23 de set de 2009

Emília Monteiro: o canto do Amapá com sotaque mineiro

Foto: Chico Terra

Emília Monteiro é cantora, filha de amapaenses nascida em Minas Gerais. Atualmente reside e desenvolve seu trabalho em Brasília. Encantada com a força poética e melódica da música feita no Amapá, ela prepara seu primeiro CD e acompanha de perto o crescimento da música amapaense para compor o repertório.

Você é amapaense?

Não nasci aqui, mas isso é só um detalhe porque toda a minha cultura, tudo que aprendi, o que gosto de comer, enfim, sou uma macapaense em Brasília. É assim que eu me considero. Nasci em Minas, Poços de Caldas. Meu pai é do Banco do Brasil e foi transferido várias vezes, eu sou mineira, tenho um irmão gaúcho, uma irmão catarinense e a gente acabou parando por Brasília.

Sua relação com o Amapá vem de onde?

Dos meus pais. Sempre vim aqui, desde criança passar férias com meus avós, tenho grande quantidade de tios e primos por aqui. Em uma das minhas vindas, em 1998, eu pude escutar uma música que me chamou muita atenção, que tocou na minha alma na verdade, que se chama “Mal de amor”, do Joãozinho Gomes e do Val Milhomem. Na época tive a oportunidade de falar com eles e de gravar essa música. Daí eu incluí essa música nos meus shows. Cheguei a fazer alguns shows aqui, inclusive no SESC Araxá, no Projeto Botequim. Em Brasília quando eu toco as pessoas gostam muito porque soa muito inédito. A cultura do Amapá é uma cultura ainda a ser explorada a nível nacional e mundial.

Você fez abertura de shows de vários artistas conhecidos pelo público brasileiro como Paulinho Moska, Paula Lima, Rita Ribeiro. Quando você leva essa sonoridade nova para essas ocasiões como é a reação do público?

É maravilhosa porque as pessoas que são realmente amantes da boa música são também muito antenadas, são muito receptivas ao novo, sobretudo ao novo com qualidade. Elas gostam muito mesmo.

Além desse contato inicial com Joãozinho e Val, como você estreitou laços com os artistas do Amapá?

Eu cantava em Brasília e em determinado momento constituí minha família e ficou um pouco incompatível naquela época cantar, trabalhar e ser mãe. Eu queria muito ser uma boa mãe, sobretudo nos primeiros anos, que são os mais importantes na vida de uma pessoa. E aí eu parei um pouco de cantar.
Quando eu quis voltar a cantar eu resolvi começar no início. Liguei para o Joãozinho em 2008, dez anos depois de ter gravado a música, e disse que estava querendo voltar a cantar, fazer meu CD e pedi que ele mandasse o material dele. João foi super querido, mandou na sequência e ano passado mesmo aconteceu o Amapá em Cantos em São Paulo, então eu falei é com esse que vou (risos). E fui sozinha, sem conhecer São Paulo, sem conhecer ninguém. Aterrissei lá de pára-quedas mas fui super bem recebida porque a generosidade das pessoas é incrível. Conheci muita gente bacana, fiquei amiga de muitas pessoas.

A música feita no Amapá hoje está num bom momento para repercutir nacionalmente?

Está no momento de estourar. É incrível que isso ainda não tenha acontecido. Sempre esteve, mas agora sinto que há um movimento, tenho sentido uma energia muito bacana em tudo que tenho escutado. Sobretudo no lançamento dos CDs do Projeto Pixinguinha. As pessoas estão muito afim de fazer um movimento amazônico amapaense. Há uma qualidade de repertório, uma inspiração muito grande e eu estou muito feliz com isso.

Você compõe?

Não. Sou intérprete.

Você veio para o Amapá este ano só para acompanhar o Projeto Pixinguinha?

Foi! Uma das amizades que fiz em São Paulo foi com o pessoal da Bacabeira Produções, a Clícia e o Claudiomar. Quando eu soube do show não pensei duas vezes, comprei minha passagem e vim.

Você está em processo de gravação? Pretende inserir no seu CD a canção “Mal de amor”?
O CD ainda não aconteceu até porque eu voltei a cantar ano passado. Ainda não fechei completamente o meu repertório e estou pesquisando. Agora descobri outras pérolas que pretendo façam parte do meu CD. Espero conseguir o patrocínio em breve e se Deus quiser vai acontecer.

