importante é conquistar com essas novíssimas expressões artísticas as lacunas que a crise da indústria fonográfica e da grande mídia deixaram”.

Palafita Comunicação - Jenifer Nunes
Ponto Fora do Eixo - Macapá (AP)
(96) 8116 7203

Palafita Comunicação - Jenifer Nunes
Ponto Fora do Eixo - Macapá (AP)

Filhas das Matas: práticas e saberes de mulheres quilombolas na Amazônia Tocantina


CONVITE

Temos a honra de convidá-lo(a) a participar do lançamento do livro “Filhas das Matas: práticas e saberes de mulheres quilombolas na Amazônia Tocantina”, de autoria da Profª. Drª. Benedita Celeste de Moraes Pinto.

Data: 27/02/10

Hora: 19h00
Local: Escola Estadual Modelo Guanabara

O livro Filhas das Matas: práticas e saberes de mulheres quilombolas na Amazônia Tocantina trata da relação familiar, campos de atuação, vivências, resistências, lutas cotidianas, práticas, saberes e experiências de parteiras, curandeiras e benzedeiras em povoados negros rurais da região do Tocantins, no Pará — norte da Amazônia. Desde a formação dos antigos quilombos nesta região, essas mulheres vêm desempenhando múltiplos papéis, como chefes de família, organizadoras e condutoras de rituais religiosos e líderes fundadoras de povoados.

Ao lado da assistência ao parto, parteiras, benzedeiras e curandeiras desempenham uma série de atividades relacionadas aos processos de cura e manipulação de plantas e ervas medicinais, bem como trabalhos por sobrevivência, muitos deles nem sempre considerados em outras regiões e culturas como sendo atividades compatíveis com o sexo feminino. Fazendo um cruzamento da memória oral com fontes escritas e imagéticas o trabalho contribui para repensar a importância do estudo das práticas cotidianas para o conhecimento dos diferentes papéis exercidos por mulheres e homens, e também para repensar como se dá a relação entre gênero, inclusive a forma de dominação em determinada sociedade.
Por Decleoma Lobato

Pra fazer a cabeça do freguês

Feira de cultura da Unifap começa nessa quinta-feira (25)
Dia 25/02
21 hs - Dying Breed
22 hs - Epilepsia
23 hs - Máfia Nortista (Rap)
00 hs - Profetika
01 hs - 81 Decibéis
Dia 26/02
21 hs - Carnyvale
22 hs - Amaurose
23 hs - Bloco D
00h20 - Intruhder
01 hs - Stereovitrola
Dia 27/02
19 hs - Roda de Marabaixo
20 hs - Alterego
21 hs - Inadimplentes
22 hs - C.R.G.V (Rap)
23 hs - Baby Loyds (PA)
00 hs - Nova Ordem
Centro de Vivências
Espaço Hip Hop
Exposições
Associação de Documentaristas e Curtametragistas do Amapá
UniverCinema
SESC-AP
Jornal Polifonia (Curso de Letras da Unifap)
Nossa Casa de Cultura e Cidadania
Sebo Cantinho Cultural
Federação Amapaense de Hip Hop
Pessoal do Na Base Skate Shop
Nós por Nós Record
Oficina de Grafite
Local: Unifap
Realização: Unifap

23 de fev de 2010

Sobre covardia e covardes...

A covardia está relacionada ao ânimo traiçoeiro, pusilanimidade, deslealdade, sordidez. Quando alguém ou um grupo de pessoas se prevalece de uma situação ou circunstância favorável sobre quem não tem condições equivalentes de defesa.

Sou macapaense, tenho 42 anos e nasci no Bairro da Favela, sou economista com mestrado realizado na Universidade de Brasília e doutorado na Universidade Federal do Pará. Sou professora da Unifap, contribuindo para a formação de centenas de jovens do meu Estado e aonde há quase quatro anos exerço a função de Pró-Reitora de Administração e Planejamento. Sou mãe de dois rapazes, esposa de um homem admirável, filha, irmã, tia, madrinha e amiga de um grande número de pessoas que a minha profissão me deu a oportunidade de conhecer.

