27 de fev de 2011

Gotas de tempo


Cada gota do teu tempo tem validade rara. Quando é escassa a chuva, cada gota brilhante que cai sobre a região árida é esperada com ansiedade e sofreguidão pelas moléculas de vida, ali quase sem vida, preenchendo a terra de esperança. Assim é o teu tempo, brilhante e raro em cada experiência a ti concedida no plano terreno.

Se tivesses sede e vivesses na aridez dos sertões, o que farias com as raras gotas de chuva? Como as receberias? Qual destinação darias as elas? Tu as desperdiçarias?

Tal qual as raras gotas de chuva, que pela bondade de Deus ainda caem sobre os sertões, assim é a tua experiência existencial. Se desperdiças as gotas de tempo a ti destinadas pelo imenso amor do Pai, presta atenção, esse tempo desperdiçado te faltará quando dele urgir a tua necessidade.

Nem sempre viverás a abundância das chuvas. Portando, cuida das tuas gotas de tempo quais fossem os últimos respingos de chuva a caírem sobre ti. Utiliza a tua existência para promover o bem. Para isso prepara o teu espírito com o conhecimento e o labor na caridade.

Eleva o teu coração à condição de arco-íris que, depois da chuva, risca o céu de cores e beleza. Assim serão as tuas existências futuras, na medida exata da utilização que fizestes das gotas de tempo derramas sobre ti, feito óleo perfumado de unção, pela grandeza e generosidade do nosso Criador.

Acorda agora para o relógio do amor. Sente a alegria Divina invadir a tua alma e percebe as gotas de tempo bem aproveitadas banhando de frescor tua existência.

Maria Clara

26 de fev de 2011

"O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração"


Até para quebrar a rotina é preciso disciplina. Tanto que programei ir ao encontro dos poetas do movimento “Poesia na boca da noite”, consegui. A sexta-feira estava com aquela película de fim de tarde, cor de guaraná Rei, quando me desvencilhei do monte de coisinhas cotidianas que insisto em fazer repetidas vezes. Larguei tudo e virei o volante do meu velho e guerreiro Fiesta na direção da av. Presidente Vargas, destino Nossa Livraria.

Calçada irregular sob a árvore frondosa e a película fina da quase noite ficando mais pra guaraná Baré. Lugar pra estacionar a vista e a visão no alcance da roda de gente serenada pelos poemas, formada do outro lado da rua. Hei Márcia! Grita Vitória Machado, amiga querida que chega com Iracema também para o encontro. Atravessamos a rua como quem passa, sem se dar conta, de uma dimensão para outra.

Para além das fronteiras da roda de poesias a cidade segue sua agonia irresoluta. Na dimensão da poesia, das fronteiras da roda para dentro, as almas se entregam ao prazer de compartilhar esse olhar tão dilatado e instigante sobre as coisas do mundo e do ser, o olhar dos poetas. Valham-me Alcy Araújo, Mário Quintana, Manoel Bispo, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Aracy de Mont’Alverne e uma procissão de gente de olhar contundente sobre as agruras da vida. Até “poemeu” já foi lido/recitado por lá.

Serviço:
As rodas do movimento “Poesia na boca da noite” acontecem todas as sexta-feiras, de 17 às 19 horas em locais diferentes, sob o olhar atendo do prof. Antônio Munhoz Lopes. Para saber onde vai ser a próxima leia, a partir de quarta-feira, informação no blog da Alcinéa Cavalcante, uma das mentoras dos episódios poéticos em série: www.alcinea.com.

24 de fev de 2011

Poesia na boca da noite

O movimento "poesia na boca da noite" estará nesta sexta-feira, 25, na "Nossa Livraria" (Av. Presidente Vargas entre as ruas General Rondon e Tiradentes. A "Nossa Livraria" vai montar uma estante de Literatura Amapaense, portanto se você tem livros publicados leve-os para venda."Poesia na boca da noite" começa às 17h e termina às 19h.
Abraços,

Alcinéa Cavalcante

Ensinando filantropia às crianças

Para alguns pais, falar sobre a distribuição da riqueza é uma tarefa difícil, que cria o desafio de ter de abordar temas como a riqueza da família, a herança e a responsabilidade financeira. Diante deste desafio, a Family Philantropy Conference 2011, realizada em Nova York entre os dias 23 e 28 de janeiro, abordou o assunto em um de seus painéis, buscando dar às famílias ferramentas para superar seus medos de falar sobre riqueza e doação, conforme o Portal TSO passa a destacar.