19 comentários:

Alcilene Cavalcante disse...

Adorei a entrevista.

maria leonor disse...

A entrevista foi espectacular, adorei a forma como as respostas ás questões
foram efectuadas.

Márcia Corrêa disse...

Entrevistar gente que tem o que dizer e o faz com espontaneidade sempre dá bons resultados.

Ernâni Motta disse...

Marcia, conheci aí, em Macapá, os pais da Emília, mas não sabia tinham uma filha cheia de talentos. Parabéns, pela entrevista e vamos aguardar o CD dessa mineira/amapaense.
Abraços.

Asdruite disse...

Mavilhosa entrevista. Perguntas pertinentes formulada pela inteligente jornalista Márcia Correa,a uma promisssora cantora,mineira de nascimento e amapaense de coração, que nunca escondeu a sua admiração e respeito pelo movimento cultural do Amapá.

Armando disse...

Excelente a entrevista, deixa a todos nós da família muito orgulhosos. Parabéns Emilia você já é um sucesso, seu CD vai estoura do Oiapoque-AP ao Chuí-RS em especial na cidade de Belém. Bjs e abraços Armando e Abigail.

Armando disse...

Amei sua entrevista, beijos com carinho, te amo. Tia Biga.

dri disse...

muito legal,adorei.vc é genial.continue assim,seguindo seu caminho com firmeza e competência,colocando em sua obra o melhor de sua emoção...PARABÉNS!

Celina Beatriz disse...

Ah... Emília querida! Desde pequena, essa voz suave, macia e essse seu sorriso aberto à vida! Você é luz, minha querida, tenho muito orgulho de vê-la cantando aos quatro ventos as coisas do nosso Brasil, um Brasil para brasileiros de verdade!
Te amo querida, parabéns pela bela trajetória!

Angel disse...

Linda,os canários na alvorada estão com inveja de você porque você já nasceu estrela!Brilhe cada vez mais!Beijos da tia Angel.

Asdruite disse...

Parabéns ao fotográfo Chico Torres e a jornalista Marcia Corrêa pela reportasgem da cantora Emília Monteiro. Simplenmente fantásticas !

polli di castro disse...

eu sinto que esse ser humano maravilhoso terá muito sucesso, o talento é grande e o bom gosto é nato.
Eu tive o privilégio de perceber uma sinergia singular com ela, desde a primeira vez que a vi.
Grande abraço, amiga.
Polli - Brasília

iraides disse...

Parabéns Emília, gosto muito de te ver cantando,cante...cante...que tens tudo pra vencer....
Beijosssssssss e muito "SUCESSO".

Bsb,28 de setembro de 2009

Monica disse...

Fantástica a entrevista, parece que estou ouvindo ela falar... Sempre linda, inteligente e espontânea... Parabéns e sucesso sempre. Bjks

francisco josé disse...

Emília, você é uma maravilha!


Puxa, não sabia que você tinha ido a Sampa e se apresentado neste festival amapaense. Parabéns pela entrevista que ficou ótima; pela participação no festival de São Paulo e pelo retorno aos palcos da vida. quem ganha é seu público que adora tuas interpretações. Beijos minha querida amiga.


Xico
Z.

Asdruite disse...

Com mil perdões... O nome do fotógrafo é CHICO TERRA. Você é um gênio rapaz maravilhoso!

Angel disse...

Queria, que notícias maravilhosas!! Vou aguardar o CD com grande espectativa. Você é 1000!! Beijos da tia Lica.

Emília Monteiro disse...

Puxa, é maravilhoso ser tão acarinhada por pessoas tão maravilhosas,amigas e sobretudo generosas nas palavras e no sentimento.
Obrigada a todos pelo carinho, pela torcida, pelo endosso, pelo afago...
Obrigada Marcia, além de tudo o que já disse, também pela oportunidade.
Abraço apertado em todos !!!
Emília.

tarkus disse...

Que entrevista fantástica!! Parabéns, Márcia, pela condução, e Emília, eternaente "maninha", parabéns pela sempre espontânea e tranquila facilidade em se expressar. Nos palcos e nas entrevistas.

Que a música seja a sua eterna Deusa Guia. Muito sucesso e muita felicidade no que você faz de melhor, que é cantar a música como os maiores poetas sentiram suas letras na origem de suas inspirações.

Um beijo do mano,
Adriano Monteiro.