Jamais tive meu nome vinculado a nenhuma agremiação partidária neste Estado e tampouco a nenhuma escola de samba, bloco de carnaval e sequer jamais fui ver a banda passar... Fui convidada para ser jurada do Carnaval 2010 justamente pelas características de imparcialidade com a qual busco me conduzir ante aos temas: partidos políticos e escolas de samba. Contudo e, para minha sorte, tive meu nome impugnado por razões que desconheço.

Para minha surpresa, por conta de uma série de confusões ocorridas na apuração do Carnaval 2010, estou sendo vítima de sórdidos ataques de pessoas (porque não posso chamá-los de Homens) tentando macular minha biografia no sentido de vincular minha imagem a uma série de eventos que não fazem parte da minha vida como fraudes, subornos, má-fé, etc. Esse cenário de bandidagem expõem nitidamente o caráter (ou melhor, a ausência dele) daqueles que assacam contra mim, uma vez que eu não estive no Sambódromo, não julguei ninguém, e não há como sustentar uma trama eivada de covardia.

A história tem reservado aos covardes um espaço inversamente proporcional as suas ações.
Nós cidadãos amapaenses gostaríamos de ver o mesmo empenho extravagante que alguns expõem durante os dias de folia, por exemplo, em Brasília, na luta pela incorporação no quadro de funcionários da União de parcela dos servidores municipais. Tal feito desoneraria a Folha de Pagamentos da Prefeitura Municipal de Macapá, possibilitando um aumento de salários aos valorosos servidores da PMM.

De igual maneira queremos segurança pública de verdade, em um Estado que se torna cada dia mais violento, ante a um serviço extremamente precário e divorciado das demandas sociais. Aproveito para solicitar ao Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil que observem a conduta de autoridades policiais que podem estar utilizando os veículos de comunicação para acusar inocentes sem provas.

Quanto à parcela da imprensa marrom, é bom que ela exista. Assim é possível separar o joio do trigo. Isso só realça os profissionais de comunicação que estão verdadeiramente prestando serviços a sociedade, daqueles que eu sequer vou me ocupar em tecer comentários, em função de sua absoluta ausência de vértebras.

A mim só resta agradecer as inúmeras mensagens de solidariedade de meus alunos, ex-alunos e colegas da Unifap, e dizer que estou processando judicialmente a todos que desferiram leviandades contra meu nome e a história de honradez e dignidade que construo dia-a-dia em todos os espaços que ocupo no meu Estado, e que não deixarei arranhar com um esdrúxulo e melancólico enredo de covardia.

Cláudia Chelala

22 de fev de 2010

Suruba Antropofágica na sede da Ghata

Convite
O Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá-GHATA, convida você a participar do encerramento da Oficina de Teatro de Invasão e do Lançamento do Bate-Boca Cultural.
Tema: SURUBA ANTROPOFÁGICA -120 Anos de Oswald de Andrade
Mediador: Herbert Emanuel
Coordenador Cultural: Paulo Alfaia
Oficineiro: Wellington Douglas
Data: 26 de Fevereiro (sexta-feira)
Local: sede do GHATA (Av.Cora de Carvalho,579 -Centro)
Horário: 18hs

Realização: GHATA
Parceiros: SESC / Philospoiésis / Coordenação de Filosofia-UEAP / Grupo Pé Tuíra, Grupo Suruba Literária, DESCLASSIFICÁVEIS e Pium Filmes
Estimular o debate e analise crítica da contribuição do movimento modernista para construção do pensamento e do teatro moderno brasileiro.
Por Herbert Emanoel

D. Aristides - 13 anos de saudades

“Sempre me impressionou o seu olhar de fé, a sua capacidade de ler cada evento à luz do plano de Deus, a sua vibração e solicitude por todas as Igrejas...”. É assim que o cardeal Carlo Maria Martini lembra dom Aristides Pirovano, morto há 13 anos, em 3 de fevereiro de 1997. A sua vida foi uma contínua "aventura", com a finalidade de servir ao próximo, sobretudo a quem se encontrasse em dificuldade.

