29 de nov de 2009

Até ontem


Nunca mais palavra minha
Refluxo de dor na garganta
Parede inacabada e fria

Nunca mais palavra mal dita
Assim mesmo inescrita
Contrário da regra formal
Intrépida, quase carnal

Nunca mais palavra bêbada
Inebriada de autorias
Rugas na escrita sombria
Velhos vícios de amar

Nunca mais inacabar

25 de nov de 2009

Sarau da Confraria Tucuju terá Ana Martel e Zé Miguel

Foto: Chico Terra

Com ânimo de festa a Confraria Tucuju prepara o último sarau de 2009 para a próxima sexta-feira (27), com início marcado para as 20 horas. Os dezesseis poetas que compõem a coletânea “Poetas, contistas e cronistas do meio do mundo” serão homenageados na noite que contará ainda com shows da cantora e compositora Ana Martel e do cantor e compositor Zé Miguel. O Sarau do Largo dos Inocentes é um dos projetos que a Confraria realiza desde o verão de 2008 com enorme sucesso.

Lançada recentemente, a coletânea “Poetas, contistas e cronistas do meio do mundo” integra o projeto Samaúma da Literatura Amapaense, uma realização do Grupo Universo com apoio do Governo do Estado e da Confraria Tucuju. A primeira parte do sarau será dos poetas, com participação do cantor William Klaus. São eles: Alcinéa Cavalcante, Sânzia Fernandes, Carla Nobre, Obdias Araújo, Ricardo Pontes, José Queiroz Pastana, Rostan Martins, João Barbosa, Manoel Bispo, Mauro Guilherme, Fernando Canto, Herbert Emanuel, Paulo Tarso, Osvaldo Simões, Jonas Diego e Jô Massan.

Logo após subirá ao palco a cantora Ana Martel com o show “Sou Ana”, título do CD lançado pela artista em setembro no Teatro das Bacabeiras. Ana Martel tem mais de vinte anos de carreira como intérprete da Música Popular Brasileira. Este ano, com apoio integral da Eletrobrás, através de incentivo da Lei Rouanet, gravou seu primeiro trabalho, com repertório quase integralmente autoral. Ana mergulha nos ritmos regionais e os transforma em uma linguagem elegantemente universal. Sua música é leve, de sonoridade contagiante e repleta de sentimento.

Para fechar a noite subirá ao palco um dos artistas de maior popularidade no Amapá, Zé Miguel. Autor de músicas emblemáticas como “Vida Boa” e “Pérola Azulada”, essa última em parceria com o poeta Joãozinho Gomes, Zé Miguel consegue traduzir a alma dos amapaenses e dos que adotaram o Amapá no coração. Parceiro de grandes compositores da Amazônia, o artista conta em sua discografia com cinco discos solo, participação nos CDs “Dança das Senzalas” e “Planeta Amapari”, este último lançado também na Alemanha e na França.

Sua obra integra a coletânea Brasil 500 anos de Groove, também lançada simultaneamente nos dois países europeus. Em 2008 Zé Miguel lançou seu primeiro DVD, “Meu endereço”, e participou do DVD “Gente da mesma floresta” gravado no espaço Itaú Cultural em São Paulo. Atualmente trabalha no CD “Feito em casa”, uma coletânea que reúne músicas de seus cinco trabalhos individuais e algumas canções inéditas.

O sarau terá ainda exposição fotográfica, exposição de artes plásticas, comercialização de artesanato, gastronomia regional, sebo cultural, exposição e venda de obras literárias produzidas no Amapá e venda de CDs de artistas regionais. O evento conta com apoio da VEX Construções.

24 de nov de 2009

Maestro amapaense Joaquim França se apresenta em Belém no fim de semana

O maestro e arranjador amapaense Joaquim França se apresenta no próximo final de semana em Belém pelo Projeto Brasil Clássico Caipira, do Centro Cultural Banco do Brasil. É a primeira vez que o músico percorre o Brasil com o projeto, que já passou por São Luiz, Vitória, Porto Alegre e Campo Grande em comemoração aos 80 anos de gravação do primeiro disco com moda caipira no Brasil. O espetáculo reúne grandes artistas brasileiros que apresentam parte do acervo de música caipira numa releitura com arranjos de música de concerto.