Robyn Schein, participante do evento, destacou que em seu trabalho com as famílias de doadores da The Minneapolis Foundation, ouve constantemente relatos de pais que têm medo de dizer a seus filhos sobre as doações, porque eles não estão preparados para as perguntas que se seguem sobre a situação financeira geral da família.

Para se preparar para estas perguntas sobre a situação financeira geral da família, uma das ferramentas destacadas no painel foi construir uma narrativa sobre o dinheiro com os filhos/netos, por meio de eventos passados, pessoas, histórias e demonstração de valores e ações. De acordo com Robyn, se essa narrativa não é criada na família, a tendência é que as crianças usem a narrativa da sociedade de consumo.

Robyn Schein ainda destaca que é preciso ensinar sobre doação, empatia e gratidão, esclarecendo que o envolvimento dos pais com o terceiro setor, conforme pesquisas, aumenta em 80% as chances de uma criança se tornar uma doadora no futuro.

Outras ferramentas sugeridas pelos participantes do evento foram: ensinar as crianças a separar para doação parte de seus ganhos; levá-las para conhecer o trabalho de organizações sem fins lucrativos; criar “conselhos junior” em fundações e entidades não governamentais; ensinar as crianças a escolher as instituições que pretendem ajudar; contar as histórias e ações da família em prol de organizações sem fins lucrativos.

Fonte: Portal do Terceiro Setor

17 de fev de 2011

Ponte entre a gente e o silêncio


Quisera a vida transmutasse a gente no tempo, embalados pelas notas do violão de Daniel Wolff e nas batidas da percussão de Galdêncio Thiago de Mello. Elas entram por uma minúscula janela de um corredor escuro aqui de dentro, têm forma de finos raios de sol bem quentinhos e joviais. Falam em melodias do que há lá fora, o barulho da chuva, as estrelas escondidas do frio, o ninho de passarinhos sobre a calha da lâmpada do pátio.

As cordas do violão criam uma ponte comovente entre a gente e o silêncio das coisas. E a vida enfim volta a comover só por ser vida. No jardim as rosas ressurgem nos galhos que resistiram a mais um verão. Das amarelas às róseas estão lá plantadas em vasos mal cuidados, onde matinhos invasores as cercam. É preciso cuidar do jardim tão generoso, tão resistente, tão humilde na espera.

Abrir a janela do corredor sombrio, deixar que os raios de sol musicais preencham de luz e calor aquilo que ainda dorme. Acordar com acordes da melodia que só cada um é capaz de ouvir, no tempo certo, na maturação dos sentimentos, na audição de si mesmo. Quando lágrima e flor brotarem na mesma sintonia, a do amor.

Inspiração:
The Right Seasons - Heart do Heart
A música de Gaudêncio Thiago de Mello - percussão orgânica
Daniel Wolff - arranjo e violão

15 de fev de 2011

Ana Alice no Planalto Central

Oi pessoal! Acho que vocês lembram de mim. Já estive por aqui nessa janelinha da minha tia Márcia. É que eu era muito pequenininha e agora estou assim bem graaaande ó! Muito legal isso aqui. Sabe! Fui lá em Brasília com meu pai Eduardo e minha mãe Ana Paula. Cara, que gente maluca encontrei por lá, todo mundo de roupa igual... rsrsr. Meu pai disse que os políticos estavam tomando posse para cuidar do nosso país.
Hum... Não entendo muito bem ainda, mas acho esse pessoal muito engraçado. Parecem uns pinguins. Mas, se eles tem que cuidar da gente, então pensei: tem muita criança que nem eu por aí, muita mesmo que eu já vi. E tem umas que são tão tristinhas, será que eles vão cuidar dessas? Porque quando eu crescer eu vou cuidar delas. Às vezes eu bato no Piai, meu amiguinho, mas é porque ele é maior que eu me toma o brinquedo. Mas, é só um pouquinho e a mamãe briga comigo. Quando eu ficar maior que ele não bato mais... hiihihi
Bem, vou dormir que amanhã tenho escola. Tchau pra vocês!