DURANTE A GUERRA
Sua "aventura" se iniciou durante a Segunda Guerra Mundial, ao colaborar com as forças de resistência de Erba, sua cidade natal, na condução de judeus e antifascistas à Suíça. Devido a esta ação (de resistência), foi detido e encarcerado no presídio de São Vitório, em Milão, onde, três meses depois, foi libertado, graças à intervenção do cardeal Schuister, arcebispo de Milão. Continuou, no final da guerra, a ajudar tropas alemãs e fascistas a evitarem represálias e atos de vingança. Preocupava se com a pessoa humana, qualquer que fosse a sua situação política e social. Seu caráter e a fama de "combatente" não o detinham diante de nenhuma dificuldade.

Embarcado para o Brasil em 1946, padre Aristides empreendeu rapidamente diversas atividades sociais e educativas em favor das populações miseráveis da Amazônia. Seu compromisso eclesial não ficava para trás. Quando se tornou necessário organizar pastoralmente o território do atual estado do Amapá, a escolha recaiu sobre ele que, no início, foi nomeado administrador apostólico e, em seguida, bispo de Macapá. Corria o ano de 1955. Durante dez anos, dom Pirovano promoveu, organizou e estimulou a formação religiosa e a vida eclesial da diocese de Macapá. Naquele período, foi significativo o seu encontro com o doutor Marcello Candia, industrial milanês, que, exatamente através de dom Pirovano, descobriu o caminho para um trabalho pessoal, como leigo missionário, em favor dos marginalizados do norte do Brasil, principalmente os hansenianos (leprosos). A colaboração recíproca entre as duas grandes figuras humanas produziu muitos frutos, que ainda hoje são um instrumento de solidariedade para tanta gente.

UM LONGO SERVIÇO COMO "GUIA" DO PIME
As suas qualidades e capacidades humanas e cristãs valeram lhe, em 1965, a eleição para Superior Geral do Pime. O período era muito conturbado, de contestações e desafios em todos os níveis, e dom Pirovano soube enfrentá los com seu típico estilo missionário. Por doze anos, teve a coragem, a constância e a humildade de percorrer a difícil estrada do pós-Concílio Vaticano 11. Visitou todas as missões do Pime e, com sua experiência, soube avaliar e orientar o trabalho de muitos missionários.
Durante os dois mandatos como Superior Geral, deu início a uma colaboração efetiva com algumas dioceses italianas para uma ação missionária delas na África. Seu encontro com a complexa realidade da Ásia entusiasmouo, a ponto de pensar em um trabalho pessoal naquele continente. A história, entretanto, tomou outros rumos, mas certamente a sua abertura ao mundo missionário marcou o Pime, inclusive em suas escolhas posteriores.

RETORNO À MISSÃO
Em 1977, retornou à Amazônia, não mais com a responsabilidade de bispo, mas como capelão do leprosário de Marituba, uma das iniciativas que havia empreendido com Candia. Iniciou, desta forma, a penúltima etapa de sua aventura, inserido em um leprosário que, com o tempo, capacidade e conhecimento, transformou se em ambiente de vida serena e estimulante para muitos de seus hóspedes. Foi um período rico de experiências e de iniciativas, fruto de seu estilo próprio de viver a missão, a de um bispo jamais cansado de consumir a própria vida, com generosa dedicação ao próximo.
Durante aqueles anos, padre Aristides, como gostava de ser chamado, já passando dos setenta anos, convidou uma Congregação especializada na assistência aos doentes, a fim de garantir um futuro ao leprosário de Marituba. Em 1991, os Pobres Servos da Divina Providência assumiram a responsabilidade do leprosário.