Joaquim França é formado em regência e licenciado em música pela Universidade de Brasília onde reside atualmente. Iniciou sua carreira em Macapá, na banda Oscar Santos. Joaquim tem um currículo que inclui apresentações acompanhando Guilherme Arantes, Francis Hime, Edson Cordeiro, Elomar, Xangai e outros. O maestro foi regente titular da Orquestra Filarmônica de Brasília de 1993 até 2007 e atuou como regente assistente dos maestros Roberto Duarte, Aylton Escobar e Gottfried Engels no Concurso Internacional de Verão de Brasília. Com a orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília regeu diversos concertos e foi classificado como um dos melhores arranjadores do 1º Concurso Nacional de Arranjos Para Banda Sinfônica. Atualmente é professor da Escola de Música de Brasília.

Participam do projeto em Belém os cantores Pena Branca, Dércio Marques, Genésio Marques e as irmãs Galvão. Acompanhando estão os músicos Joaquim França, Cláudio Cohen, Denise Gomes, Glesse Collet, Osvaldo Amorim e outros reconhecidos nacionalmente. Eles interpretarão sucessos como Trenzinho Caipira, Tristeza do Jeca, Cuitelinho, Moreninha linda, Romaria, Luar do Sertão, João de Barro, Beijinho Doce e muito mais, todos com arranjos elaborados em melodias que misturam tradição e erudição.
O espetáculo será domingo, 29, no Hangar Centro de Convenções. A direção musical é do maestro Rildo Hora.

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação

Casa de Choro Pura Raiz comemora dois anos e traz convidados especiais

O mais tradicional grupo de chorinho do norte do Brasil se apresenta em Macapá no próximo dia 3 de dezembro. É o Grupo Gente de Choro, que toca quase que exclusivamente na Casa do Gilson, em Belém, e lota o espaço de amantes de chorinho onde apresenta o repertório eclético com composições de artistas consagrados de todo o país.

O grupo foi criado há 30 anos para preservar o gênero choro e é integrado por músicos experientes como Paulo Borges, Adamor do Bandolim, Gilson Rodrigues, Cardosinho, Paulinho Moura, Gerardão, Amarildo Raiol e Emilinho Meninéa. Além da Casa do Gilson, eles se apresentam em shows e eventos culturais no Estado do Pará e outros estados.

Gente de Choro vai se apresentar na Casa de Choro Pura Raiz como participação especial na programação que inclui ainda Clarinetada, show de flauta com crianças, grupo Pura Raiz e velha guarda do samba. As mesas custam R$ 40,00 e podem ser compradas com o proprietário, o Ceará da Cuíca, pelo fone: 9903-5239.
Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação

23 de nov de 2009

Antônio Munhoz diz que a leitura deve passar pela realidade

Foto: Chico Terra

O nome Antônio Munhoz Lopes é quase uma marca. Atento a tudo, aos 77 anos o professor de literatura mais celebrado do Amapá não está mais nas salas de aula há anos. Mas, longe de se aposentar da expressão viva da transmissão do conhecimento, é chamado e atende com disposição jovial sempre que o assunto é ensinar e aprender. Professor de letras e lingüística, bacharel em Direito, escritor, membro do Conselho de Cultura do Amapá, diretor de acervo cultural da Confraria Tucuju, um currículo respeitável. Mais respeitáveis ainda são suas idéias e considerações sobre a educação e a leitura.

Pepel de Seda

Seus ex-alunos o reconhecem como um grande mestre, sobretudo no incentivo à leitura. O senhor costuma dizer que ama os livros. Como esse amor nasceu na sua vida?

Prof. Munhoz

O início desse amor está na minha infância quando descobri que meu pai tinha uma biblioteca. Havia livros de poesia, romances, não só uma literatura científica, porque ele era farmacêutico. Com o tempo fui desenvolvendo esse amor, não pelos livros, mas o amor pela leitura.
Fui o primeiro professor no Amapá, para escândalo de muita gente na época, a levar para a sala de aula revistas e jornais para atualizar o aluno. Para que ele não ficasse só com a leitura dos romances dos séculos XVIII, XIX e XX, mas com a leitura da realidade presente. Quando Kennedy foi assassinado e o Papa João XXIII morreu, eu levei as manchetes para a sala de aula e nós lemos, comentamos e na prova final eu cobrei uma dissertação sobre as mortes dessas grandes figuras do século.

Pepel de Seda

O incentivo à leitura deve passar então pela percepção dessa realidade presente?

