25 de fev de 2009

Tarde de carnaval


a tarde procurava alegrias
catava com os olhos as cores do dia
dava atenção aos zunidos da rua
queria tanto acreditar
nas promessas da euforia

qual nada, seu coração ribanceiro
de tarde encharcada de versos
salpicava dentro do peito
velhas canções de saudade
e a rua desfilava cortejos

a tarde perfumava as quimeras
com as rosas mudas de Cartola
regava a força do desejo
olho d’água no rio do ensejo
nascente do amor que nem sabe voar

enquanto colhia na chuva
retalhos de efêmera alegria
a tarde já quase sombria
sentia-se assim um riacho
perdido na mata arredia

4 comentários:

Lulih Rojanski disse...

Márcia, este é um poema/canção... pode ser musicado lindamente.

Márcia Corrêa disse...

Vou apelar para os amigos músicos. Quem sabe!

Marcos Quinan disse...

Viu, nem dói... rsss.
Lindo, e dá música sim.
Te abraço.

Márcia Corrêa disse...

Então, faz a música parceiro?