A ÙLTIMA ETAPA
Maltratado por um tumor, Pirovano enfrentou com serenidade e realismo este período. "Para ele, ser missionário significava enfrentar as situações difíceis, partir do zero, daquilo que falta; colocar se dentro da situação para transformá la e transformá la bem". É este o conselho que dom Aristides deixa a todos nós. E é bem este o seu estilo particular e significativo de vida que motivou a Associação dos Amigos de dom Pirovano, de Erba, a solicitar a abertura da causa de sua beatificação. A sua grande fé, a atenção aos necessitados, o empenho para a evangelização, a capacidade e serenidade para enfrentar as dificuldades, são elementos que testemunham o seu trabalho e a escolha radical para a missão. Dom Pirovano permanece como símbolo e grande exemplo a todos os missionários do Pime. Seu olhar e a abundante barba branca dos últimos tempos, nada perderam do entusiasmo ao qual se aplicara desde o início da vida missionária. 0 segredo de tudo isso está nas palavras com as quais Adalúcio Calado, seu amigo leproso de Marituba, o recorda: "Buscava o Senhor acima de tudo. A sua fé alcançava a máxima expressão nas atividades que realizava em nosso favor e no interesse que demonstrava a cada um de nós". Este seu programa de vida, além de ser uma viva lembrança da sua presença para nós, permanece como um exemplo a todos os que amam a missão.



Artigo de Edgar Rodrigues

19 de fev de 2010

No Jardim de Ana Alice


Peguei carona no glamour da Ana Alice e fui parar num portal de baladas - olha só a foto aí. E foi um sucesso a festa de um aninho dela: "O Jardim de Ana Alice". Mais legal de tudo foi o brinde educativo e cheio de esperança que minha cunhada Ana Paula distribuiu para as crianças, um baldinho acompanhado de pazinha de jardim, com squinho de terra preta e pacotinho de sementes. Quanta semeadura e rega para um mundo mais cheio de verde. Desculpa a corujice aí gente, mas ela é uma lindinha não é?

Ainda carnaval? Putz!!!

Tudo bem que o Carnaval é festa, diversão, alegria (nem sempre) e descontração. Cinco dias de intervalo entre os demais dias de normalidade. Fossem esses cinco dias de exceção, ok! O problema é que se leva tão a sério o carnaval, a sério de sisudez e rudeza, que ele perde a graça e vira guerra de interesses, de vaidades, de orgulhos feridos, de politicagem e essas coisas bem pequenininhas.

Não dá mesmo pra considerar aceitável que pessoas adultas, muitas delas que se conhecem há anos mantendo até relações de amizade, se estapeiem, se ofendam e passem a se odiar por causa de carnaval. É o fim da picada. E todo ano a gente assiste a isso em Macapá, quando entra em cena a apuração do desfile das escolas de samba, e algumas vezes até dos blocos.

Como se diz no popular “é um pé no saco” - de quem tem é claro - transformarem alegria em vilania. No mínimo faz pensar: alegria de quem, cara pálida? De quem só quer se divertir é certo que não. E como alegria de pobre – no sentido espiritual aqui – dura pouco, essa gente ruim de cintura e pesada de espírito acaba rosnando no final da festa.

Dá pra ser diferente e vai ser quando o carnaval realmente for uma festa de alegria e não de interesses. Quando as escolas de samba forem palcos exclusivos de samba e criatividade, e não rinhas de vaidosos. Quando as agremiações forem espaços de cultura e lazer das comunidades, não trampolins políticos e meios de arrecadar dinheiro e benefícios individuais como é para muitos.

Enquanto isso, chato não é quem prefere ficar em casa, ir ao cinema, rezar ou fazer outras coisas. Chato mesmo é quem saqueia a alegria alheia com cenas deprimentes de violência, brados de arrogância e insanidade, campanhas de incitação ao fanatismo carnavalesco – vejam só! - e ao acirramento da já tão complicada tendência humana à intolerância.

Se vão abrir os envelopes que não foram abertos, se uma ou dez escolas serão sagradas campeãs, sinceramente não me tira o sono. O espetáculo foi bonito e quem ficou com a parte boa sabe viver. “Só quero saber do que pode dar certo. Não tenho tempo a perder”, diz a canção, e eu assino embaixo.