Prof. Munhoz

Exatamente! Não é uma leitura apenas para deleite pessoal. Mas, uma leitura que enriquece os seus conhecimentos e que o atualiza diante do mundo de hoje, onde tem a televisão, o rádio, a revista e, sobretudo, a internet que deu um avanço extraordinário ao conhecimento.

Pepel de Seda

Qual o papel da família no envolvimento da criança com a leitura?

Prof. Munhoz

O amor pelos livros começa em casa. Então, pergunto: numa casa onde não entram revistas, jornais e livros como a criança pode despertar para a beleza e para a necessidade da leitura? A família é fundamental neste aspecto.

Pepel de Seda

Qual a abrangência da leitura na vida das pessoas?

Prof. Munhoz
A leitura tem aspecto intelectual, moral, científico e mesmo religioso. Nos primeiros tempos do cristianismo os apóstolos falavam da doutrina cristã, mas eles incentivavam a leitura dos livros sagrados. Todos os mosteiros tinham bibliotecas e se muitas obras chegaram até nós foi devido aos copistas que viviam nos mosteiros somente copiando essas obras.

Pepel de Seda

Qual a relação da leitura com a escrita, do ponto de vista metodológico, na sala de aula?

Prof. Munhoz

Há um provérbio latino que diz, traduzido, quem escreve lê duas vezes. A pessoa tem que ler e tem que escrever. Se você lê, a sua inteligência, o seu pensamento, a sua fantasia entram em ebulição e você faz questão de escrever. E escrever é fundamental quando você conhece as regras da gramática. Não existe conhecimento de uma língua sem conhecimentos gramaticais. Houve uma época em que se quis deixar a gramática de lado. Um bom professor de português deve ter em casa uma boa gramática e um bom dicionário, e todos nós que escrevemos e lidamos com a língua.

19 de nov de 2009

Cultura do Amapá inspira trabalho de estilista


A inspiração que valoriza as raízes, a força e a riqueza da cultura dos amapaenses são a base dos trabalhos desenvolvidos pela estilista Lilia Franzotti. A herança iconográfica Maracá e Cunani norteiam a produção de peças que aliam tradição e modernidade no design. Essa é a sinergia encontrada por Lilia para agregar personagem, história e cenário, que modela, interfere e livremente constrói a cena da moda local.“A construção da identidade cultural de moda se dá a partir do comportamento desse povo. Como vivem, do que gostam, como se comportam. Eu expresso elementos da cultura local nas roupas para buscar uma identidade de moda da mulher amapaense”, explicou a estilista.

Lilia avalia que a arte iconográfica deixada por antigos povos, revela tradições, crenças e um modo de vida muito particular que proporciona um vasto campo de possibilidades a serem exploradas.A iconografia é associada à moda em elegantes detalhes e de modo diferente. Roupas de festa, sociais, moda masculina e moda praia recebem elementos Maracá e Cunani. A proposta é que as pessoas associem imediatamente as peças à cultura amapaense.Lilia Franzotti vai estar à disposição dos visitantes da Feira do Empreendor desenhando modelos exclusivos aos interessados. As pessoas poderão sair do estande com o modelo pronto, com dicas de tecidos, para mandar executar. Ouvindo opiniões e respeitando as características individuais, Lilia vai propor modelos para variadas ocasiões.


Fonte: DCI Notícias
Foto: Arquivo Sebrae

Sesc Amazônia das Artes leva Arraial do Pavulagem a Boa Vista


O projeto Sesc Amazônia das Artes leva a Boa Vista - RR pela primeira vez o grupo musical Arraial do Pavulagem, de Belém-PA. A apresentação acontece nesta sexta-feira, 20, às 21h, no Palco das Piscinas do Centro de Atividades Dr. Antonio Oliveira Santos, no Mecejana. A entrada é um quilo de alimento não-perecível.

O Arraial do Pavulagem, criado em 1987, é um grupo musical paraense que trabalha com a rítmica da música tradicional produzida na Amazônia brasileira. Tambores, guitarras, carimbós, bois-bumbás e retumbões se misturam e soam com música ancestral, mas, ao mesmo tempo, contemporânea e universal na forma apresentada pelo grupo. Com composições próprias foram gravados 07 CD’s, que são difundidos em apresentações musicais por todo o Brasil.