14 de fev de 2011

Solidões seculares

Foto: Amelie Vuillon
Quem nunca sentiu um grito de alma? Aquele que berra por dentro, ecoando nos pulmões e fazendo a carne tremer sem que a pele se ressinta? Porque pele é feita para as aparências e a alma quando grita se contenta com as paredes da solidão. E nessas horas não há nada, nem ninguém, ou multidão complexa que se apresente em condições de oferecer alívio.

Penso que sofremos de solidões seculares, que nos acompanham desde tempos que a memória consciente não alcança. Solidão daquilo que sonhamos e não temos maturidade para realizar, daquilo que não conhecemos em nós mesmos e por isso nos assusta e confunde, daquilo que projetamos nas pessoas inadvertidamente e naturalmente elas não correspondem, daquilo pelo que choramos sem entender bem o porque.

Solidão é assim um mar que permeia a alma da gente, pelo qual navegamos em busca de rumo e sentidos, ora na superfície mansa, ora quase afogados nas ondas violentas. Viajantes do tempo, no limiar de compreendermos nossa condição de seres individuais, que necessitam se constituir assim na relação com o outro, sem que esse outro se torne carga ou carregador de nossas encrencas.

Itaú Cultural e Casa das Rosas convidam


OCUPAÇÃO explora a criação e a poética de Haroldo de Campos

Instalações, ciclo de debates e objetos do arquivo pessoal do autor são algumas das atrações Ocupação Haroldo de Campos - H LÁXIA

A nona edição do projeto Ocupação homenageia o poeta, ensaísta e tradutor Haroldo de Campos. A exposição trata do processo criativo do escritor e apresenta instalações - conhecidas e também inéditas - baseadas em sua obra, além de registrar seu percurso intelectual e artístico. O evento também conta com um ciclo de debates e acontece na sede do Itaú Cultural e na Casa das Rosas, parceira da atividade, em São Paulo. A mostra se divide em vários núcleos. No Instituto Itaú Cultural, a instalação H LÁXIA, de Livio Tragtenberg, permite a imersão na obra de Haroldo, com a participação ativa do público, que pode gravar seus depoimentos. Já na "bibliocasa" de Haroldo, marginálias, edições especiais de seus livros, fotos, manuscritos, datiloscritos e edições anotadas e com dedicatórias.

A exposição OCUPAÇÃO Haroldo de Campos H LÁXIAS estará aberta ao público de 17 de fevereiro a 20 de abril no Itaú Cultural - Av. Paulista, 149, São Paulo SP nos horários:
- terça a sexta das 9h às 20h
- sábado, domingo e feriado das 11h às 20h
Entrada franca.

A Ocupação Haroldo de Campos é uma parceria entre o Itaú Cultural, a Casa das Rosas e o Governo do Estado de São Paulo. Veja em tela o resumo da programação no Itaú Cultural e na Casa das Rosas. Mais informações na página http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1504

Programação no Itaú Cultural
quarta 16 fevereiro - Abertura do evento (somente para convidados)
20h Leitura de poemas de Haroldo de Campos (somente para convidados que receberam os convites impressos) com Arnaldo Antunes, Frederico Barbosa e Livio Tragtenberg

sábado 12 domingo 13 março
20h Multitudo - Recital multimídia tece um panorama da obra poética de Haroldo de Campos.
por Coletivo Mallarmídia Lab com Frederico Barbosa, Marcelo Ferretti e Susanna Busato

sábado 9 domingo 10 abril
10h PARALÁXIA - Oficina de criação multidisciplinar. Os participantes desenvolverão criações textuais, musicais, videográficas e performáticas.
por Livio Tragtenberg

20h Ga-Galáxias - Show musical e visual concebido e dirigido por Livio Tragtenberg, com base em fragmentos de Galáxias.
por Livio Tragtenberg, José da Harpa Paraguaia, Peneira & Sonhador e banda