Márcia Corrêa

17 de fev de 2010

O lado "B" de bom do carnaval das escolas de samba

Fotos: Gilvandro Pinheiro
Luxo e tradição irretocáveis de Boêmios do Laguinho

A majestade de Piedade Videira à frente da Bateria de Piratas da Batucada

O brilho de Eunice Baía na Império do Povo

O espetáculo de cores de Maracatu da Favela

Bateria afinadíssima de Piratas Estilizados

Samba no pé da passista de Unidos do Buritizal

Show de mestre-sala e porta-bandeira do Solidariedade

Alegria e juventude no Jardim Felicidade

Resultado do carnaval da ABLOCA

1º Lugar: Tonga da Milonga - 130,3 pontos
Tema: Na Força do Açaí
2º Lugar: Tia Fé - 126,9 pontos
Tema: Tia Fé e Maracatu, Unidos
Pela Cultura Afro-Brasileira

3º Lugar: Gula-Gula - 126,7 pontos
Tema: Seu Gula na Tribo dos Maracás e Cunanis, uma Festa no Meio do Mundo

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação
8116-6687

9 de fev de 2010

Carnaval para as famílias

A Confraria Tucuju conseguiu o que queria, um carnaval alegre, saudável e voltado para as famílias. Às 17 horas de domingo (07.02.10) começava a II Batalha de Confetes do Largo dos Inocentes, com show de marchinhas, escolas de samba, canhão de confetes e muita cor.
A festa encerrou antes da meia noite e as pessoas saíram de lá elogiando muito a organização, a segurança, os shows e o acolhimento. Uma tenda foi armada com mesas e cadeiras para os mais idosos, havia barracas para venda de comida e distribuição gratuita de gengibirra e água. A Batalha de Confetes faz parte das comemorações de aniversário de Macapá.




5 de fev de 2010

Batalha de Confetes vai premiar melhores fantasias

Foto: Chico Terra
O sucesso da festa de aniversário da cidade deixou o público com gosto de quero mais. Para manter o clima de alegria e celebração, a Confraria Tucuju prepara tudo para receber os foliões na II Batalha de Confetes do Largo dos Inocentes. Oito agremiações carnavalescas confirmaram presença. Haverá também show de marchinhas e concurso de fantasias, com direito a canhão de atirar confetes.

“Queremos resgatar a magia do carnaval, incentivando as pessoas a usarem fantasias”, disse Zezinho Duarte, produtor cultural e responsável pela direção dos eventos da Confraria. Por essa razão a Batalha de Confetes vai premiar as fantasias mais bonitas e mais criativas. “Não será um concurso longo e a decisão vai ser do público, por aclamação”, explica Zezinho.

Todas as escolas de samba de Macapá e Santana foram convidadas para o evento, apenas Unidos do Buritizal e Solidariedade não confirmaram presença. Cada escola terá 30 minutos para se apresentar, com bateria, casal de mestre-sala e porta-bandeira e rainha da bateria. Em 2009 as escolas garantiram cor e brilho à Batalha.

As mais belas marchinhas carnavalescas, aquelas que unem gerações, serão executas por Tayson Tiassu, Bolachinha e banda. O grupo também vai lembrar belos sambas e animar a festa logo no início. A Batalha de Confetes acontecerá no dia 07 de fevereiro (domingo) a partir das 17 horas no Largo dos Inocentes.

Programação
17 horas – Abertura da programação
18 horas – Show de marchinhas
19 horas – Concurso de fantasias
20 horas – Show das escolas de samba

Comunicação Confraria Tucuju

Cenas da festa de 252 anos de Macapá: o trabalho da imprensa

Programa Café com Notícia especial de aniversário de Macapá,
com o cantor Amadeu Cavalcante como convidado.
Fotógrafo Chico Terra
Equipe do programa Bronca Pesada da TV Tucuju

Repórter Aníbal Sérgio da Rádio Difusora de Macapá

Equipe da TV Amapá

Ana Girlene Oliveira do programa Café com Notícia, da Rádio Equatorial FM,
com o Rei Momo Sucuriju e o Cidadão do Samba, Neck.