Uma das principais turnês realizadas pelo grupo foi em 2004, através do projeto Sonora Brasil, do Sesc, quando percorreu 64 cidades, de 14 estados (Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Brasília, Bahia, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Goiás). Além do trabalho em palco, o grupo organiza os conhecidos arrastões do Pavulagem, que atraem milhares de pessoas às ruas de Belém nos meses de fevereiro, junho e outubro.
Desenvolve também um projeto denominado Arraial do Saber – Educação Cultural na Amazônia Brasileira, ponto de cultura de Belém-PA. O grupo é composto por Ronaldo Silva (compositor, músico e cantador), Junior Soares (compositor, músico e cantador), Marcelo Fernandes (guitarra), Rubens Stanislaw (contrabaixo), Edgar Junior (percussão), Nazareno Silva (percussão), Rafael Barros (percussão), Max (coreógrafo) e Fabrício Xavier (assistente de palco).

Fonte: BV News - Notícias de Roraima

Talentos contemporâneos da música e da dança amapaense no último Concerto de Verão de 2009


Três dos mais requisitados instrumentistas do Amapá protagonizam o espetáculo desta sexta-feira (20) no projeto Concertos de Verão da Confraria Tucuju. O guitarrista Fabinho, a saxofonista e flautista Bibi e o contrabaixista Gustavo Quintanilha representam o talento contemporâneo da música instrumental amapaense. A convite dos três, o show contará ainda com o baterista Hian e com o tecladista Lucas Borges. No palco paralelo bailarinas da Graham Companhia de Dança farão performances com ritmos amapaenses, sob influência da dança moderna. O Concerto de Verão começa às 20 horas, no Largo dos Inocentes.

Fabinho, Bibi e Gustavo são alunos avançados do Centro de Educação Profissional em Música Walkíria Lima e têm qualificação pela Escola de Música de Brasília. O trio compôs a Big Band do XXII Festival de Música de Londrina.

Fabinho é compositor, guitarrista e violonista. Já tocou com artistas nacionais como Chico César, Nico Rezende, Leci Brandão e Nei Conceição. No Amapá acompanha os principais artistas e bandas, entre eles o Grupo Senzalas em apresentações no Brasil e no Exterior. Estudou com grandes nomes da música como Daniel Wolf, primeiro doutor em violão do Brasil e o espanhol Fernando De La Rua, com quem aprendeu violão flamenco.

Bibi, simples assim, é mesmo uma síntese de talento e leveza. Seus solos de sax têm chamado atenção do público. Gravou com Zé Miguel o primeiro DVD do cantor e recentemente brilhou no show de lançamento do CD “Sou Ana”, da cantora Ana Martel. É professora de música, integra a Banda da Guarda Municipal de Macapá e é apaixonada pela Bossa Nova, gênero indispensável em suas apresentações.

O contrabaixista Gustavo Quintanilha é compositor. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1977 e começou na música aos 14 anos nos grupos evangélicos da Igreja Batista. Estudou com grandes professores do cenário nacional e mundial. Atualmente é professor de Contrabaixo Elétrico no Centro Profissionalizante de Música Walkíria Lima e tubista da Banda de Música da Guarda Municipal de Macapá. Compõe também os grupos Sentimento do Choro e Amazon Jazz.
O tecladista Lucas Borges tem sua base musical na Igreja da Paz, em Monte Alegre-PA. Aos dez anos integrava o Ministério de Música da Igreja Presbiteriana Peniel de Macapá, aperfeiçoando seus estudos no Instituto Musical Aliança. Em Belém acompanhou artistas gospel como João Alexandre, Eyshela e o Grupo Logos. Atualmente integra as bandas de Patrícia Bastos, Ana Martel, Claudete Moreira, Lore Lua e Adriana Raquel. Integra também as bandas Amazônia Jazz, Maré Music, Coronaria Jazz, Marinaldo Martel Quarteto e Bacaba Fusion.

Hian Moreira iniciou sua carreira por influência dos pais, o baterista Aldo Moreira e a cantora Claudete Moreira. Aos 12 anos, quando era gravado o 1° CD de sua Mãe, teve a oportunidade de tocar pela primeira vez. Aos 14 anos ganhou sua primeira bateria. Participou das bandas Fuzaka, Coliseu, e Kaçula. Autodidata, em 2009 venceu o 2° Festival de música Instrumental do Amapá (FEMINSAP. Participa de vários trabalhos com artistas locais, dentre os quais a Banda Yesbanana, Adriana Raquel, Claudete Moreira, Nivito Guedes, Natal Villar, Cleverson Baia e Rambolde Campos.