Programação na Casa das Rosas
domingo 20 fevereiro
17h mesa-redonda Ocupação Haroldo de Campos - H LAXIA - debate sobre a concepção do evento, o processo de criação de Haroldo, seu percurso poético, suas relações com Frederico Barbosa, Gênese Andrade, Livio Tragtenberg e Marcelo Tápia mediação Claudiney Ferreira

domingo 27 fevereiro
17h palestra Convívio de Poetas: Ernesto de Melo e Castro e Haroldo de Campos - a relação pessoal do poeta português com Haroldo, seu olhar como leitor e crítico e a recepção de sua própria obra pelo escritor
por Ernesto de Melo e Castro
apresentação Gênese Andrade

domingo 13 março
17h mesa-redonda Haroldo de Campos, Poesia e Música - Os músicos falam da experiência de trabalhar com Haroldo e da convivência com o poeta
por Cid Campos e Péricles Cavalcanti
apresentação Livio Tragtenberg

domingo 20 março
17h palestra Haroldo de Campos e o Cinema - Abordagem sobre a relação da obra de Haroldo com o cinema, especialmente o trabalho realizado por Julio Bressane
por Donny Correia
apresentação Marcelo Tápia

domingo 27 março
17h mesa-redonda Literatura em Exposição: Mostras sobre Escritores em Museus e Espaços Culturais - Discussão sobre o papel de instituições que têm se dedicado a fazer exposições relacionadas à literatura
por Antonio Carlos de Moraes Sartini e Claudiney Ferreira
mediação Frederico Barbosa

domingo 3 abril
17h mesa-redonda Editar Haroldo de Campos - Dois editores que acompanharam a publicação da obra de Haroldo falam sobre essa convivência no âmbito profissional e pessoal
por Jacó Guinsburg e Plínio Martins Filho
mediação Marcelo Tápia

domingo 10 abril
17h bate-papo Fotografar Haroldo de Campos - Juan Esteves, que fez importantes registros fotográficos de Haroldo de Campos, conversa sobre seus encontros com o poeta
por Juan Esteves
mediação Gênese Andrade

Informações
Luiz Pedreira Jr
Itaú Cultural Comunicação Dirigida
itaucultural@comunicacaodirigida.com.br

7 de fev de 2011

Cinema Paraiso no próximo final de semana

Cinema Paraiso é um projeto de Cine Clube do Coletivo Palafica, que ocorre na sala João XXIII, com entrada pelo Largo dos Inocentes, toda sexta e domingo, às 19 horas. A baixo exibições para o próximo final de semana.


Ana Martel faz brasileiríssimo show "Branca no Samba"


A cantora e compositora amapaense Ana Martel faz o show “Branca no Samba” em duas apresentações, dias 11 e 18, no Armazen Beer. O repertório tem músicas de sua autoria e de compositores da velha geração, como Paulinho da Viola, Chico Buarque, Arlindo Cruz e os novatos no samba Pedro Luis e Roberta Sá. A banda base que acompanha Ana Martel é um show à parte, formada por experientes músicos de corda, sopro e percussão que farão uma roda de samba inovadora.

Ana Martel é uma das poucas artistas nascida no Amapá que canta e compõe em parceria e individualmente. Pioneira, ela foi a primeira amapaense a gravar um CD com o incentivo da Lei Rouanet, o “Sou Ana”, lançado com oito músicas de sua autoria e três de outros
compositores. Em seu trabalho mostra vertentes musicais incluindo toques de marabaixo, batuque, samba e word music. Ana tem parcerias com Zé Miguel, Joãozinho Gomes, Enrico Di Miceli, Paulinho Moura, Ubiratan Porto e Val Milhomem.

Com quase 30 anos de carreira e muito chão em Macapá, Belém e outros cantos do Brasil, Ana Martel realiza, com “Branca no Samba” o sonho de ser reconhecida pela sua autenticidade e enraizada brasilidade. Com produção de Preta, o show é pra quem gosta de música brasileira com qualidade garantida.

Serviço:
Show: Branca no Samba
Local: Armazen Beer
Data: 11 e 18 de fevereiro
Hora: 22:30
Mesas antecipadas: R$ 60,00
Contatos: 9127-2000

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação
Mais informações: 8116-6687/9127-6015/8807-7152