4 de fev de 2010

Macapá: um olhar de quem está só começando

Tanto conflito por essa terra, tanta disputa por esse chão que hoje nos hospeda e muitas vezes não recebe o valor que merece. O povo desse lugar é um povo sorridente, gente de fé que quase nunca se abala, mesmo tendo motivos de sobra.

Um solo que por pouco não virou francês, escapou de fazer eternamente parte do Pará, que em certa época do ano recebe o equinócio, que tem em seu corpo uma das sete maravilhas do país, a bela Fortaleza de São José, que é banhado pelo gigante Amazonas e batuca o marabaixo.

Lugar cheio de problemas, assim como todos os outros, porém que carrega muito amor em seu peito, muita cultura e muita paixão pelo que se tornou ao longo do tempo. 252 anos de garra, de beleza morena, de música e dança, de conquistas e derrotas, de carinho e cuidado com quem por aqui passa. Uma cidade acolhedora, um motivo de orgulho.

As pessoas deste lugar são nortistas de coração, amam fazer parte de tudo isso. Embora muitos não se importem com essa Macapá mameluca, ainda existe esperança de cada um, esperança de que ela evolua, seja mais bem tratada, fique mais forte e continue a maravilha que é, nosso patrimônio.

Janaina Corrêa Serra, 13 anos

Macapá: o dia em que a cidade nasceu

Foto: Chico Terra

Aniversário de Macapá é feriado municipal e ponto facultativo estadual. Portanto, não tem nenhuma desculpa para não festejar. Essa história começa em 1758, quando Macapá foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila de São José de Macapá. A cerimônia foi presidida pelo governador da Pará Francisco Xavier de Mendonça Furtado. Ele mesmo, cujo nome veio a ser dado a uma das mais bonitas avenidas da futura cidade, Av. Mendonça Furtado, que começa no Largo dos Inocentes onde está sediada a Confraria Tucuju.

Naqueles idos do século XVIII, Macapá era considerada um dos maiores centros urbanos do Norte, contando com cerca de 500 habitantes. Isso mesmo, dava para contar um por um e quando havia festa todo mundo comparecia pra ver. Nesse caso o governador marcou a data com o levantamento do Pelourinho, símbolo das franquias municipais e passou a palavra para o Ouvidor Geral do Estado, desembargador Paschoal Abranches Madeira Fernandes que fez a declaração solene da elevação à categoria de vila.

Segundo o pesquisador Edgar de Paula Rodrigues, alguns historiadores indicam esses fatos como ocorridos no ano de 1757, mas a maioria se refere a 1758. Sendo assim, a data ficou fixada como informa a maioria, o que determina também a idade cronológica da cidade. São 252 anos desde aquele dia diante dos 500 habitantes. De lá até os dias de hoje a cidade cresceu e se desenvolveu sob as bênçãos do padroeiro São José e com o esforço de cada pioneiro, seus descendentes e daqueles que a adotaram para viver. Os dados apresentados pelo pesquisador constam da obra “Amapá – Perfil Histórico”, de Artur César Ferreira Reis.

Comunicação Confraria TucujuEm 03 de fevereiro de 2010

Escritor lança livro sobre educação no Governo Janary Nunes

Historiador lança livro sobre política educacional no Governo de Janary Nunes
O escritor e historiador Sidney Lobato lança nesta sexta-feira, 5, o livro Educação na Fronteira da Modernização: A Política Educacional no Amapá (1944/1956), que é uma pesquisa sobre a política educacional do governo de Janary Gentil Nunes. Na obra, o escritor faz uma análise dos objetivos, potencialidades e limitações do processo de escolarização implantados pelo então governador do Território Federal do Amapá.