Graham Companhia de Dança

Com 14 anos de experiência, a companhia já realizou festivais, oficinas com profissionais de alto nível (nacional e internacional) shows com artistas locais e trabalhos beneficentes, dentre outros. Atualmente a Companhia conta com dez bailarinas, dedicadas a técnicas como dança moderna, contemporânea, clássica e jazz.

A Graham é uma companhia de dança tecnicamente eclética, essencialmente feminina e amapaense. Premiada e auto-sustentável, investe atualmente em seu próprio repertório. Trabalha com temáticas que retratam a realidade humana, com uma mensagem positiva, levando à reflexão e despertando emoções. A responsabilidade social é fonte de inspiração e marca registrada da companhia. A composição contemporânea desenvolvida e a valorização e utilização da figura feminina são seu universo.

Inovadora, a Graham faz um trabalho de intervenção em ritmos regionais, com influência da dança moderna. Essa experiência será mostrada em quatro performances nesta sexta-feira (20) com músicas do repertório do Grupo Senzalas e da cantora Patrícia Bastos.

Comunicação Confraria Tucuju

17 de nov de 2009

Grupo Senzalas fará show no III Acordes Brasileiros em Porto Alegre

O Grupo Senzalas será atração no III Acordes Brasileiros - Encontro Nacional das Músicas Regionais, que acontecerá em Porto Algre - RS, de 18 a 20 de novembro, através de parceria entre o SESC/RS, Contursi Produções e Prefeitura de Porto Alegre. O Senzalas se apresentará no dia 19, no SESC Centro de Porto Alegre. Outros artistas amapaenses já participaram do evento: Zé Miguel em 2007 e Verônica dos Tambores em 2008. A participação do grupo amapaense partiu de convite do cantor e compositor paraense Nilson Chaves, curador do evento.
Debates
18 de Novembro – Quarta-feira
No Sesc - Centro / 3º andar
14h - Mesa Redonda: A EDUCAÇÃO: Práticas de Valorização da Música Regional
Participantes: Rubens Gomes / AMWagner Chaves / ALLia Marchi / PR
19 de Novembro - Quinta-feira
No Sesc - Centro / 3º andar
14h - Mesa Redonda: A Pesquisa e o Intercâmbio da Música BrasileiraParticipantes: Zuza Homem de Melo / SPRicardo Cravo Albim / RSIvo Ladislau / RS
20 de Novembro – Sexta-feira
No Sesc - Centro / 3º andar
14h - Mesa Redonda: Políticas Públicas de Incentivo e Fomento a MúsicaParticipantes: Cristina Saraiva / RJJosé Luiz Herencia / DF - Sec. de Políticas Culturais do MinCSérgius Gonzaga / RS - Secretário de Cultura de Porto Alegre

Vai começar o Encontro dos Tambores no CCNA


A partir desta quarta-feira, 18 de novembro, a Semana da Consciência Negra começa a ter uma nova dinâmica. Na noite de hoje (17) encerra a programação em parceria com grupo e entidades, como umbandistas, capoeiristas e candomblecistas que tiveram um dia dedicado a cada uma de suas culturas. A coordenação se prepara para abrir as portas do Centro de Cultura Negra para o Encontro dos Tambores. O evento reúne centenas de pessoas todas as noites para apreciarem a apresentação das comunidades, shows, concurso e a Missa dos Quilombos.

Nesta quarta-feira, às 8:00, será realizado o Encontro dos Mestres da Cultura Popular, que vai reunir personalidades populares que têm uma importância crucial na cultura amapaense. O evento será no auditório da Unifap e terá como palestrantes dona Zezinha, matriarca de Mazagão que irá falar sobre o resgate da cultura e Pai Salvino, que fala sobre religiosidade africana. Muitos mestres da cultura serão destacados na ocasião.

À noite, no Centro de Cultura, é a vez da beleza negra. Será eleita A Mais Bela Negra, onde 10 candidatas disputam o título representando entidades e agremiações variadas. O grupo folclórico Ialodes - Mulheres Guerreiras irá se apresentar no palco principal mostrando coreografias e músicas de estilo afro, candomblé, marabaixo, heage e regional. O grupo de pagode Sensasamba e o cantor Jomasan também estão confirmados para esta noite.