Educação na Fronteira da Modernização é o resultado completo de uma dissertação de mestrado em história defendida na PUC de São Paulo em 2009. O autor reuniu uma vasta documentação e bibliografia para a concepção da obra que foi baseada em artigos de jornais da época, relatórios de governo, dados estatísticos, depoimentos e fotografias. “ Toda esta pesquisa e análise está reunida em aproximadamente 300 páginas divididas em quatro capítulos redigidas em texto agradável e esclarecedor, mas sem perder o rigor da pesquisa acadêmica”, explica Sidney Lobato.

O autor é amapaense, graduado, especializado, mestre e doutorando em história pela USP, atualmente trabalha na Fundação da Criança e do Adolescente e já publicou com outros autores a coletânea Amazônia, Amapá: Escritos de História, pela editora Paka-Tatu, a mesma responsável pela publicação da obra que será lançada.O prefácio é do renomado historiador Jonas Marçal de Queiroz, professor da Universidade Federal de Viçosa.

O lançamento do livro será dia 5, sexta-feira, no Centro Cultural Franco-Amapaense, atrás do Macapá Hotel. A noite será de muita cultura e entretenimento, o autor irá autografar o livro e a cantora Silmara fará uma apresentação de seu repertório seguido de um coquetel. O evento está marcado para 19:00. No lançamento o livro será vendido a R$ 40,00.

Mariléia Maciel
Assessoria de Comunicação

3 de fev de 2010


O cantor e compositor Amadeu Cavalcante vai reunir a família e fazer um show especial em comemoração aos 30 anos de carreira. “Amadeu Cavalcante em Família” é uma retrospectiva musical de sua vida artística que começou em bailes e passou por bares e festivais até o sucesso de suas canções e de outros autores que resultaram em discos e depois em cd’s.

A trajetória de Amadeu será contada nesse encontro familiar que vai reunir sua esposa Rosane Rodrigues e suas filhas Loren Lua, Anne Ariel e Hanna Bárbara, que irão interpretar canções do início da carreira, como “Todas as Manhãs”, que foi cantada no Festival Universitário da AUAP, em 1986, e que deu ao artista o troféu de melhor intérprete.

Rosane já tem uma carreira musical, ela é cantora e já participou de shows e tem música gravada em cd. Loren Lua e Anne Ariel também não são estreantes nos palcos, da experiência de cantar em saraus em família e com amigos, veio a oportunidade de mostrar que o sangue fala mais alto, mesmo com outras atividades profissionais, se dedicam à música e se sentem preparadas para o desafio com os pais. Hanna Bárbara é a caçula e diz sentir-se segura apesar da pouca experiência fora do convívio familiar.

O show terá a participação de Joãozinho Gomes, Val Milhomem, Zé Miguel e Osmar Júnior. Os músicos que formarão a banda são os também renomados Joãozinho Batera, Pisca Martins, Fabinho, Cleverson Baia, Nena Silva e Taronga. O início será exatamente às 21:30 do dia 5, sexta-feira. Os ingressos antecipados podem ser comprados a R$ 10,00 na Sorveteria Jesus de Nazaré.

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação

Novos paradigmas no ensino da língua portuguesa

Há alguns anos o estudo e o ensino da Língua Portuguesa eram embasados no português de Portugal, enfocando suas regras e emprego. Todavia, após quinhentos anos de colonização, chegou-se a conclusão que já é tempo de rompermos com este paradigma. Tomando por base os estudos de Antonio Marcursi, começamos a rever estes dogmas e dar ao ensino da língua materna o valor de registro cultural, atribuindo a ela uma maior valorização. Procurando resgatar e promover a identidade cultural de cada falante. Reconhecendo que nesta manifestação lingüística, nos defrontamos com o verdadeiro registro do falar de um povo.