No dia 19 tem o cantor Osmar Júnior e apresentação de comunidades. Dia da Consciência Negra, 20, será celebrada a Missa dos Quilombos seguida de show da banda Afro Brasil e rodada de marabaixo e batuque. O grupo de marabaixo do Mestre Pavão se apresenta especialmente após a missa. Sábado, 21, quem se apresenta é o cantor Ronery e logo após entram as comunidades de afro-descendentes. O encerramento Será no dia 22, com Zé Miguel e as últimas comunidades entram no anfriteatro do Centro.

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação-UNA

Mestre Pavão é homenageado no Encontro dos Tambores e grupo faz participação especial

A Semana da Consciência Negra e XV Encontro dos Tambores homenageia este ano o Mestre Pavão, neto de Julião Ramos e um dos amapaenses que mais contribuiu para que a cultura do marabaixo fosse respeitada e ganhasse reconhecimento nacional. Falecido em maio deste ano aos 73 anos, Raimundo Lino Ramos deixou de herança o amor pela nossa cultura e o respeito pela história e por quem a faz. Entre histórias, lendas, lutas e conquistas, Mestre Pavão pediu aos filhos e netos, antes de falecer, que não deixassem a cultura morrer, e é isso que a família está fazendo junto com a coordenação do Encontro dos Tambores.

A Associação Folclórica Marabaixo do Pavão, formada por parentes e amigos, vai aproveitar a homenagem e apresentar um marabaixo que, segundo Gerson Ramos, filho do Mestre, vai ser o melhor que já foi visto em Macapá. No Dia da Consciência Negra, 20, o grupo do Pavão vai sair com aproximadamente 400 pessoas pelo bairro do Laguinho saindo da sede do São José até o Centro de Cultura Negra, onde fará uma apresentação especial após a missa. Antes do cortejo será servido um coquetel para os participantes.

A Associação é formada por pessoas de 1 ano, a bisneta do Mestre, até 90 anos, tia Zefa que ainda hoje canta ladrões de marabaixo. Gerson Ramos fala que a proposta da entidade é reunir pessoas de todos os grupos folclóricos do Amapá nesta grande homenagem. Personalidades da cultura popular como dona Natalina, Tia Biló, Tia Zefa, Tia Chiquinha e muitos outros estão convidados.

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação-UNA

Encontro dos Mestres da Cultura Popular

A herança cultural, valorização dos mais antigos, registros das memórias e manutenção da cultura são alguns dos assuntos que motivaram a coordenação da Semana da Consciência Negra e Unifap a elaborarem o Encontro dos Mestres de Cultura Popular. O encontro vai ser realizado amanhã (17) e vai reunir pessoas da comunidade que contribuem com a cultura amapaense e deixam um importante legado para seus descendentes.

“Pouco temos registros de pessoas que lutaram para a manutenção de nossa história, que não se intimidaram e se hoje conseguimos enraizar nossa cultura dentro de grande parte da nossa população, isso é mérito de muitos que já se foram. Estamos querendo reparar o erro de não valorizarmos enquanto estão vivos a partir de agora, com o encontro”, fala o secretário Manoel Azevedo, da Seafro.

No primeiro momento duas pessoas irão dar sua contribuição, Pai Salvino, que vai falar sobre religiosidade africana e dona Zezinha, de Mazagão, que fala sobre o tema resgate da cultura. O local do encontro será o auditório da Unifap, a partir das 08 horas.

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação-UNA

9 de nov de 2009

Mostra do Cinema Francês Contemporâneo

Uma das prioridades do Ano da França no Brasil, que acontece desde 21 de abril e vai até o dia 15 de novembro, é mostrar uma frança moderna, aberta e diversificada mais de 600 eventos já foram apresentados ao público brasileiro e o SESC Nacional foi um dos primeiros parceiros da Embaixada da França a mostrar interesse em participar destas comemorações.
A partir daí foi criada a Mostra do Cinema Francês Contemporâneo com oito filmes selecionados pelos Cahiers du Cinéma.

Em Macapá, a Mostra do Cinema Francês Contemporâneo será realizada no período de 09 a 13 e de 16 a 18 de novembro, na Sala de Exibição Charles Chaplin, nas dependências do Sesc Araxá e funcionará a partir das 19h.

Programação:

09/11 – Filme: “A Esquiva” (L’esquive - 2003; 117 min.)
10/11 – Filme: “Até Já” (A tout de suite - 2004; 95 min.)
11/11 – Filme: “Assassinas” (Meurtières - 2006; 97 min.)
12/11 – Filme: “De Volta à Normandia” (Retour en Normandie - 2006; 113 min.)
13/11 – Filme: “O Último dos Loucos” (Le dernier des fous - 2006; 96 min.)
16/11 – Filme: “Povoado Number One” (Bled Number One - 2006; 100 min.)
17/11 – Filme: “A França” (La France - 2007; 102 min.)
18/11 – Filme: “Tudo Perdoado” (Tout est pardonné - 2007; 105 min.)

Informações:
Sílvio Carneiro (Técnico de Cinema – SESC)

Mostra de Música Sescanta dias 11 e 12 de novembro

1ª Etapa (11.11.09)

01 – Genoma (Alexandre Veríssimo)
02 – Um Pássaro Passou (Ana Martel)
03 – Todas as Mulheres do Mundo 2 (Aroldo Pedrosa e Cleverson Baía)
04 – Eu sou Caboca (João Gomes e Celso Viáfora)
05 – Tradições (José Wilson Cardoso e Paulo Sérgio B. Azevedo)
06 – Como a Noite (Alexandre Veríssimo)
07 – Rap em Preto e Branco (Judas Sacaca, Alan Gomes e Ademir Pedrosa)
08 – Levemente Louca (Aroldo Pedrosa e Cleverson Baía)
09 – Com Você me Leve (Alan Yared)
10 – Top Model das Tribos (Ademir Pedrosa e Dilean Monper)

2ª Etapa (12.11.09)
01 – Uirapuru (Mauro Guilherme)
02 – Tucuju Brasileiro (Sabá Tião)
03 – Toque de Caixa (Ana Martel e Zé Miguel)
04 – O Canto Livre dos Pássaros (Jackson Amaral)
05 – Medonho Amor (Enrico Di Miceli e João Gomes)
06 – Sempre Assim (Mário Salles)
07 – Batuque Amazônico (Chermon Jr.)
08 – Trava Língua (Augusto Oliveira e Cássio pontes)
09 – Minha Fé (José Wilson Cardoso e Paulo Sérgio B. Azevedo)
10 – Neguinha (Willian Cardoso e Dilean Monper)

5 de nov de 2009

Festival Quebramar começa sexta (06)


Festival Quebramar: palestras

O Coletivo Palafita convida você a participar da palestras que ocorrerão pela manhã e tarde durante os dois dias de Festival Quebramar de Música Independente. Veja a seguir a programação.

Dia 06 (sexta-feira)

Palestra - JORNALISMO CULTURAL: UMA CONTRADIÇÃO EM TERMOS?
Palestrante – Alex Antunes, jornalista - Pasquim, Folha Ilustrada, Bizz, Veja, Rolling Stone
Local: Auditório da Fortaleza de São José de Macapá
Hora: 14:00 às 17:30

Filme: CAPOTE (2006, Bennett Miller)
a) A matriz positivista versus a matriz pop. Objetivismo e subjetivismo no jornalismo: é possível ser isento em questões culturais? Se é subjetivo, pode ser jornalismo?

b) Jornalismo literário, gonzo e musical; literatura pop. A linhagem das escolas jornalísticas e artísticas que tentaram fusões possíveis das duas matrizes, da alta cultura à cultura de celebridades. O papel da ficção na descrição da realidade.
c) Publicações culturais no Brasil pós-contracultura. Implicações culturais e políticas do jornalismo brasileiro, da contracultura à época atual.
d) Cyber Cybercultura. Blogs e a quebra de limites entre o jornalismo e a cultura-em-si. Twitter, facebook e a captura do tempo real.

Dia 07 (sábado)

Palestra – ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS NA ECONOMIA DE CULTURA
Palestrante – Marcus Vinícius Nogueira, sociólogo – APL, SECIS, MCT, SCC, MinC.
Local: Auditório da Fortaleza de São José de Macapá
Hora: 10:00 às 12:00

a) o eixo de trabalho relacionado às tecnologias sociais
b) alternativas sociais de geração de renda dentro da cadeia produtiva da economia da cultura.