Assim, espera-se que os professores da língua materna passem a revigorar suas práxis e inaugurem um novo tempo em suas performances, encarando o falante como o verdadeiro detentor do registro da história e da evolução lingüística de um povo. Para tanto, esperamos que estes possam encarar a abordagem das variantes lingüísticas de forma a promover um estudo com base no registro filológico da língua, buscando a sua origem, detectando, analisando e registrando suas mudanças ao longo do tempo e não mais apenas o registro fonético (quando muito).

A evolução da vida como um todo encontra-se no poder de decidirmos apenas uma coisa: seremos autores das mudanças ou meros espectadores?

Judivalda Brasil
Professora Licenciada Plena em LetrasEspecialista em EAD

participe das seções interativas da revista CONTINUUM Itaú Cultural

Está aberto o período de recebimento de projetos de reportagem (seção Deadline) ou trabalhos artísticos e reflexivos (seção Área Livre) para a revista Continuum Itaú Cultural. Os projetos selecionados serão publicados na edição impressa nº 25, meses março-abril de 2010 e/ou na versão On-line. Todos os trabalhos deverão abordar o tema: A ARTE E A VIDA.

Veja, abaixo, os prazos e como participar. Todas as informações também na página
http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2720&cd_materia=1185

Os interessados em colaborar com a revista Continuum, tanto para a sessão Deadline (reportagens), como para a seção Áreal Livre (trabalhos artísticos: fotos, poemas, ilustrações, música, pequenos contos, outras formas de arte) ou trabalhos reflexivos (pequenos artigos) deverão focar seus projetos em situações que retratam as interações entre a arte e a vida. Demonstrar como a arte está na vida das pessoas de forma tão inconsciente que, por vezes, elas não se dão conta.

Características e público alvo das duas seções interativas:

- Seção Deadline: (reportagem)...seja repórter da Continuum
Trata-se de uma ação de incentivo que a revista Continuum oferece, a pessoas (estudantes graduandos) em formação, para se exercitarem no gênero jornalístico da reportagem. O projeto de reportagem selecionado terá o acompanhamento da equipe de redação da revista. O autor da reportagem selecionada além de ver a sua reportagem nas páginas da revista Continuum, de circulação nacional, receberá uma quantia de R$ 300,00.

Público alvo da seção Deadline: somente para estudantes universitários de todo o território nacional. Não importa o curso que esteja matriculado, desde que seja na graduação.
Prazo para envio do projeto de reportagem: até 08 de fevereiro de 2010.
Forma de envio do projeto: através do e-mail
participecintinuum@itaucultural.org.br. O projeto de reportagem deverá ter no máximo 1.400 caracteres (uma lauda). Inscrição gratuita.
Mais informações sobre prazos, regulamento, convocatória e ficha de inscrição,
clique aqui.
Dúvidas:
participecontinuum@itaucultural.org.br

- Seção Área Livre
Essa seção é dedicada a receber trabalhos artísticos (fotos, poemas, ilustrações, músicas, pequenos contos, outras formas de manifestações artísticas) ou artigos reflexivos (pequenos artigos). A equipe de redação da Continuum escolherá os trabalhos a serem publicados na revista.

Público alvo da seção Área Livre: não há restrição de segmento da atividade ou ocupação que exerce. É o espaço do leitor da revista. Todos podem participar e mais de um trabalho pode ser escolhido para ser impresso na revista impressa e on-line.
Prazo de envio da seção Área Livre para publicação impressa: 10 de fevereiro de 2010.
Prazo de envio da seção Área Livre para publicação On-Line: 20 de abril de 2010.
Forma de envio dos trabalhos para a seção Área Livre: através do e-mail
participecontinuum@itaucultural.org.br
Dúvidas:
participecontinuum@itaucultural.org.br

Luiz Pedreira Jr
Itaú Cultural / Comunicação Dirigida
Tel 11 8405-4664

1 de fev de 2010

Semeamar

Foto: Daniel de Andrade

Se me amar
Semearei amor
Por onde passar
Serei sopro
Abundante fluido vital
Alquimia da vontade original
Semeadura do bem
Berço de estrelas nascentes
Eternamente reluzentes
Na feitura do tecido universal