Palestra - A REINVENÇÃO DO BRASIL: EMERGÊNCIA CULTURAL DA REGIÃO NORTE
Palestrante – Alex Antunes, jornalista – Pasquim, Folha Ilustrada, Bizz, Veja, Rolling Stone

Local: Auditório da Fortaleza de São José de Macapá
Hora: 14:00 às 17:30

Filme. VIAGENS ALUCINANTES (1980, Ken Russell)
a) Três manobras mal-sucedidas na calibragem do Brasil: a 'tríade de dois', o desprezo de Pedro e o upgrade do Tiradentes-Cristo. O que Groucho Marx disse para Macunaíma quando viu o Zé Carioca.

b) Porque o Acre existe, e São Paulo não. Diferentes razões iguais para se matar em Macapá e São Paulo: a ausência da mãe e a presença de Sarney.
c) A inteligência e a ética da mata; a religião brasileira. A experiência Yawanawa e a convergência de tecnologias ancestrais e atuais: o Ponto Zero da humanidade.
d) Fora-do-Eixo no Norte e Centro-Oeste e o P.O.P. - Plano de Ocupação Psíquica.

Contatos
site:
www.festivalquebramar.com.br

blog:
www.coletivo-palafita.blogspot.com

Comunicação: Jenifer Nunes - 8116.7203 -
palafitacomunicacao@gmail.com
Planejamento: Otto Ramos - 8112.5996 - coletivopalafita@gmail.com
Coletivo Palafita – Comunicação
Contato: 8127-8495

3 de nov de 2009

Belém: Pedrinho Cavalero e Clarisse Grova


Preparação para a I Conferência Livre de Comunicação no Estado do Amapá

Acontece nesta quarta-feira, 04, às 16h, a primeira reunião preparatória da Conferência Livre de Comunicação do Amapá, a reunião será aberta e estão convidados a participar jornalistas, radialistas, blogueiros, a sociedade civil organizada e todos aqueles interessados em discutir comunicação no estado do Amapá. O local onde será o Sindicato dos Serventuários da Justiça – Sinjap, Av. Carlos Gomes, 340( Continuação da Ernestino Borges, passando o prédio da policia federal).

Um grupo formado por lideranças sindicais e representantes de meios de comunicação reuniu-se na última sexta-feira, 29, para alinhavar a idéia da realização de uma Conferência livre de Comunicação no estado do Amapá, com o objetivo de contribuir para que haja mais transparência na distribuição de verbas públicas destinadas a gastos com propaganda e divulgação e um controle mais efetivo sobre o conteúdo divulgado por meios de comunicação, alem da criação de mecanismos que permitam a sobrevivência dos meios de comunicação alternativos, inclusive as rádios comunitárias. Compareceram à primeira reunião representantes de 9 entidades, entre elas sindicatos, ONG’s, a rádio Novo Tempo e a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativo.

Conferência Livre de Comunicação
Os estados podem promover Conferencias Livres de Comunicação e as propostas que resultam desses encontros são enviadas diretamente à Conferencia Nacional de Comunicação(Confecom), que acontecerá em dezembro em Brasília. Aqui no Amapá a Conferencia Livre de Comunicação acontecerá nos dias 13 e 14 de novembro. Estiveram presentes à primeira reunião representantes das seguintes entidades: Sindesaúde, Sintaxi, Sindtelebrasil, Fórum DCA/AP (Estadual de defesa dos direitos da criança e do adolescente), Fespeap (Federação das entidades de servidores públicos do estado do Amapá), ACANH - Associação de Comunicação Alternativa do Novo Horizonte (Radio Novo Tempo), Marcha Mundial de Mulheres/AP, Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa.

Por Chico Terra

Mostra cultural da Escola Castelo Branco

Mil e seiscentos alunos de 46 turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da Escola Estadual Castelo Branco realizam nesta quarta-feira, 4 de novembro, das 15 às 19 horas, na quadra da escola, a II Mostra Pedagógica do ano, desta vez com trabalhos das disciplinas que integram as áreas de Linguagem e suas Tecnologias e Humanas. Em 24 estandes alunos dos turnos da manhã, tarde e noite, com orientação e acompanhamento de todos os professores, coordenação pedagógica e direção, desenvolvem o tema central "As Manifestações Culturais do Amapá" destacando a história, danças, músicas, culinária, lendas, mitos, pontos turísticos, belezas naturais, literatura, entre outras manifestações culturais.
Por Oscar Filho